sexta-feira, 14 de novembro de 2014

a escola dominical e o discipulado

                             

                           A EBD e o Discipulado Cristão


Jesus cumprira o seu ministério terreno, vencera a morte e estava prestes a retornar aos céus. A sua missão redentora consumara-se. Os Evangelhos nos relatam três intensos anos ministeriais de milagres, pregações e ensinamentos. Seus apóstolos já estavam habilitados à continuação da obra por Ele iniciada. Foram discipulados. "Ensinava-lhes muitas coisas , Mc 4.2. E Mateus finaliza seu Evangelho com as palavras 'imperativas de Jesus: “Portanto ide, ensinai...” Mt 28.39".
Era a vez dos discípulos aplicarem os ensinamentos adquiridos. Essa determinação transcende os dias apostólicos enriquecendo a História da Igreja. É imprescindível para os dias atuais e há de ser dinâmica até que se dê o arrebatamento.
 Sabemos que o Brasil é um dos maiores celeiros evangelísticos do mundo. Ano após ano, milhares de pessoas são alcançadas pelo Evangelho através dos púlpitos dás igrejas, das grandes cruzadas, dos programas radiofônicos e de televisão, é especialmente através do eficaz evangelismo pessoal, o corpo a corpo.
As igrejas traçam metas e a uma voz proclamam a evangelização. É o "ide" em ação. Somos, sem sombra de dúvida, bons evangelistas, bons pregadores, bons ganhadores de almas. Lançamos bem as redes ao mar e quando as puxamos vemos que estão abarrotadas de.peixes de todas as espécies e tamanhos. Bela pescaria! Aliás, toda boa pescaria é feita em alto mar, ou seja, além dos portões da igreja.

Discipular
Mas as vidas preciosas deverão ser trazidas para o cuidado devido. É o discipular. Chegamos até mesmo a computar nomes e endereços para dados estatísticos que hão de compor os relatórios mensais ou anuais da igreja. Feito isso, dizemos: “Missão cumprida!” e paramos por aí.
Entretanto, há lugar para muito mais na Casa de Deus. E a segunda parte do mandamento, o "ensinai"? Será que nosso grande anseio em levar vidas preciosas aos pés do Senhor Jesus não deveria ser acompanhado de maior preocupação em manter o precioso resultado obtido? Não seria o caso de ultrapassarmos os limites das fronteiras daquele sublime momento de uma decisão, acompanhando e cuidando?

Integração
Este em jogo a conservação do novo convertido na Casa do Senhor. Há que se valorizar o imediato momento pós-evangelismo com o útil exercício da integração.
Mas o que é integrar, se não complementar, introduzir, ou seja, levar o recém-convertido a fazer parte da igreja, tomando esta o seu novo lar espiritual? O passo mais importante o pecador já deu. Fez-se ciente da sua condição pecaminosa e levantou-se em direção à liberdade que há em Cristo Jesus, que ele agora confessa ser o seu Salvador. Houve mudança de vida. Pela pregação do Evangelho, Jesus proporcionou-lhe essa alteração do status-quo.
Isso significa que há bebês espirituais na Casa do Senhor. Quem lhes dispensará cuidados? A continuação dessa longa e preciosa jornada dependerá de como eles serão conduzidos em seus primeiros passos na fé. Normalmente, dispensa-lhes a primeira atenção aqueles que o geraram na fé; aqueles que o levaram à igreja e, conseqüentemente aos pés de Jesus.
Como ficará aquele que, levado pelo extremo de suas necessidades espirituais ou mesmo materiais, muitas vezes amargando solidão, medo, tristeza, adentra à igreja sem convite? Não podemos deixá-los sós.

 Atenção especial
Faz-se necessário o apoio da igreja discipuladora através de seus membros treinados para isso. E o momento do envolvimento, da integração que bem pode ter o seu começo com um simpático cumprimento de boas vindas, o sentar-se ao seu lado proporcionando-lhe condições de cantar e acompanhar a leitura bíblica, e após a mensagem convidá-lo a render-se aos pés de Jesus. Se tal ocorrer, já saudá-lo com a gloriosa "Paz do Senhor". Ele já é uma nova criatura!
É hora de criar condições para a sua integração. O seu novo caminhar será bem mais seguro, no meio de amigos sinceros que só querem o seu bem-estar, o que lhe proporcionará uma identificação com a sua nova comunidade. Esse lugar é a igreja que ele escolheu para servir a Jesus. Ele necessita de atenção especial, capaz de promover em seu viver a graça e o conhecimento no Filho de Deus. Isso é tão importante quanto levar a pessoa aos pés do Senhor. Isso é integração.

Início imediato
O discipulado deve ter o seu início no momento seguinte à rendição do pecador a Cristo. A formação de discípulos se faz necessária, a fim de tomá-los árvores frondosas e frutíferas. Integrar e discipular, após o resultado evangelístico, é a perfeita trilogia que promove o crescimento da Igreja.
Discipuladores bem treinados darão discípulos fortes e conseqüentemente uma igreja crescente. Se há novos convertidos, é porque a igreja está crescendo, e se a igreja está crescendo, é porque há novos convertidos. Filhos gerando filhos!
A igreja é a única responsável pelo seu próprio crescimento. Para isso, é necessário empreender esforços e investimentos. Esta não é uma tarefa fácil. Tampouco é atraente ou lucrativa. Pelo contrário, demanda treinamento, tempo, dedicação, oração, renúncia e recursos. E um exclusivo exercício de amor.

O discipulador
É um importante agente integrador do novo crente-igreja. Necessariamente, deve ser um salvo convicto, com experiências espirituais, de forma a poder auxiliar o novo crente em questões também espirituais. Seu correto proceder social e devocional deve transmitir convicção que demonstre ser ele pessoa cumpridora de suas obrigações, dentro e fora da igreja, ou seja, que vive o que ensina.
   A responsabilidade, a constância, a fidelidade, a liderança, a pontualidade, a assiduidade, a paciência e a disciplina são virtudes que influenciam positivamente seus liderados. Todo o seu viver deve estar sob o senhorio de Cristo. Some-se a isso o conhecimento das Escrituras, sem o que será inapto e desqualificado para discipular.

Estratégias
Como manter o novo convertido na Casa do Senhor? Não existe receita pré-elaborada, mas destacamos estratégias que, bem usadas, trarão excelentes resultados.
·        O amor evidenciado é a chave-mestra que abre as portas do discipulado desde o primeiro momento. É tão bom sentir-se amado. Aliás, amar não é favor nenhum. Pelo contrário, é o nosso dever maior;
·        A visita ao lar do novo convertido é importante e imprescindível. É nessa atitude que demonstramos o interesse da igreja em mantê-lo congregacionalmente, fazendo-o sentir-se valorizado;
·         Deve ser integrado á grupos já existentes na igreja que poderão ajudá-lo no exercício da fé;
·         Deve ser conduzido a uma vida de Oração;
·         Deve ser orientado a amar a igreja e conscientizado de que ali é a Casa de Deus, lugar de adoração, e que os dízimos e ofertas são destinados à manutenção da obra do Senhor;
·         Deve ser realçado o valor da pessoa do pastor, como anjo da igreja e ungido do Senhor, levantado por Deus para sua orientação espiritual e doutrinária, a quem se deve obediência, respeito e honra (Hb 13.17);
·         Ao novo convertido deve ser ensinado frutificar e gerar outras ovelhas;
·         A Escola Dominical é o departamento indicado para esse fim. Ali receberá ensinamentos em todos os rudimentos da fé. Ele vai entrar num processo de aprendizado e desenvolvimento onde terá a compreensão, dentre outras, da necessidade de:
a) amar e cultuar a Deus;
b) caminhar com alegria para a Casa do Senhor;
c) manusear bem a Palavra. Certamente ele passará a se interessar em conhecer mais detalhadamente a Bíblia, aprender a amá-la e desfrutar de seu alimento diariamente. Caso contrário, crescerá fraco e será presa fácil dos ventos de falsas doutrinas;
d) ser e fazer parte do Corpo de Cristo através do batismo nas águas;
e) buscar o poder do alto atraíres do qual será vitorioso contra as ciladas do inimigo.
Nessa Escola tão singular, as doutrinas e princípios bíblicos serão o genuíno leite espiritual de que tanto precisa. O discipulado será ministrado como um curso compacto que lhe dará a visão do todo. Ele vai amar essa Escola e nela vai adquirir consistência e maturidade espiritual de forma que procurará prosseguir conhecendo o seu Senhor (Hb 5.13).
Uma boa preparação discipular imuniza o novo convertido contra heresias e fanatismos, uma vez que saberá qual é a fonte da verdade, a Palavra.

ABC da Palavra
Imaginemos um aluno do ensino fundamental de uma escola secular tendo que assistir a aulas em uma classe de nível universitário. Como ele entenderá assuntos tão elevados à sua maturidade intelectual? Da mesma forma, o neófito não entenderá relevantes assuntos espirituais se não passar pelo abc da Palavra. A Escola Dominical, através do discipulado, o auxiliará nesse trânsito.
    A distinção desse aprendizado faz-se necessária devido ao seu conteúdo programático acessível ao nível espiritual do principiante. Ele é um iniciante nas coisas espirituais e só com o tempo e no momento certo aprenderá e compreenderá as doutrinas básicas sobre Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo, Igreja, anjos, pecado e salvação.
   No currículo normal das classes já existentes, muitas vezes a lição do trimestre vem tratando de assuntos profundos e difíceis até mesmo para os que se dizem maduros na fé. O que dizer, por exemplo, dos assuntos escatológicos? Daí a necessidade de uma classe à parte para assistir os novos na fé.
Temos em Barnabé o exemplo típico de integrador e discipulador quando tão bem posicionou Paulo entre os apóstolos. Este, por sua vez, posicionou a Timóteo e Filemom.
Também não podemos deixar de mencionar a feliz atuação de Filipe, o evangelista, quando socorreu o eunuco da rainha de Candace esclarecendo-lhe sobre as Escrituras. Seu ensinamento foi tão eficaz que resultou na formação de um discípulo convicto (At 8.26-38).
Sob a orientação do Espírito Santo, a igreja, através da Escola Dominical, deve empreender atuação no sentido de criar a classe dos novos convertidos. E se ela já existir, aperfeiçoá-la de forma a contribuir para o seu crescimento quantitativo e qualitativo. Assim estaremos cumprindo não apenas o "ide", mas também o "ensinai" que Jesus determinou.
FONTE ESCRIBA DIGITAL


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