terça-feira, 30 de dezembro de 2014

METODOS PARA VOCE ESTUDAR A BIBLIA

                 

                               MÉTODOS DE ENSINO 


Métodos de ensino são modos de conduzir ou ministrar a aula e o ensino que se tem em mira. Método é um caminho na ministração do ensino pelo professor, para este atingir um determinado alvo na aprendizagem do aluno. Portanto, o método não é um fim em si mesmo. O professor deve conhecer a fundo não só aquilo que vai ensinar, mas também como ensiná-lo. É aqui que os métodos e os acessórios de ensino são de grande utilidade. 

                               Finalidade dos métodos de ensino 

É adaptar a lição ao aluno. Nunca o contrário. Os métodos de ensino atuam nos sentidos físicos do aluno.
 
                                    O uso dos métodos de ensino 

Uma aula apresenta normalmente uma combinação de dois ou mais métodos. Nunca um só. Jesus ensinou usando métodos. Seguiremos seus passos no estudo dos métodos. Métodos somente não resolvem. É preciso que o professor (ou o obreiro cristão em geral) tenha também duas outras coisas – a mensagem dada por Deus, e a vida vibrante pelo Espírito Santo. O Mestre Jesus tinha as três coisas: MÉTODO (que comunica), MENSAGEM (que ensina) e VIDA (que conserva). Você pode preparar um trabalho, um sermão, um estudo bíblico, a lição bíblica etc, com todo carinho, esforço e boa vonta de mas somente Deus pode dar a mensagem cheia de vida espiritual. 

                 A escolha e combinação dos métodos de ensino 

                              Depende de varios fatores como: 

1. O  grupo de idade, o qual tem suas características próprias, físicas, mentais, sociais e espirituais. 
2. O material que vai ser utilizado.3. O tempo de duração da aula. O preparo da aula é calcado no espaço de tempo que se terá e de conforme com a idade dos alunos. 
4. As instalações de ensino da escola. Não se pode aplicar um determinado método sem haver condições para isso. 
5. O conhecimento do professor. O conhecimento que ele já tem do assunto em mira, bem como o das leis de ensino e da aprendizagem. 
6. Os objetivos da lição do dia. Isso deve muito influir na escolha dos métodos de ensino da lição pelo professor. 

                                                 Os métodos de ensino 

Os métodos de ensino afetam os sentidos físicos, os quais são meios de comunicação alma com o mundo exterior. É por meio deles que ela explora o mundo em volta de si, bem como recebe suas impressões. 

                                             1) Método de Preleção


. Também chamado expositivo (Mt 5.1-2 e Lc 4.22). Nunca deve ser usado só. Em combinação com outros métodos, como Jesus usou, é de grande valor no ensino. Sozinho, tem mais desvantagens do que vantagens. Nem sempre falar quer dizer ensinar! É praticamente nulo com os infantis (Não confundi-lo com o método da Narração, que veremos logo mais). 

                              2) Método de Perguntas e Respostas.


 Também conhecido por Método Socrático, por ter sido largamente 19 usado por Sócrates. Por exemplo: Mateus 22.42-45, encerra quatro perguntas de Jesus.Vantagens deste método: a.Serve como ponto de contato entre o professor e o aluno. b. Ajuda a medir o conhecimento do aluno. Como o professor pode saber se o aluno entendeu a verdade ensinada? (Ver Mateus 13.51; 16.9-12; 22.20; Marcos 13.2).  c. Desperta o interesse. É, portanto um método utilíssimo para o início e fim de aula. Jesus iniciou uma palestra com um doutor, perguntando: “Como interpretas a lei?”, Lc 10.26. Felipe, o evangelista, iniciou sua fala com o alto funcionário de Candace, perguntando: “Compreendes o que vens lendo?”. d. Estimula e orienta o pensamento. Uma pergunta bem feita leva de fato o aluno a pensar (ver Mateus 9.28). É preciso técnica na formulação de perguntas. Observe isto: 

 Faça perguntas resumidas e claras. • Evite perguntas cujas respostas serão sim ou não. Exemplo de pergunta errada: “Jesus mudou água em vinho, em Caná da Galiléia?” A pergunta correta seria: “Que milagre fez Jesus em Caná da Galiléia?”. 
•           Ao lançar uma pergunta, você como professor:
 
1) Dirija-se à classe toda.2) Faça uma pausa de 5 a 6 segundos para que todos pensem na resposta.3) Em seguida, chame um aluno pelo nome para respondê-la. Evite seguir uma ordem exata na chamada dos alunos.4) Dê importância à resposta certa. O método de perguntas e respostas leva o aluno a participar ativamente da aula. Pode ser usado em todos os grupos de idade. Aos alunos de mais idade, o professor deve mostrar a diferença entre perguntar para querer saber, e simplesmente especular. 

                                           3) Método de Discussão


. É também chamado Debate Orientado. A sequência na condução do Método da Discussão é: pergunta, seguida de argumentação, seguida de análise, seguida de resposta (Lc 24.15-27,32; At 17.3,17; 18.4; 19.9). Para discutir um assunto, subentende-se que os alunos já têm informação sobre o mesmo. O professor precisa manter o equilíbrio da argumentação e não permitir que o tema seja desviado, ou que um aluno fale mais tempo que o estritamente necessário. Se o método não for habilmente conduzido pelo professor, resultará em desorganização, confusão e até aborrecimentos. 

                                           4) Método Audiovisual.


Os registros mais antigos das primeiras civilizações trazidos à luz pela arqueologia estão em forma visual, principalmente desenhos e esculturas. No método audiovisual, a mensagem que se quer transmitir é ouvida e vista, combinando assim dois poderosos canais de comunicação na aprendizagem. Ela atrai e domina a atenção, aumentando portanto a retenção. Os psicólogos ensinam que as impressões que entram pelos olhos são as mais duradouras. 20 Exemplos de Jesus utilizando esse método: Mateus 6.26 (“Olhai para as aves do céu”); Mateus 6.28 (“Olhai para os lírios do campo”); João 10.9 (“Eu sou a porta”); João 15.5 (“Eu sou a videira, vós as varas”); Marcos 12.15- 16 (“Trazei-me um denário. De quem é esta efígie?”); Lucas 9.47 (Tomou uma criança, colocou-a junto a si); Ezequiel 4.1 (Deus mandando Ezequiel gravar o perfil de Jerusalém num tijolo). Portanto, esse método utiliza material o mais variado. Seu emprego é de grande valor no setor infantil, mas também nos demais. Depende do emprego dosado. 

                                        5) O Método de Narração.


São as histórias. E nesse campo, nada suplanta a Bíblia. Jesus usou muito esse método, apresentando histórias em forma de parábolas, como em Mateus capítulo 13 (todo). A história é qual janela deixando a luz entrar. Na Bíblia, a maior fonte de história é o Antigo Testamento. Pode ser aplicado a todas as idades. A história, depois de narrada, precisa ser aplicada. Veja o caso de Natã ensinando Davi, em 2Samuel 12.1-4 e, em seguida, aplicando o ensino no versículo 7 do mesmo capítulo. O Novo Testamento também contém muitas histórias. A história é para a criança o que o sermão é para o adulto. Exemplos de Jesus usando o método de narração: • O Bom Samaritano (Lc 10. 30-37). • A Ovelha Perdida (Lc 15. 3-7). • As Dez Virgens (Mt 25. 1-13). • O Filho Pródigo (Lc 15. 11-32). Há muitas outras fontes de histórias além da Bíblia, como a natureza, as biografias, os fatos do momento etc. 1) Três distintas finalidades de uma história: • Usada como lição em si. • Usada como ilustração em apoio a um tema. • Usada como introdução de uma lição ou tema. 2) Três regras básicas para o êxito ao contar histórias: • Conheça de fato a história. • Mentalize a história, mesmo conhecendo- a. • Viva a história; isto é, “sinta-a” ao contá-la e dramatizá-la. 

                                            6) O Método de Leitura


 (Lc 4.16 e Jo 8.6). O professor pode mandar os alunos procurar textos em suas bíblias e ler. Isto tem um valor maior do que se pensa. A leitura pode ser de outra fonte além da Bíblia. 

                                       7) O Método de Tarefas
. 

Esse é um grande método – aprender fazendo. Método ideal para crianças desde a mais tenra idade. A criança aprende de fato quando faz a lição, devidamente instruída pelo professor. Jesus, para ensinar certa lição a Pedro, usou este método (Mt 17.24-27). Outros exemplos: Mateus 17.16-21; Marcos 6.45-52; Lucas 9.14-17; João 9.6,7; 21 (o capítulo todo); Atos 17.11. 
Aqui estão incluídos:• Trabalhos de pesquisa.• Trabalhos de redação.• Trabalhos manuais (desenhos, esboços, mapas, montagens de lições ilustrados, figuras, labirintos, enigmas, palavras cruzadas).O professor, ao aplicar esse método, deve dar instruções as mais claras possíveis se quiser ver resultados satisfatórios. 

                                         8) O Método Demonstrativo.

É o método do exemplo, altamente influente e convincente. É ensinar fazendo. Jesus usou-o. Ele fazia antes de ensinar (Jo 13.15; At 1.1; 1Pd 2.21). É o método “faça como eu faço”. É o método do exemplo (Ed 7.10; Mt 4.19; 6.9; 11.2-5; Jo 13.15; 1Co 11.1). Os alunos precisam não somente aprender de Cristo, mas “aprender a Cristo” (Ef 4.20). Só é possível “aprender a Cristo” quando Ele tem expressão por meio da vida de alguém.

As marchas e cânticos com gestos para os pequeninos têm grande valor aqui, assim como as dramatizações. 
Todos os métodos de ensino conduzem às duas coisas quanto ao aluno: impressão e expressão. Isto é, os métodos visam impressionar a mente e o coração do aluno, para levá-lo a expressar-se educativamente.
 
                                                 Acessórios de ensino

 
Alguns deles são: • Quadros, gravuras (especialmente os coloridos).• Flanelógrafos (de diferentes tipos).• Projetores de variados tipos (dependendo de custo e finalidades).• Retroprojetor.• Episcópio.• Transparências, eslaides educativos e de boa fonte, quanto à qualidade e conteúdo.• Mapas bíblicos para aula.• Livros de trabalhos manuais. • Lápis em cores, cartolina etc.• Modelos (do tabernáculo, do Templo de Salomão, de casas orientais etc).

                             REGRAS DE ESTUDO DA BÍBLIA (2° PARTE)

 

Nesta edição, abordaremos a segunda e ultima parte do assunto tratado na revista anterior.

                                      Conhecimento intelectual

 
Na Bíblia, Deus usa a linguagem humana para ensinar a verdade divina. A Bíblia faz menção de tudo o que é humano para que o homem possa entender melhor o que Deus quer lhe dizer. Deus é apresentado na Bíblia agindo humanamente pelas mesmas razões. Devido a isso, procure obter conhecimento intelectual sob quatro pontos de vista: 

                                       1) Conhecimento gramatical

 
A revelação divina, como já disse, está em forma escrita. Procure obter uma soma regular de conhecimentos de sua língua materna, a fim de compreender e escrever bem o que lê, ouve e fala. Dois exemplos: Na cena da crucificação de Jesus, os soldados romanos, por não conhecerem a língua aramaica falada por Jesus, não entenderam o seu brado proferido naquela língua (Mc 15.34-35). Outro exemplo é o caso da morte de 42 mil efraimitas por causa de uma má pronúncia (Jz 12.1-7). Sabemos casos notórios em nossos dias. Em Galátas 4.10, por exemplo, o apóstolo não está ordenando, mas relatando. Veja aí o modo do verbo. Por sua vez, em João 4.24, “espírito” é adjetivo, não substantivo! 

   2) Conhecimento do vocabulário bíblico e seu emprego na Bíblia 


Por exemplo, o termo “justificar” na linguagem bíblica, especialmente na Epístola aos Romanos, não tem o mesmo sentido como nos dicionários comuns; vai muito além da acepção. É também o caso do duplo sentido da palavra “testamento” como usada no Novo Testamento. Também a palavra “pai”, usada apenas como ancestral como em 1Reis 15.11; Daniel 5.2,11 e Atos 7.2. Podemos citar muitos outros exemplos. A “Guarda Pretoriana”, em Filipenses 1.13. O termo vem de “pretor”, oficial de justiça do império Romano. Era uma guarda composta de 10 mil homens. Outro exemplo: “Ásia” em Atos 19.10 e Apocalipse 1.4, era a província romana da Asia, situada na hoje chamada Ásia Menor, que tinha por capital a cidade de Éfeso. Não se tratava do atual continente asiático. Exemplos de referências e fatos históricos que o estudante da Bíblia deverá estudar: João 10.22 e Atos 21.38. E que dizer da referência histórica de Atos 17.18, quanto a epicureus e estóicos? 
                                            3) Conhecimentos gerais 


De História Antiga e Moderna, antiguidades orientais, Geografia Bíblica, bem como Arqueologia e Cronologia. Os mais ilustres mestres das Sagradas Escrituras eram conhecedores do saber universal e contemporâneo. Moisés era versado em todas as ciências dos egípcios (At 7.22). Daniel era estadista (Dn 6.2-3,28). Paulo era versado inclusive em atualidades (conferir1em Atos 17.28 e Tito 1.12, onde ele cita autores seculares). O crente deve ser atualizado com os acontecimentos, não para se exibir, mas para estar a par do que se passa no mundo, uma vez que grande parte da Bíblia se ocupa da predição de acontecimentos mundiais, cujo cumprimento estamos vendo desfilar perante nós, noticiados pelos mais diversos meios de comunicação. 

O estudante da Bíblia deve ler muito para melhorar o seu preparo e estar bem informado, ampliando e atualizando seus conhecimentos gerais. Quem lê mais, sabe mais! O primeiro versículo do Novo Testamento ocupasse de livros (Mt 1.1). O antepenúltimo versículo dele também ocupa-se do Livro (Ap 22.19). 

            4) Conhecimento, se possível, de línguas originais 


Por exemplo: em João 13.10, o primeiro vocábulo “lavar” é no grego louo – banho completo; o segundo vocábulo “lavar” é nipto – lavar apenas uma parte do corpo. “Limpo”, no final do citado versículo, é katharos, que significa isento de mancha. Tudo isto num só versículo! Se essas diferenças não forem consideradas, como será devidamente explicado o assunto? Em Mateus 28.19 ARC, o primeiro “ensinai” é matheteusate – discipular; o segundo é didascantes – instruir metodicamente.
 “Família de Estéfanas” em 1Coríntios 1.16 é oikos – membros da família; já em 16.15 do mesmo livro, “família de Estéfanas” é oikia – empregados, serviçais. O mesmo termo oikia aparece em Filipenses 4.22, traduzido por casa, significando empregados, serviçais da casa de César, o imperador. Em Mateus 15.37, cesto é spuris – cesto grande; já em 16.9 do mesmo livro, cesto é kophinos – cesto pequeno. É muito interessante estes dois casos, por tratar-se dos dois milagres da multiplicação dos pães e peixes por Jesus.
Em Isaías 45.7 onde diz de Deus: “Eu faço o mal”, “mal” é ra – que é mal não no sentido pecaminoso, e sim de adversidades, dificuldades, problemas. A mesma palavra aparece em Salmos 5.4; 1Samuel 20.9; Provérbios 22.3 e 1.33. O mesmo sentido ocorre em Mateus 6.13,34. Textos sobre a regra dos meios auxiliares: Dn 9.2; 2Tm 4.13; Gl 6.11; Ap 1.3,11. 

                                 9) A regra do bom senso ou da razão

 
É o uso da razão, da cabeça. A Bíblia foi-nos dada por Deus, não só para ocupar o nosso coração, mas também o nosso raciocínio (Hb 8.10). O bom senso tem muito efeito no estudo bíblico, especialmente na linguagem figurada, tão abundante nas Escrituras. Encontrando textos difíceis, é preciso usar o bom senso, pois a analogia geral das Escrituras é um fato. Não há lugar para contra-sensos. Ao encontrarmos um texto difícil, apresentando discrepância, não pensemos logo que há erro. Na Bíblia, as dificuldades são do lado humano, como tradução mal feita, falhas gráficas, falsa interpretação, má compreensão. A analogia geral da Bíblia tem que ser mantida. Exemplos: Is 45.7 e Mt 23.35 com 2Cr 24.20; 1Sm 16.14 e Js 24.19; 2Cr 6.1 com 1Jo 1.5 etc. Textos sobre a regra do bom senso: Hb 5.14; Mt 16.3 e 1Jo 5.20. 

                                                10) A regra do texto

 
     Esta regra é tríplice. O texto bíblico deve ser considerado: 

1.Quanto à sua aplicação.  2.Esta pode ser quanto ao povo, tempo e lugar.3.Quanto ao sentido O sentido pode ser literal, figurado ou simbólico. 
2.. Quanto à sua mensagem.Esta pode ser doutrinária, profética ou histórica. Conheça outros importantes aspectos a serem.A exiguidade de espaço não nos permite entrar em detalhes nas divisões desta regra. Pelo exposto, vimos que no estudo do texto bíblico precisamos ver: Quem está falando através do registro sagrado; para quem está falando; em qual dispensação, tempo ou aliança está falando; para qual propósito está falando. 


                                             11) A regra do contexto

 
Contexto vem do latim contextus, que significa tecido. É o “tecido” da história, do fato etc. Desprezar o contexto é aprender errado e depois ensinar assim. É deixar a interpretação por conta do acaso! Ignorar o contexto resulta em dar vazão a preconceitos, dogmatismos e especulações sem qualquer base no ensino bíblico geral. As Escrituras, no seu conjunto total, formam uma unidade perfeita, completa. Não é jamais correto tomar um trecho qualquer e fazê-lo a base de uma doutrina. Isso conduz a conseqüências funestas, enganos e heresias. É de textos isolados que se aproveitam as seitas falsas, para adaptarem a Bíblia às suas monstruosidades doutrinárias.

Com textos isolados podemos provar qualquer absurdo com a Bíblia. Por exemplo: Muitos incautos tomam Filipenses 3.8 para afirmarem que Paulo condenava aí a sabedoria, o saber natural. Porém, leia-se o contexto e ver-se-á que o caso é bem outro. O mesmo acontece em Isaías 26.14,19. Outro exemplo: Combine Mateus 27.5b com Lucas 10.37b e você verá o falso ensino do suicídio na Bíblia!
Muitos tomam 1 João 2.27 sem considerar o contexto, e ensinam que o crente que tem unção de Deus em sua vida não precisa receber qualquer ensino bíblico ou preparação para o trabalho do Senhor. Ora, a Bíblia se refere aí ao crente receber o ensino de falsos mestres, dos enganadores mencionados no v26. Em 1Timóteo 5.14, Paulo se refere a viúvas jovens, moças, e não a moças solteiras; para isso basta ler o contexto, no v11. No Salmo 42.5, o salmista refere-se diretamente ao Templo de Jerusalém. Considerando isto, o texto torna-se muito mais tocante. Há, é claro, o sentido indireto e geral. Há livros na Bíblia que não têm contexto definido, como Jó, Provérbios, Eclesiastes, Cantares. O contexto pode ser imediato ou remoto, isto é, pode ser um versículo, um capítulo ou o livro todo. Textos sobre a regra do contexto: 2Pd 1.20 e Rm 15.4. 

                             12) A regra da revelação comulativa

 
Revelação comulativa é o acervo de referências bíblicas tratando de um determinado assunto. É um requisito primordial para a compreensão das doutrinas bíblicas. Não se pode formar doutrinas em textos isolados, como já mostramos. O primeiro passo para tirar melhor proveito na observação desta regra é catalogar todos os textos ou referências dos assuntos. Analise em seguida cada texto. Após o estudo minucioso, distribua os textos nos sub-tópicos do assunto escolhido.

Uma boa concordância bíblica presta grande serviço aqui, bem como a memória individual sob a iluminação e inspiração do Espírito Santo. O índice analítico de assuntos é também valioso. Apontamentos bem organizados também prestarão um bom serviço. É claro que a oração, meditação e dependência de Deus deverão ocupar o primeiro lugar em tudo isso.Considerando esta regra, há dois tipos de referências bíblicas: as reais e verbais. A referência verbal é um paralelismo de palavras; a real, um paralelismo de pensamentos e idéias. Texto sobre a regra da revelação comulativa: Sl 36.9. 

                                         13) A regra do tema central

 
A Bíblia inteira é a história do Senhor Jesus Cristo. O Antigo Testamento pode ser resumido numa frase: Jesus virá (Tratando do seu primeiro advento, é óbvio). O Novo Testamento pode também ser resumido numa outra frase: Jesus já veio.
No Antigo Testamento, lá está Ele nos tipos, símbolos e profecias. No Novo Testamento, nós o temos em realidade. Portanto, Cristo é a chave que abre cada escritura. É preciso ler toda a Bíblia com isto em mira. Em Gênesis, Ele aparece como o Redentor Prometido, nascendo de uma mulher (Gn 3.15). Em Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascoal (Ex 12.1-13). Em Levítico, Ele é o Sacrifício Perfeito (caps. 1-7). Em Números, Ele é a Rocha Ferida (Nm 20.2-11). Em Deuteronômio, Ele é o Profeta Vindouro (Dt 18.18-19). Em Josué, Ele é o Vencedor. Em Juízes, é o Defensor do seu povo. Em Rute, o nosso Parente Chegado, e assim por diante. Textos sobre a regra do tema central: Lc 24.44 e Ap 22.1.(notas www.cpad.com.br)

                       METODOS DE CRESCIMENTO PARTE 3

                        Identificar o problema, assumi-lo e liderar

Nossa reflexão avança agora no tempo e tomamos o livro e, particularmente a vida de Neemias como fio condutor. Neemias, ocupando a função importantíssima de copeiro do rei Artaxerxes recebeu a visita de um de seus patrícios e, ao perguntar sobre a situação de Jerusalém, foi surpreendido pela informação de que, além de os muros fendidos e as portas queimadas, o povo da cidadeestava em grande miséria (Ne 1.1-3).

Aqui Neemias toma consciência do problema e todos sabem que a identificação de um problema é o caminho mais curto para sua resolução. Os mais otimistas afirmam que só este ato constitui 50% de resposta para a equação. Mas, o que poderia ter acontecido? Ele simplesmente poderia ter ignorado. Mas, Neemias não fez isso, pelo contrário, ele não só identificou o problema e entristeceu-se por isso (v.4), mas o assumiu tornando-se parte dele e conseqüentemente ocupou a liderança do movimento (vv.5-11; 2.1-5).
Assim deve ocorrer conosco na Escola Dominical. Mesmo assumindo a postura mais otimista e considerando a metade do problema solucionado, existe ainda um longo caminho para implementarmos as mudanças exigidas e alcançarmos o nível ideal para termos uma ED de qualidade. É bom não esquecer que, Neemias, assim como Esdras, contava com “a boa mão do Senhor” (2.8). O pastor, superintendente, professores e todos os demais envolvidos na Educação Cristã para empreender as mudanças necessárias na Escola Dominical, deverão contar, acima de tudo, com a mão do Senhor.
Além disso, é preciso que saibam avaliar causas do problema, identificar essas causas, assumir-se como parte do problema e tomar a iniciativa de liderar o movimento de “reforma”. Isso implica em desgaste de imagem, impopularidade e até mesmo inimizades, pois, lamentavelmente, alguns (ignorante ou conscientemente) perseguem a Escola Dominical e acreditam que estão prestando um serviço a Deus.


     Passo 3   Avaliar causas, planejar e preparar a operação

Neemias sabia ― e todos os povos daquela época, principalmente os inimigos ― que uma das evidências de que uma cidade possuía liderança era o fato de o povo ter suprimentos e esta possuir muros e portas. Por este motivo, Neemias, como ótimo empreendedor, administrador e líder, realizou uma viagem com propósitos definidos: a) Fazer parcerias (2.9); b) Guardar os planos em segredo por um tempo (2.12,16); c) Avaliar as causas e inspecionar (2.13).É preciso proceder da mesma forma em relação à Escola Dominical.
                          Passo 4 Lançar uma campanha (divulgar) 


O povo agora precisava de incentivo. Uma das formas de incentivar é fomentar boas notícias e reavivar a esperança de que nem tudo está perdido. Além disso, o trabalho e o envolvimento de todos, faz com que as pessoas amem o projeto, pois elas desenvolvem o senso de pertencimento. Foi o que fez Neemias (2.17,18).Envolver a todos no projeto de reformulação da Escola Dominical é uma das melhores formas de incentivar o crescimento da Escola Dominical.


 E Passso 5 estar pronto à “colocar a mão na massa” e lidar com a oposição

O capítulo 3 do livro de Neemias é um vigoroso exemplo de como o trabalho em equipe é importante na Obra do Senhor. Quando o objetivo é o mesmo os cargos e as posições são esquecidos, pois prevalece o alvo comum. É preciso também entender que haverá oposição (Ne 2.19,20; 4.1-3), e, lamentavelmente, às vezes a oposição consegue desanimar a equipe (4.4-23; capítulos 5 e 6). Em nosso livro, dedicamos mais de 50 páginas somente a importância do trabalho em equipe. Vamos conferir um trecho introdutório ao trabalho grupal:

                                            4) Organização da equipe

A equipe incumbida de determinada missão pode ou não levá-la a efeito. Tudo depende de sua organização, visão de trabalho, política de qualidade e acima de tudo coesão. Jesus Cristo expressou essa grande verdade ao dizer que um “país que se divide em grupos que lutam entre si certamente será destruído; a família que se divide em grupos que lutam entre si também será destruída” (Lc 11.17; NTLH). Não é raro atualmente, muitas Escolas Dominicais não progredirem pelo fato de não haver uma visão essencialmente unitária em sua equipe de trabalho. É bem verdade que cada pessoa possui suas diferenças, mas o alvo de uma equipe é o mesmo, logo não há motivo para os seus membros se digladiarem.

                                     a) Estabelecimento de objetivos


 Antes de formar qualquer equipe, devemos pensar em que cada pessoa irá se ocupar. Após esse procedimento, devemos estabelecer alguns parâmetros para recrutá-las e pedir a graça de Deus para a seleção dos membros. Jesus Cristo bem sabia o porquê de ter formado uma equipe (Jo 15.16). Após esse procedimento, o próximo passo é reunir periodicamente a equipe para a definição de objetivos mensuráveis para se alcançar, ou seja, de acordo com a direção de Deus e da liderança da Nova Escola Dominical.

                                              b) Reuniões Periódicas:


 A equipe da Nova Escola Dominical deve reunir-se em todo final e início de novo trimestre, para fazer um balanço de suas atividades e auto-avaliação de cada membro. As reuniões devem servir como catalisação do trabalho e missão da equipe. Nela será visto os pontos fracos e fortes, onde a equipe acertou e falhou, o que é preciso fazer para o próximo trimestre etc.

                                           c) Elaboração de Projetos:


 A projeção é vital para a consecução de grandes empreendimentos, por isso, a equipe precisa projetar os seus planos para campanhas de incentivo á Escola Dominical, para o exercício da filantropia, para a aquisição de algum bem para o educandário etc.

      ) Quantidade de pessoas à Altura da Demanda na ED:


 O crescimento do corpo discente determinará o crescimento do corpo docente e da equipe da Nova Escola Dominical. É importante que esse “detalhe” seja observado. Nada de sobrecarregar uma só pessoa com a desculpa que não existe outras pessoas de confiança e competência. Lembremo-nos do conselho de Jetro (Êx 18.14-24). É bom atentar para as qualidades que os escolhidos deveriam ter (Êx 18. 21).

                           e) Qualidade na Prestação dos Serviços
:

 Até pouco tempo atrás era comum ouvirmos pessoas dizerem ao serem convidadas para cantar: “Olhem irmãos, eu não ensaiei, mas é para louvar a Jesus mesmo, por isso, se houver alguma falha peço perdão”. Ora, usava-se esse argumento como se isso fosse humildade. Para louvarmos a Deus devemos estar o mais preparado possível. A Nova Escola Dominical exige a certificação qualitativa de todos que nela trabalham. Não há como prestar um bom serviço na Obra de Deus, se não houver qualificação para tal. A Obra de Deus pode ser glorificada ou banalizada segundo o nosso desempenho.

              6 Promover uma festa de reinício

Observe como as coisas mudam, quando as pessoas entendem que o ensino ministrado é para o bem delas, e que poderá ser praticado:E levaram o livro, na Lei de Deus, e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse.E Neemias (que era o tirsata), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei.Disse-lhes mais: Ide, e comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não tem nada preparado para si; porque esse dia é consagrado ao nosso Senhor, portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.E os levitas fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; por isso, não vos entristeçais.
Então, todo o povo se foi a comer, e a beber, e a enviar porções, e a fazer grandes festas, porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber (Ne 8.8-12).No texto acima vemos claramente os requisitos que uma boa Escola Dominical precisa preencher para que seu número de alunos cresça e a cada dia ela se torne mais popularizada.

                                                   A equipe possuía...

1 Apoio do líder majoritário (Neemias; representando o pastor);2 Orientação do líder departamental (Esdras; representando o superintendente da ED);3 Auxiliares instruídos e capacitados (seis homens à direita de Esdras e sete à sua esquerda; representando os porteiros e introdutores da ED);4 Professores qualificados e entendidos (Os Levitas; representando os professores da ED).

.                                            funcionava sincronicamente

1 O líder majoritário convocou o povo (Ne 8.1);2 O líder departamental “prendeu” a atenção de todos com a leitura do livro (Ne 8.3);3 Os auxiliares estavam “em pé”, ou seja, prontos para orientar o povo (Ne 8.4).4 Os professores (re)liam, explicavam e interpretavam* a lição (Lei), para que os alunos (povo) entendessem (Ne 8.7).

..    e unia-se no momento final para alcançar o objetivo geral:

E Neemias (pastor), e o sacerdote Esdras (superintendente), e os Levitas (professores), disseram a todos:Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não lamenteis, nem choreis.Então todo o povo saiu para comer, beber, repartir com os que nada tinham preparado e para celebrar com grande alegria, pois agora compreendiam as palavras que lhes foram explicadas (Ne 8.12;nova versão Internacional. 
É necessário saber que esse acontecimento tinha toda uma estrutura preparada anteriormente, pois os muros da cidade foram reconstruídos em apenas 52 dias, equipes qualificadas foram estabelecidas para atender o povo, e o líder principal, Esdras, havia se habilitado para tal mister (Ed 7.8-10). Assim a necessidade precípua da nação que era a questão espiritual foi suprida. Não só essa, mas várias outras, como necessidade de auto-afirmação (Jerusalém era o símbolo do poderio da nação), de segurança com a reconstrução da “proteção” da cidade, de sociabilidade com a reabitação do povo etc.

Tudo o que aconteceu aqui, na verdade nada mais foi do que a conscientização do povo acerca de sua real necessidade (Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas, ou seja, as outras necessidades serão supridas, contidas ou dirigidas). Com essa atitude eles conseguiram fazer uma convergência entre o sentimento e o pensamento do povo, o que conseqüentemente resultou em uma ação. E essa ação era o objetivo que Neemias e toda a sua equipe havia vislumbrado previamente, por isso conseguiram atingi-lo.(notas,marketing para escola dominical,M.Tuller,CPAD-Rio de Janeiro.)

       Mas como conseguir isso em minha Escola Dominical?[1]

      Uma das formas é exatamente observar os sete passos dessa reflexão.

                             Passo 7 Restabelecer a Equipe

Após todo o trabalho de reestruturação, vemos que a equipe que se desdobrou deveria agora ser restabelecida, ocupando os membros suas funções originais (12.44-47; 13.30,31). Seria uma impropriedade deixar o serviço por fazer.Depois de todos se empenharem neste momento inicial, é preciso que novos postos de trabalho sejam criados e os demais voltem as suas atividades originais. Manter a supervisão nesse sentido é crucial para manter o esforço e o ritmo, combustível eficiente no trabalho.
Esse texto, e nossa fala, não objetivaram a pretensa esgotação do assunto em pauta, mas simplesmente oferecer uma nova visão acerca da organização, administração da Escola Dominical bem como dos seus métodos de crescimento. Convém ressaltar que nessa estrutura da Nova Escola Dominical, a descentralização organizacional deverá ser implementada, ou seja, o superintendente deve ser o diretor geral, mas nem sempre, dependendo do tamanho da Escola Dominical, ele terá condições de dar a importância devida aos quatro ciclos organizacionais do educandário. A posição mais sensata é aquela de Moisés perante o conselho de Jetro (Ex 18.13-26).(notas,ibid,M.Tuller,CPAD-Rio de Janeiro).

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