segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Subsidio BETEL aprender com as gerações n.4







                           
                     Escritor Professor Mauricio Berwald                

Introdução

Maschil de Asafe. Ou para "Asaph" F6; Um salmo doutrinal e "instrutivo", como a palavra "Maschil" significa; Ver Salmo 32: 1, que foi entregue a Asafe para ser cantado; O Targum é,"A compreensão do Espírito Santo pelas mãos de Asafe".

Alguns pensam que Davi foi o penman dele; Mas a partir da última parte dela, em que se faz menção a ele, e de seu governo do povo de Israel, parece que foi escrito por outro, e depois de sua morte, embora não muito tempo depois, já que o relato é Não levava mais tempo do que era; E, portanto, é provável que tenha sido escrito por Asafe, o principal cantor, que viveu naquela idade: quem quer que fosse o penman dele, é certo que ele era um profeta, e assim foi Asaf, que é chamado vidente, o mesmo Com um profeta, e que é dito para profetizar, 2 Crônicas 29:30 e também que ele representou Cristo; Para que o Messias é a pessoa que é introduzida falando neste salmo está claro de Mateus 13:34 eo todo pode ser considerado como um discurso dele para os judeus de seu tempo; Dando-lhes uma história dos israelitas desde a sua primeira saída do Egito até os tempos de Davi, e nela um relato dos vários benefícios que lhes foram concedidos, da sua grande ingratidão e do ressentimento divino; Cujo propósito é admoestá-los e adverti-los contra cometer pecados semelhantes, para que não sejam rejeitados de Deus, como seus pais foram e perecem: alguns escritores judeus, como Arama observa, interpretam este salmo dos filhos de Efraim saindo Do Egito antes do tempo designado.

Este salmo é histórico, é uma narrativa das grandes misericórdias que Deus havia concedido a Israel, os grandes pecados com que o tinham provocado, e as muitas fichas de seu desagrado que tinham sido por seus pecados. O salmista começou, no salmo precedente, a relacionar as maravilhas de Deus da antiguidade, para seu próprio encorajamento em um momento difícil lá que ele interrompeu abruptamente, mas aqui retoma o assunto, para a edificação da igreja, e amplia muito sobre ele, mostrando Não só o quão bom Deus tinha sido para eles, que era um sério de maior acabamento misericórdia, mas quão bàsicamente eles tinham conduzido-se para Deus, o que justificou-o em corrigi-los como ele fez neste momento, e proibiu todas as queixas. Aqui está:

I. O prefácio a esta história da igreja, comandando a atenção do tempo presente para ela e recomendando-a ao estudo das gerações vindouras, Salmos 78: 1-8.

II. A própria história de Moisés a Davi é colocada em um salmo ou canção para que seja melhor lembrada e transmitida à posteridade, e que o canto dela possa afetá-los com as coisas aqui relacionadas, mais do que seriam com um bare Narrativa deles. O escopo geral deste salmo que temos (Salmo 78: 9-11), onde é notado o presente repreensões que estavam sob (Salmo 78: 9), o pecado que os trouxe sob essas repreensões (Salmo 78:10), e As misericórdias de Deus para com eles anteriormente, que agravaram esse pecado, Salmos 78:11. Quanto aos detalhes, estamos aqui contados:
1. Que obras maravilhosas Deus tinha feito para eles, tirando-os do Egito (Salmo 78: 12-16), providenciando-os no deserto (Salmo 78: 23-29), Assolando e arruinando os seus inimigos (Salmo 78: 43-55), e finalmente colocando-os na possessão da terra da promessa, Salmo 78: 54,55.
 Quão ingratos eles foram a Deus por seus favores a eles e quantas e grandes provocações de que eles foram culpados. Como eles murmuraram contra Deus e desconfiaram dele (Salmo 78: 17-20), e fizeram apenas falsificar arrependimento e submissão quando os puniu (Salmo 78: 34-37), entristecendo-o e tentando-o, Salmos 78: 40-42. Como eles afrontaram Deus com suas idolatrias depois que chegaram a Canaã, Salmo 78: 56-58. 3. Como Deus justamente os castigou por seus pecados (Salmo 78: 21,22) no deserto, fazendo deles o seu castigo (Salmo 78: 29-33), e agora, ultimamente, quando a arca foi tomada pelo Filisteus, Salmos 78: 59-64.

4. Como graciosamente Deus os poupou e voltou em misericórdia para eles, não obstante suas provocações. Ele os havia perdoado anteriormente (Salmos 78: 38,39), e agora, ultimamente, havia removido os julgamentos que eles tinham trazido sobre si mesmos, e os trouxe sob um estabelecimento feliz tanto na igreja quanto no estado, Salmo 78: 65-72. Como o alcance geral deste salmo pode ser útil para nós no canto dele, para nos colocar em lembrar o que Deus tem feito por nós e por sua igreja antigamente, e o que temos feito contra ele, então os detalhes também podem ser De uso para nós, para a advertência contra os pecados de incredulidade e ingratidão que Israel de idade foi notoriamente culpado de, eo registro de que foi preservado para o nosso aprendizado. "Essas coisas lhes aconteceram como exemplos," 1 Coríntios 10:11; Hebreus 4:11.

Por isso, História da Igreja é tão importante para a igreja moderna.

Do mesmo modo, as Escrituras também fornecem muitas lições preciosas que podem guiar os servos de Deus no presente, livrando-os das armadilhas que lhes estão preparadas, tanto pelos inimigos do Senhor como pelo próprio pecado pessoal. O Salmo 78 é um exemplo do uso dessas lições a fim de educar as novas gerações para que evitem os erros do passado e prossigam rumo ao futuro munidos do desejo e da sabedoria que levam à comunhão de Deus e ao seu serviço. Assim, Asafe declara, logo de início, seu propósito (vv.3,4): “O que nós ouvimos e aprendemos e o que nossos pais nos contaram não esconderemos dos seus filhos. Anunciaremos à próxima geração os louvores do Senhor, o seu poder e os seus feitos maravilhosos” (’asher shama‘nû wanneda‘em wa’avôtênû sifferû-lanû lo’ nekahed mivvenêhem ledôr ’aharôn mesafferîm tehillôt yehwâ we‘ezûzô wenifle’ôtayw ’asher ‘asâ). Seguindo esse propósito, o salmista aponta seis fontes de aprendizado para que o povo de Deus aja com sabedoria e honre ao seu Senhor.

A primeira fonte de aprendizado são as instruções de Deus. O salmista, falando das ações divinas entre o povo de Israel, diz (v.5): “Ele estabeleceu uma norma em Jacó e promulgou uma lei em Israel” (wayyaqem ‘edût beya‘aqov wetôrâ wam beyisra’el). A “lei” (tôrâ), cuja palavra hebraica pode ser também traduzida como “instrução”, além de revelar o caráter de Deus, servia para tornar Israel – por meio da obediência – o povo reto que serviria seu Senhor. Por isso, Deus disse a Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo” (Gn 18.19). Nesse mesmo sentido, o salmista continua sua colocação reafirmando a necessidade, conforme a própria instrução divina (Dt 6.7; 11.19), de se transmitir às gerações posteriores as palavras e a revelação de Deus sobre ele mesmo e sobre seus desejos: “Ele ordenou aos nossos pais que ensinassem aos seus filhos” (tsiwwâ ’et-’avôtênû lehôdî‘am livnêhem). O objetivo é produzir uma geração que conheça o temor e a comunhão do Senhor (v.7): “A fim de que coloquem em Deus a sua confiança e não se esqueçam dos feitos de Deus, mas guardem seus mandamentos” (weyasîmû be’lôhîm kislam welo’ yishkehû ma‘allê-’el ûmitsôtayw yintsorû).

A segunda fonte de aprendizado são os erros dos antepassados. A instrução divina deveria produzir obediência, mas não foi o que aconteceu. Em lugar disso, o salmista cita os tristes fatos da história da geração que deixou o Egito em meio aos grandes feitos de Deus (vv.10): “Eles não guardaram a aliança de Deus e se recusaram a andar em sua lei” (lo’ shomrû berît ’elohîm ûbetôratô me’anû laleket). A razão disso, apesar de parecer absurdo diante de tudo que viram, foi que (v.11) “eles se esqueceram dos seus feitos e dos seus prodígios os quais [Deus] lhes mostrou” (wayyishkehû ‘alîlôtayw wenifle’ôtayw ’asher her’am). Esse ato de “esquecer” não se refere a um tipo de amnésia, mas sim, desvalorizar o que aconteceu – que não foi pouco (vv.12-16) – quando tais lembranças deveriam mudar seu modo de viver e de se relacionar com Deus. Em outras palavras, eles escolheram ser rebeldes diante do Senhor. Por isso, ainda que Deus tenha feito coisas incomparáveis em favor dos israelitas (v.17), “eles continuaram pecando contra ele, desafiando o Altíssimo no deserto.” (wayyôsîfû ‘ôd lahato’-lô lamrôt ‘elyôn batsîyâ). Essa rebelião é descrita pelo salmista por meio de colocações irreverentes e perguntas desafiadoras dos israelitas (vv.18-20). O erro deles foi tão gritante, sem falar da consequência na forma da ira divina (v.21), que qualquer um que olhasse para esse momento triste da história poderia aprender como não agir e, também, ser incentivado a confiar em Deus, fazendo o oposto do que fez aquela geração perversa (v.22).

A terceira fonte é a provisão divina. Apesar da ira contra o pecado, o Senhor não abandonou o povo à sua própria sorte no deserto infértil. Sua resposta ao desafio desrespeitoso da parte dos israelitas (v.20), ao contrário do que se poderia esperar, foi supri-los com o alimento de que tanto necessitavam (vv.23,24): “Ele deu ordem às mais altas nuvens e abriu as portas dos céus. Assim, fez chover sobre eles o maná para que comessem e lhes deu um cereal celestial” (waytsan shehaquîm mimma‘al wedaltê shamayim patah wayyamter ‘alêhem man le’ekol ûdegan-shamayim natan lamô). Os cereais são produzidos na terra, mas o que Deus lhes deu no meio do deserto veio dos céus, miraculosamente colhido das nuvens. Incrivelmente, nem isso fez com que Israel voltasse seu coração para quem lhes supria de pão, de carne e de toda provisão, proteção e amor que jamais pudessem imaginar (vv.25-31). Apesar do mau exemplo desses israelitas, essa lição ainda testifica da prontidão divina em suprir seus servos.

A quarta é a disciplina do Senhor. Apesar de tudo que Deus fez, os israelitas (v.32) “pecaram novamente e não creram nos seus prodígios” (hate’û-‘ôd welo’-he’emînû benifle’ôtayw). Por causa do caráter de Deus, o pecado gerou punição (v.33). Contudo, essa punição não vinha sobre eles para extingui-los e extirpá-los da face da Terra. Vinha em tal medida e forma que é possível perceber o intuito divino de disciplinar o povo para que se voltasse a ele. O intento era alcançado e Israel, ao sofrer o castigo, demonstrava arrependimento (v.34): “Quando [o Senhor] os abateu, eles o buscaram, arrependeram-se e procuraram prontamente a Deus” (’im-haragam ûderashûhû weshavû weshiharû-’el). Se antes eles “se esqueceram” dos feitos benéficos do Senhor, depois da disciplina (v.35), “eles se lembraram que Deus é a sua rocha e que o Deus altíssimo é o seu resgatador” (wayyizkerû kî-’elohîm tsûram we’el ‘elyôn go’alam). Infelizmente, o salmista – e também a história de Israel no Antigo Testamento – mostra que esse arrependimento, quando surgia, era superficial e imperfeito (vv.36,37). Não obstante, o Senhor não os destruiu por ser um Deus misericordioso (v.38) “Ele é compassivo, perdoa a iniquidade e não destrói” (wehû’ rahûm yekaffer ‘aôn welo’-yashhît). Assim, é possível aprender a temer e a amar o Senhor ao olhar para sua disciplina e para o modo como ele dosa a justiça e a misericórdia no trato com os seus (vv.40-53).

A quinta fonte de aprendizado é a soberania de Deus. A dura jornada no deserto terminou quando Israel se viu às margens do Jordão (v.54) com a missão de invadir a terra da promessa e conquistá-la. Porém, as nações que deveriam ser desalojadas eram mais poderosas que Israel e possuíam cidades com fortes muralhas (Dt 9.1,2). Mesmo assim, o Senhor prometeu que lhes daria aquela terra pelo seu próprio poder (Dt 9.3). O salmista confirma o sucesso da ação divina de vencer os inimigos e dar a terra a Israel (v.55): “Ele expulsou os povos de diante deles, sorteou as porções da herança e fez as tribos de Israel habitarem nas suas casas” (waygaresh miffenêhem gôyim wayyaffîlem behevel nahalâ wayyashken be’aholêhem shivtê yisra’el). O mesmo poder se fez ver, já na terra, de diversas maneiras, seja trazendo inimigos contra os pecadores como punição (vv.60-64 cf. vv.56-59), seja livrando-os da completa ruína (vv.65,66). O fato é que se pode aprender que o Senhor Deus guia toda a história, todas as nações, todas as guerras e todos os poderes com sua palavra irresistível.

Por fim, a sexta fonte de aprendizado são os decretos divinos. O salmista ressalta que o Senhor tem planos que não se submetem às circunstâncias. Por isso, apesar de José ter sido destacado entre seus irmãos pela sua fidelidade e procedimento na terra do Egito, seus descendentes – entre eles, a tribo de Efraim – não foram escolhidos para abrigarem nem o local do templo do Senhor (vv.67-69 – Sião, ou Jerusalém, fica no território benjamita, anexado a Judá na divisão dos reinos em 931 a.C.), nem a casa real de Israel (vv.70-72). Em seu lugar, Deus decretou que Judá fosse a tribo detentora de tais privilégios, decreto este que fora feito muito tempo antes, quando Jacó abençoou seus filhos antes de morrer: “O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés” (Gn 49.10a). Nada pode mudar os projetos de Deus, nem impedi-lo de cumprir o que prometeu, nem mesmo a improbabilidade de um simples pastor de ovelhas como Davi vir a ser rei de uma nação. Essa é, de fato, uma grande lição vinda do estudo bíblico, não só sobre os planos e decretos do Senhor soberano, mas também sobre sua capacidade de realizá-los e sua fidelidade em cumpri-los.

Ao que tudo indica, o escritor escreveu esse salmo para produzir no povo arrependimento, temor, obediência e fidelidade a Deus. Talvez, a condição espiritual dos leitores dos seus dias não fosse a melhor e, por isso, mais do que nunca, era preciso voltar os olhos para as Escrituras e aprender lições que o passado conservou com a finalidade de produzir correção e sabedoria – valores fundamentais para os servos de Deus. Arrisco-me a dizer que a necessidade dos “nossos dias” não é diferente. Nós também precisamos olhar para a Palavra de Deus e aprender com seus tesouros. Afinal, “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (1Tm 3.16).(notas fonte Ig. Batista da Redenção).