terça-feira, 30 de dezembro de 2014

PLANEJANDO UM ESCOLA BIBLICA

 
PLANEJAMENTO PARA UMA ESCOLA BÍBLICA ANUAL (1ª PARTE)

A ESCOLA BIBLIA ANUAL, TÃO TRADICIONAL NAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL, DEVE SER PLANEJADA COM EFICIÊNCIA, ASSIM COMO TODOS OS DEMAIS EVENTOS PROMOVIDOS PELA IGREJA. ESTE ARTIGO EM DUAS PARTES OBJETIVA APRESENTAR DIRETRIZES BÁSICAS PARA A REALIZAÇÃO DE UMA EFICIENTE ESCOLA BÍBLICA.

EMBORA EXISTAM DIFERENTES DEFINIÇÕES, PLANEJAMENTO (OU PLANIFICAÇÃO) É, ANTES DE MAIS NADA, A FORMULAÇÃO SISTEMÁTICA DE UM CONJUNTO DE DECISÕES, DEVIDAMENTE INTEGRADO, QUE EXPRESSA OS PROPÓSITOS DE UM INDIVÍDUO, GRUPO OU ASSOCIAÇÃO DE INDIVÍDUOS, E QUE CONDICIONA OS MEIOS DISPONÍVEIS PARA ESTES MESMOS PROPÓSITOS, ATRAVÉS DO TEMPO. O PLANEJAMENTO É, ASSIM, UM PROCESSO DINÂMICO E, PORTANTO, DEVE SER BEM DIFERENCIADO DE PLANO, PROGRAMA E PROJETO, QUE SÃO DOCUMENTOS, NA FORMA DE RELATÓRIOS, CONTENDO TODAS AS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS À IMPLANTAÇÃO, EXECUÇÃO E CONTROLE DAS PROPOSIÇÕES FEITAS.(NOTAS WWW.CPAD.COM.BR).


                         PLANEJAMENTO EFICIENTE


O PRIMEIRO PASSO PARA UM PLANEJAMENTO EFICIENTE É DEFINIR, COM BASTANTE ANTECEDÊNCIA, A DATA DA ESCOLA BÍBLICA, O LOCAL ONDE SERÁ REALIZADA E A EQUIPE QUE ESTARÁ DIRIGINDO A ESCOLA. ESSA EQUIPE DEVE SER FORMADA PELO DIRETOR, QUE DEVE SER O PRÓPRIO PASTOR DA IGREJA; O COORDENADOR; O SECRETÁRIO-GERAL E O SECRETÁRIO-ADJUNTO.

OUTRA DEFINIÇÃO MUITO IMPORTANTE DIZ RESPEITO AO CICLO ACADÊMICO DA ESCOLA BÍBLICA ANUAL. A EB DEVERÁ TER UMA CICLAGEM ACADÊMICA DE DOIS, TRÊS OU QUATRO ANOS. APÓS O TÉRMINO DE UM CICLO COMPLETO, O CURRÍCULO SE REPETE, PODENDO ENTÃO SER RETOCADO, EDITADO, ALTERADO ETC, VISANDO AO ATENDIMENTO DE NECESSIDADES EMERGENTES NA IGREJA.QUANTO À DURAÇÃO, RECOMENDA-SE QUE, TENDO EM VISTA UM MELHOR E MAIOR APRENDIZADO DOS ALUNOS, A ESCOLA BÍBLICA DEVERÁ TER, NO MÍNIMO, UMA SEMANA DE DURAÇÃO.

                           PROFESSORES E SUA MATÉRIA

 

PARA UMA ESCOLA BÍBLICA ANUAL DE UMA SEMANA, RECOMENDA-SE UM MÁXIMO DE QUATRO MATÉRIAS E QUATRO PROFESSORES PARA MINISTRÁ-LAS, OU SEJA, UM PARA CADA MATÉRIA.A SELEÇÃO DE MATÉRIAS PARA A ESCOLA DEVE SER MOTIVO DE MUITA ORAÇÃO, E TAMBÉM DEVE OBEDECER À METODOLOGIA DE CURRÍCULO PARA ESSE TIPO DE ESCOLA BÍBLICA DE CUTA DURAÇÃO, LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO: A) O PESO ACADÊMICO DO ASSUNTO (SUA IMPORTÂNCIA), VISTO NO SEU CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (CP); B) CARGA HORÁRIA (CH) DE CADA MATÉRIA; C) A NECESSIDADE DA MATÉRIA; E D) A PRIORIDADE DA MATÉRIA. A CARGA HORÁRIA DE CADA MATÉRIA DEPENDERÁ DO SEU PESO ACADÊMICO.

A MATÉRIA TEOLOGIA SISTEMATICA DEVE ENTRAR ANUALMENTE, PELA SUA IMPORTÂNCIA CENTRAL EM RELAÇÃO ÀS DEMAIS MATÉRIAS DE QUALQUER CURSO TEOLÓGICO. NA ESCOLA BÍBLICA ANUAL, POR SER DE CURTA DURAÇÃO, ESTA MATÉRIA DEVE ENTRAR SOB O TÍTULO DOUTRINAS FUNDAMENTAIS OU DOUTRINAS BÍBLICAS.É NECESSÁRIO AINDA CRIAR UM BANCO DE ASSUNTOS PARA A SELEÇÃO DE MATÉRIAS DE UMA EB ANUAL, CONFORME DECISÃO DA DIREÇÃO DA RESPECTIVA EB. SEGUE, ABAIXO, UMA SUGESTÃO.

1) DOUTRINAS BÍBLICAS (DOUTRINAS FUNDAMENTAIS; TEOLOGIA SISTEMÁTICA);2) BIBLIOLOGIA;3) TEOLOGIA PRÁTICA (A VIDA CRISTÃ NA PRÁTICA);4) SÍNTESE BÍBLICA (DO ANTIGO E DO NOVO TESTAMENTO, E DE GRUPOS DE LIVROS DA BÍBLIA);5) ÉTICA CRISTÃ (INDICAR A ÁREA DA ÉTICA CRISTÃ);6) TIPOLOGIA BÍBLICA;7) RELIGIÕES COMPARADAS,8) HERESIOLOGIA (RELIGIÕES, SEITAS E DOUTRINAS FALSAS);9) ESCATOLOGIA BÍBLICA (INDICAR A ÁREA DA ESCATOLOGIA);10) HISTÓRIA DA IGREJA (INCLUIR A HISTÓRIA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS);11) MÚSICA SACRA (NOÇÕES DE TEORIA E PRÁTICA);
12) LOUVOR E ADORAÇÃO AO SENHOR (COMO DOUTRINA BÍBLICA);13) HOMILÉTICA;14) LITURGIA GERAL;15) GEOGRAFIA BÍBLICA;16) CRONOLOGIA BÍBLICA;17) PORTUGUÊS PRÁTICO (COM ÊNFASE NO SEU USO NO PÚLPITO);18) DIDÁTICA (TÉCNICAS DE ENSINO);19) EDUCAÇÃO RELIGIOSA (INCLUIR ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL);20) DISCIPULADO CRISTÃO;21) VERDADES PENTECOSTAIS (DOUTRINAS DA FÉ PENTECOSTAL);22) EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES;23) HERMENÊUTICA E EXEGESE BÍBLICAS;24) PSICOLOGIA PASTORAL (ÁREA DA TERAPIA DA FAMÍLIA);25) O MINISTÉRIO EVANGÉLICO (TEOLOGIA PASTORAL E TEOLOGIA MINISTERIAL);26) ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA (LIDERANÇA CRISTÃ);27) REGRAS PARLAMENTARES (LIDERANÇA DE REUNIÃO);28) ORGANIZAÇÃO E MÉTODOS;29) OS MALES DO SECULARISMO NA IGREJA;30) A PERSONALIDADE E SUA ESTRUTURA;31) HIGIENE.MUITOS OUTROS ASSUNTOS PODEM SER ACRESCENTADOS A ESTA LISTA. OS ASSUNTOS AQUI APRESENTADOS SÃO BÁSICOS E, POR ISSO, INDISPENSÁVEIS.


      PLANEJAMENTO PARA UMA ESCOLA BÍBLICA ANUAL (2ª PARTE)



Vejamos agora mais alguns pontos importantes no planejamento de uma Escola biblica anual.

                                               Material didático

O apostilamento das matérias e/ou emprego de livros pelos professores devem seguir o seguinte parâmetro:

1) A direção da Escola Bíblica anual emitirá uma norma geral de ação (NGA) que regerá o evento, inclusive dispondo sobre o conteúdo programático (CP) de cada matéria. 2) Cada professor elaborará a apostila de sua matéria em conformidade com a NGA recebida da direção da Escola Bíblica, e a enviará à direção da Escola Bíblica em tempo hábil para sua impressão e utilização durante as aulas. 3) Em caso de utilização do livro, o professor o indicará e, ao mesmo tempo, elaborará um apropriado questionário referente à seção do livro que ele utilizará em suas aulas. Esse questionário também será enviado à direção da Escola Bíblica com a devida antecipação, a menos que o referido livro já o contenha.

                       Ficha de aproveitamento escolar do aluno

Cada aluno matriculado na Escola Bíblica anual terá sua Ficha de Aproveitamento Escolar na secretaria da escola, contendo espaço para o registro completo do seu aproveitamento escolar, conforme a ciclagem da escola (ciclo de dois, três ou quatro anos).

                                         A avaliação escola do aluno

A norma geral de ação (NGA), a qual nos referimos há pouco, disporá sobre a avaliação escolar do aluno, inclusive sobre a modalidade de avaliação, formulários, sistema de valoração dos quesitos etc.O Certificado de Aproveitamento Escolar também não pode ser esquecido. Após o aluno freqüentar um ciclo completo na escola, e quitar as devidas taxas de serviços, deverá receber um certificado de aproveitamento escolar, mediante requerimento seu, em modelo fornecido pela escola.


                   Distribuição de carga  horária e turnos de aula

A seguir, apresentamos um modelo de distribuição de carga horária (CH) para uma Escola Bíblica de duração de uma semana.Ano: 1999. Período Letivo: 3 a 9 de maio. De 3 a 7 de maio, de segunda à sexta-feira, são 5 dias com seis horas/aula cada um. Ou seja, 30 horas/aula de 3 a 7 de maio. Nos dias 8 e 9, sábado e domingo, serão dois dias com quatro horas/aula cada, resultando em oito horas/aula na soma dos dois dias. Dessa forma, a Escola Bíblica anual de uma semana terá, ao todo, 38 horas/aula.

Aproveitando o mesmo exemplo, apresentamos a seguir como se daria a distribuição de carga horária por matéria.

1) Doutrinas Bíblicas (DB 1) – 10 horas/aula.2) Evangelização e Missões (EM) – 9 horas/aula.3) Hermenêutica e Exegese Bíblicas (HE 1) – 10 horas/aula.4) Português (PP 1) – 5 horas/aula5) Avaliação, uma por matéria (ou avaliação única) – 4 horas/aula.Total: 38 horas/aula.Vejamos, agora, um exemplo de distribuição de turnos de aula aproveitando o mesmo modelo. De 3 a 7 de maio, de segunda à sexta-feira, são cinco dias com três turnos (manhã/tarde/noite). Pode-se ter, nestes dias, duas aulas por turno, o que nos dá seis aulas por dia, resultando em 30 horas/aula de 3 a 7 de maio.

Nos dias 8 e 9 de maio, sábado e domingo, são dois dias que deverão ter dois turnos com aulas (manhã/tarde). Serão duas aulas por turno, ou seja, quatro aulas por dia, num total de 8 10 horas/aula nos dois últimos dias da Escola Bíblica. Ao todo, nos sete dias, 38 horas/aula.

                                       Conteúdo programático

Vejamos um exemplo de conteúdo programático para uma Escola Bíblica anual de uma semana de duração. Tomemos para o exemplo as matérias Doutrinas Bíblicas, Teologia Prática; Evangelização e Missões, e Hermenêutica e Exegese Bíblicas.

1) Doutrinas Bíblicas (DB 1) – Unidades de ensino (UE): Doutrina de Deus; Doutrina da Criação de Todas as Coisas; Doutrina do Pecado e Doutrina da Salvação. Cada assunto dessas unidades deve ser desdobrado. 2) Teologia prática (TP) (A vida cristã na prática) – Unidades de ensino (UE): a vida cristã em geral; o crente e a oração; o crente e o estudo da Palavra de Deus; o crente e o louvor e a adoração ao Senhor; o crente e a vontade de Deus em sua vida; o crente e a sua espiritualidade; o crente e a causa do Senhor; o crente e a contribuição financeira; o crente e a comunhão dos santos; o crente e a sua igreja local. 3) Evangelização e Missões (EM) – Unidades de ensino (UE): evangelização e missões vistas na Bíblia; evangelismo pessoal; evangelismo de massa; discipulado cristão; missões no passado e no presente,

4) Hermenêutica e Exegese Bíblicas (HE 1) – Unidades de ensino: Princípios de Hermenêutica Bíblica; Princípios de Exegese Bíblica e Exemplos Práticos de Hermenêutica e Exegese Bíblicas.Observação: Unidade de ensino (UE) é também conhecida como Plano de Unidade Didática (PUD).

CRESCER NO CONHECIMENTO SEM ESQUECER O PODER DO ALTO ANTES CRESCEI NA GRAÇA E CONHECIMENTO DE NOSSO SENHOR E SALVADOR, JESUS. A ELE SEJA DADA A GLÓRIA, ASSIM AGORA, COMO NO DIA DA ETERNIDADE. AMÉM”, 2 PE 3.18. O APÓSTOLO PEDRO TEVE SUAS DIFICULDADES NO INÍCIO DA SUA FÉ EM CRISTO, E TAMBÉM AO LONGO DELA, COMO REGISTRA O NOVO TESTAMENTO. JESUS, ANTES DO CALVÁRIO, CHEGOU A ADVERTI-LO DE QUE SATANÁS ESTAVA A TRAMAR CONTRA OS DOZE, INCLUSIVE ELE, PEDRO, PARA ARRUINAR A SUA FÉ. “DISSE-LHE TAMBÉM O SENHOR: SIMÃO, SIMÃO, EIS QUE SATANÁS VOS PEDIU PARA VOS CIRANDAR COMO TRIGO; MAS EU ROGUEI POR TI, PARA QUE TUA FÉ NÃO DESFALEÇA; E TU, QUANDO TE CONVERTERES, CONFIRMA TEUS IRMÃOS”, LC 22.31,32. O TEXTO BÍBLICO QUE ABRE ESTE ARTIGO MOSTRA-NOS QUE NA VIDA ESPIRITUAL, DO CRENTE MAIS SIMPLES AO LÍDER CRISTÃO MAIS DESTACADO, O ELEMENTO BASILAR É A FÉ EM CRISTO, PRIORIZADA, MANTIDA, FORTALECIDA, PURIFICADA, RENOVADA E, AO MESMO TEMPO, SEGUIDA DO CONHECIMENTO DE DEUS 



“Crescei na graça e conhecimento”, diz o texto Sagrado Essa ordem jamais deve ser invertida. Cuidar da nossa fé é cuidar do nosso crescente relacionamento e comunhão com Deus. Estamos falando da fé como elemento da natureza divina, como atributo de Deus (Atos 16: “...a fé que é por Ele...”; Gálatas 5.5: “...pelo Espírito da fé...”). 

A fé em Deus, basilar e primacial como é na vida do cristão, deve ser seguida do conhecimento espiritual. “Criado com as palavras da fé e da boa doutrina”, 1 Tm 4.6. Veja também 2 Pedro 1.5, onde o conhecimento deve seguir-se à fé. Fé sem conhecimento, segundo as Escrituras, leva ao descontrole, ao exagero, ao misticismo, ao sectarismo e ao fanatismo final e fatal. Sobre isso adverte-nos o versículo 17, anterior ao que abre o presente artigo , que os leitores farão bem em lê-lo. É oportuno observarmos que o dito versículo remete-nos claramente ao versículo 18, que estamos destacando. “Antes” é um termo conclusivo; refere-se a uma conclusão à qual se chega. 

“Antes crescei” – A vida cristã normal deve ser um crescer constante para a maturidade espiritual, como mostra 2 Coríntios 3.18: “Somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” Esse crescimento transformador deve ser homogêneo, uniforme, simétrico; caso contrário virão as anormalidades com suas consequências. Lembremo-nos do testemunho do apóstolo Paulo sobre si mesmo em 1 Coríntios 13.11, e o comparemos com o depoimento bíblico de Atos 9.19-30 e 11.25-30. Um crente sempre imaturo na graça e conhecimento de Deus é também um problema contínuo para ele mesmo, para outros à sua volta e para a sua congregação como um todo. E pior ainda é quando o cristão desavisado cuida apenas de seu conhecimento secular, terreno, humano, social, e também quando cuido do conhecimento bíblico e teológico sem antes e ao mesmo tempo renovar-se no poder do Alto, o poder do Espírito Santo, que nos vem pela imensurável graça de Deus em suas riquezas (Ef 2.7). Tudo mediante Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 
Crescimento do crente na graça de Deus – A graça de Deus é seu grandioso favor imerecido por todos nós pecadores. Essa maravilhosa graça divina é multiforme e abundante (1Pe 4.10; Ef 2.7). Nosso Deus é “o Deus de toda a graça” (1Pe 5.10). Menosprezar essa inefável graça divina é insultar o Espírito Santo, “o Espírito da graça” (Hb. 10.29). Só haverá crescimento na graça de Deus por parte do crente se este invocá-la, apoderar-se dela pela fé e cultivá-la em sua vida. “Minha graça te basta”, disse o Senhor a Paulo quando este orava por livramento (2 Co 12.8-10). 
Crescimento do crente no conhecimento – Esse conhecimento do crente na esfera da salvação, de que nos fala a Escritura, nos vem pelo Espírito Santo (Ef. 1.17, 18; Cl 1.9; 1Co 12.8). Cristo é a fonte e manancial da graça de Deus (Jo. 1.16, 17) e também o alvo do nosso conhecimento (Fp. 1.8,10). O conhecimento de Deus nos vem também pela comunhão com Ele, é óbvio, sendo um meio de usufruirmos mais de Sua graça (2Pe 1.2). Quem está crescendo na graça e no conhecimento de Deus ainda tem muito a crescer. Afirma o texto de João 1.17 “...e graça por graça...”. Se alguém estacionar no desenvolvimento de seu andar com Deus, virá o colapso. É como alguém sabiamente disse: “A verdadeira vida cristã é como andar de bicicleta; se você parar de avançar, você cai!”.
O Senhor Jesus ensinou, dizendo: “Se permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, Jo. 8.31,32. Não é, portanto, o conhecimento em si que liberta; ele é um meio provido por Deus para chegarmos à verdade. Há muitos na igreja com vasto conhecimento secular, teológico e bíblico, contudo repletos de dúvidas, interrogações, suposições e enganos quanto a Deus, quanto à salvação, quanto às Sagradas Escrituras etc. 
Como pode o crente crescer na graça e no conhecimento de Deus – Primeiro, orando sem cessar (1Ts 5.17; 2Co 12.8, 9; Jr 33.3). A oração é um precioso e eficaz meio de comunhão com Deus. Segundo, lendo e estudando a Bíblia continuamente (At 17.11; 1Pe 2.2; Sl 1.2, 3), e obedecendo a Deus, a partir da Sua Palavra (Sl 119.9. 11; Jo 14.21, 23). E também vivendo de modo agradável a Deus (e não somente em obediência a Deus) (Cl 1.10; 1Jo 3.22); testemunhando de Cristo e de Sua salvação (At 1.8; 5.42); permanecendo na doutrina do Senhor (At 2.42; Rm 6.17; 3Jo vv.3,4); frequentando a Casa de Deus (Hb 10.25; Lc 2.37; Sl 27.4); sendo ativo no serviço do Senhor (Mt 21.28); vivendo continuamente em santidade (Lc 1.75; 2Co 7.1); mantendo-se renovado espiritualmente (2Co 4.17; Ef 5.18) e experimentando a progressiva transformação espiritual pelo Espírito Santo, tendo Ele em nós plena liberdade para isso (2Co 3.18).
Sinais de “meninice” (não-crescimento) espiritual – Os cristãos da igreja de corinto tiveram este problema (1 Co 3.1, 2). Ver também Hebreus 5.12- 14. Crianças, no sentido físico, são fáceis de detectar; no sentido espiritual, também – havendo exceções, é evidente. A criança fala muito, mas não diz nada ou quase nada. A criança, por natureza, é egoísta. Tudo sou “eu” e o todo é “meu”. A criança brinca muito e também “briga” muito. A criança normal dorme muito – e dorme em qualquer lugar! A criança gosta muito de ruído, de barulho, e geralmente no momento e no lugar impróprios para os adultos. Quanto mais barulho, mais a criança gosta! A criança gosta muito de doces (Ler Provérbios 25.16,27 e Levítico 2.11). Doces engordam, mas engordar não é crescer, e nem sempre é sinal de saúde. 
A criança é muito sentimentalista. Ela vive pelo que sente. Por coisa mínima, a criança chora, amua-se e some da cena. A criança é muito crédula. Ela não discute nem questiona as coisas da vida em geral. Ela crê em tudo, sem argumentar. Ela aceita praticamente tudo sem averiguar, sem filtrar, sem discutir. 
A criança não gosta de disciplina. Ela não gosta de obedecer. Também a criança é fantasiosa. Ela exagera as coisas. Ela cria o seu próprio mundo de fantasia para si e vive esse seu mundo. A criança pequena não tem equilíbrio. Não tem firmeza. Com facilidade, ela tropeça, escorrega, cai e levanta-se. A criança é imitadora. Ela, se puder, imita tudo, inclusive o ato de trabalhar dos adultos, mas tudo imitação, e às vezes machuca-se por isso.

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