segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Apologetica A definição


                          APOLOGÉTICA DEFINIÇÃO




O termo é derivado do verbo grego apologeomai, significando “dar uma resposta”, '"responder”, “defender a posição de alguém”, e do substantivo grego apologia. Em seu sentido mais estrito, significa a defesa da fé do cristão individual. Em um sentido mais amplo, é a resposta do cristão a ataques sobre si, sua doutrina e sua fé, e toda a revelação dada nas Escrituras. Em seu sentido total, a apologética é a defesa e a justificação da fé cristã e da revelação dada nas Santas Escrituras contra o ataque dos duvidosos e incrédulos, mais o desenvolvimento de uma apresentação evangélica positiva dos fatos mostrados na Bíblia, a racionalidade da revelação de Deus ao homem nas Escrituras, e a sua ampla suficiência para atender as necessidades espirituais completas do homem. A apologética é, então, não apenas um exercício negativo e defensivo, mas também positivo e ofensivo. Não é apenas para ser usada na defesa do Evangelho, mas também em sua propagação, O estudo da apologética. Este pode ser dividido em três períodos como encontrado em três eras da história da igreja.

1. Apologética do Novo Testamento.

O verbo grego apologeomai é usado para expressar a idéia de autojustificação e autodesculpa (Rm 2.15; 2 Co 12,19) e também o substantivo apologia (2 Co 7.11); mas particularmente no sentido de responder aos ataques sobre a fé e a convicção de alguém, e de oferecer uma defesa. Atos 7 é frequentemente chamado de apologia de Estêvão quando ele respondeu ao Sinédrio judeu às acusações de falso testemunho (At 6.11-15). Paulo fala em ser colocado para “a defesa do evangelho” (Fp 1.6,17), Ele fez duas “apologias” para a sua posição, a primeira diante de Festo (At 24.10; 25.8; cf. v. 16), e a segunda diante de Agripa (At 26.2). Quando apelou para o privilégio de fazer o mesmo diante de César (At 25.8-16), seu pedido foi finalmente concedido. Cada uma destas apologias contém tanto uma defesa negativa como um elemento evangelístico positivo. Por exemplo, Paulo usou sua defesa como uma introdução ao Evangelho de uma maneira tão eficaz, que Félix ficou amedrontado (At 24.25), enquanto Agripa exclamou: “Por pouco me queres persuadir a que me faça cristão!” (At 26.28). Mesmo considerando uma outra interpretação deste último versículo. “Você tão facilmente me persuadiria a ser um cristão?”, o Evangelho positivo na apologia de Paulo ainda pode ser claramente visto no efeito produzido em Agripa.

2. Apologética na igreja primitiva e medieval.

Justino Mártir escreveu sua obra Dialogue With Trypho (em aprox. 150 d.C.), Orígenes respondeu a muitos argumentos anti-cristãos em sua obra Kata Kelsou (Contra Celsus) (em aprox. 235), e Atanásio publicou sua obra Contra Gentes (em aprox. 315), Mas a apologia mais importante de todas foi City of God de Agostinho (426 d.C.). Até a igreja ser reconhecida por Constantino o Grande, ela era acusada de canibalismo e promiscuidade sexual por ter de se reunir em segredo em lugares como as catacumbas. Porém, após ser reconhecida imperialmente, ela teve que enfrentar acusações de mundanismo. Foi para explicar este último que Agostinho escreveu e tomou como sua tese a “Cidade de Deus” em contraste com a cidade do mundo. Na Idade Média a apologética lutou com as questões da fé - com relação a fatos tais como a Trindade e a encarnação, conhecíveis apenas pela fé - versus a razão, e os fatos da ciência e do mundo material que é receptivo á razão. Aquinas fez uma síntese parcial que se tornou a posição oficial do romanismo. Pela razão o homem pode argumentar quanto à existência de Deus e até conhecer a Deus; mas a Trindade e a encarnação são inacessíveis à razão, dadas pela revelação e recebidas somente pela fé.

3. Apologética moderna.

Para o propósito de estudo e de uma análise útil, é valioso considerar a apologética católica romana e a protestante.

(a) A apologética católica romana é caracterizada pelo fato de atribuir tanto a origem quanto a (infalível) interpretação das Escrituras à igreja; e pelo fato de ensinar que a teologia racional é possível e existe tanto
quanto a teologia revelada, pelo uso da razão humana o homem pode chegar ao conhecimento da pessoa e da existência de Deus e até à salvação. A razão pela qual o homem falha em chegar à verdade pela teologia racional não é a sua condição decaída, mas sim a indolência daqueles qne sâo mentalmente capacitados a atingi-la por este meio, e a inabilidade racional dos demais. Por causa desta preguiça por parte de alguns e da inabilidade dos outros, Deus escolheu, em sua graça, dar a revelação. A igreja católica romana desenvolveu uma apologética própria muito completa. Começando em 1908, o papa indicou comissões contínuas para investigar completamente e emitir relatórios sobre o problema Deutero- Isaías, a teoria J.E.D.P., form-Geschiehte etc. Habilidosos escritores da igreja produziram livros eficazes sobre a apologética como The Faith of Our Fathers (do cardeal James Gibbons), uma defesa da igreja católica romana; e Katkolieke Geloofsverdediging (do cardeal Brocardus Meijer), uma obra muito completa e habilidosa sobre a apologética em geral, em holandês. Como resultado das comissões eruditas de Roma e de uma obra tão completa em apologética como a de Meijer, os católicos romanos estão apresentando uma defesa convincente de sua fé, que está ganhando muitos da ala modernista, onde não foi expressa nenhuma defesa semelhante da fé cristã.

(b) Apologética protestante.

Há um forte elemento de apologética presente na obra Institutes, de Calvino, onde ela é apresentada em combinação com a teologia. As obras mais famosas e eficientes de apologética propriamente dita, no entanto, antes da nossa época, são Analogy of Religion, de Joseph Butler (1736) e Apologetics or Christianity Defensively Stated - de A, B. Bruee (1892). Esta última foi a obra ortodoxa padrão em inglês durante muitos anos. Grande parte de seu lugar foi tomado, ultimamente, pelos escritos de Edward John Carnell. An Intro Introduction to Chrístian Apologetics e A Phílosophy ofthe Chrístian Religion, e de Bemard Ramm, Protestant Chrístian Evidences, Types of Apologetic Systems, e The Chrístian View of Science and Scripture. Enquanto Carnell e Ramm lideraram a causa evangélica em apologética com um trabalho admirável em muitas áreas deste campo, ambos tiveram dificuldades em certos pontos, particularmente no que diz respeito à absoluta infalibilidade da Bíblia na escrita original, a ponto de outros terem que vir em seu auxílio neste ponto.

O valor e o lugar da apologética.

Considerando sua extensão, o AT faz relativamente pouco uso da apologética. Em Jó 32-37, no entanto, está uma repreensão de Eliú às falsas ou inadequadas opiniões de Jó e de seus três amigos a respeito de Deus e da teodicéia que é a doutrina da justiça divina). O próprio Senhor responde a Jó para convencê-lo  de sua soberania, e, ao mesmo tempo, da incapacidade de Jó (Jó 38-41). Vários Salmos recorrem à atividade de Deus, ao seu cuidado providencial (por exemplo, Salmos 104 e 107) e histórico (Salmos 105 e 106), para evocar o louvor e a confiança, e mostrar a loucura da idolatria (Salmo 115). Dentre os profetas, especialmente Isaías proclamou a apologia de Deus contra as divindades pagãs, desafiando os gentios adoradores de ídolos a provarem a realidade e o poder de seus deuses por meio do teste das profecias e seus respectivos cumprimentos (Is 41.21-29; 43.813; 44.6-20; 45.18-25; 46.1-11; 48.1-6), O NT dá à apologética um lugar muito mais importante. Os patriarcas da igreja primitiva eram constantemente chamados a defender a sua fé contra filósofos pagãos, agnósticos e hereges. Na apologética, somos chamados a mostrar a racionalidade da fé cristã e sua revelação como dada na Bíblia. Isto é realizado por meio de comparação da ciência com as Escrituras, uma consideração da arqueologia com a história e fatos bíblicos, um apelo ao cumprimento de profecias preditas, um estudo das provas da inspiração e infalibilidade da Bíblia, e uma aplicação da razão à questão da existência e da natureza de Deus.
 Os apologistas protestantes não ensinam que uma teologia completamente natural seja possível meramente pela aplicação da razão humana na formulação de cinco ou mais provas teísticas (provas da existência necessária e real de Deus). Antes, tão longe quanto possa ir a razão humana - e isto inclui a formulação de argumentos teísticos, ou seja, o cosmológico (a existência do mundo), ontológico (a existência de uma ideia de Deus), o teológico (a existência e a manifestação da criação e propósito no mundo e no homem) - é apenas racional concluir que uma Pessoa racional, intencional e moral exista e seja a causa tanto do universo quanto do homem. A Bíblia declara por revelação que tal é o caso e, em Romanos 1.18ss, aprendemos que Deus considera o homem como o responsável por chegar à conclusão de que Ele existe. Portanto, o apologista protestante nem se baseia completamente na razão - como os católicos romanos com a sua teologia natural, nem rejeita completamente o lugar da razão - como alguns aos protestantes extremamente ortodoxos (por exemplo, Abraham Kuyper em sua obra Principles of Sacred Theology e Cornelius Van Til em sua obra The Defense of the Faith, que enfatizam a impotência da mente humana em pecado e a necessidade do poder renovador do Espírito Santo), Ao invés disso, reconhecendo a fragilidade da razão humana desde a queda do homem, ele dá uma função comprobatória, subsidiária à revelação. Em outras palavras, as leis da lógica, os fatos da vida e do cosmos, e as revelações proposicionais encontradas na Bíblia devem receber seu lugar  próprio na obtenção da verdade final e na formulação do nosso sistema apologético.

Métodos apologéticos.

Torna-se muito importante desenvolver um método apologético completo e satisfatório. Isto é de tudo o mais necessário, uma vez que o cristão deve se defender não apenas contra as teorias passageiras da ciência, mas também contra os erros da filosofia mundana. Nenhuma defesa bem-sucedida é possível até que alguém seja capaz não apenas de enxergar o erro ou os erros contra os quais discute, mas também compreender seus fundamentos filosóficos. Portanto, a nossa causa é grandemente fortalecida quando insistimos no fato de que temos uma filosofia cristã de existência, ou seja, uma explicação para (a) a origem da realidade, consistindo do mundo e do homem; (b) a realidade em si, consistindo de objetos (res extensa), ideias ou pensamentos res cogitata) - duas das quais claramente definimos e distinguimos; (c) o destino do mundo e do homem. Todos os filósofos são chamados a dar suas próprias explicações sobre estas três questões. Uma defesa praticável e completa do ponto de vista cristão sobre qualquer opinião procurada, portanto, inclui o seguinte: (1 ) uma descrição justa e completa da opinião de um adversário; (2) uma apresentação do valor da opinião que alguém tenha; (3) uma consideração de sua base filosófica e uma apresentação clara de suas falácias, com bases tanto lógicas quanto filosóficas; (4) um exame da opinião à luz das confissões e credos da igreja; (5) um exame para ver que vantagens teológicas ela pode oferecer e que problemas teológicos ela pode levantar; (6) uma apresentação da opinião bíblica sobre o assunto em discussão e a prova de sua racionalidade, e uma descrição clara de como a opinião bíblica foge dos problemas filosóficos e teológicos levantados por uma visão errada. Além das obras principais em apologética já mencionadas, houve muitos livros muito valiosos  sobre aspectos específicos da fé, tais como o nascimento virginal, a ressurreição, milagres, a infalibilidade das Escrituras etc. Estes podem ser prontamente encontrados em extensas bibliografias anexadas por Carnell e Ramm aos livros mencionados acima.

O objetivo da apologética.

Este inclui: (1) fazer contato com aqueles que tenham uma opinião errada ou perigosa, ou que ataquem a revelação e fé cristãs; (2) encontrar uma área na qual o problema possa ser discutido imparcialmente, e provar a fraqueza da opinião em questão primeiro em alguma área neutra comum a todos, tais como a filosofia ou a lógica; (3) mostrar os problemas teológicos levantados; (4) expor as convicções da igreja em suas confissões e credos, e interpretar o que as Escrituras ensinam, enquanto se apresenta a racionalidade de tudo isso, A base comum buscada para o diálogo com o adversário, não tem de impor qualquer transigência,  tal como tentado por alguma apologética recente, nem forçar as Escrituras sobre o duvidoso ou o agnóstico. Considerar cada aspecto de um problema antes de entrar no mérito das próprias Escrituras, abre a mente do adversário para considerar a própria posição e respostas de Deus.

Bibliografia:
A. B. Bruce, Apologetics, Edinburgh. T. & T. Clark, 1892.
E. J.Carnell, An Introduction to Chrístian Apologetics, Grand Rapids. Eerdmans,1952;
A Philosophy of the Chrístian Religion, Grand Rapids. Eerdmans, 1952.
Robert Flint, Agnosticism, New York, Scribner’s, 1903;
Anti-Theistic Theories, Edinburgh. Blackwood. 1879.
BrocardusMeijer, Katholieke Geloofsverdediging, Roermond. Romen & Zonen, 1946.
Bernard Ramm, Protestant Chrístian Evidences, Chicago. Moody Press, 1953;
Types of Apologetic Systems, Wheaton, III.. VanKampen Press, 1953;
The Chrístian View of Science and Scripture, Grand Rapids. Eerdmans, 1954.
fonte Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, págs. 158-16
fonte www.sigogospel.blogspot.com

                                           Você é vulnerável as seitas?

Todo ano, milhares de pessoas estão se filiando a uma nova seita. Um número surpreendente deles se dirá crentes evangélicos. Eles poderão ser amigos, parentes ou membros de sua igreja. E… é até possível que você esteja entre eles!
Nem sempre os crentes estão imunes às atividades e satisfação que as seitas oferecem. Contudo, as deserções poderão ser evitadas se estivermos alerta acerca das áreas vulneráveis e procurarmos dar alguns passos positivos no sentido de fortificar essas áreas. Um estudo sobre as seitas proeminentes, do ponto de vista das necessidades humanas, que elas preenchem, revela várias fraquezas entre os cristãos e suas igrejas, que colocam os crentes frente à sedução das seitas. Para descobrir se você é vulnerável a se tornar membro de uma seita, faça os seguintes testes:

1. Seu conhecimento bíblico e apologético

Depois de ouvir uma preleção introdutória da Igreja da Unificação (a seita do Rev. Moon), é possível entender como os crentes que ainda não conhecem o conteúdo e os princípios de interpretação da Bíblia possam ser fisgados facilmente. O preletor fazia citações ou referências a um ou outro versículo bíblico, a maioria das vezes retiradas do seu contexto, fazendo uma preleção que soava com uma lógica aparentemente válida.
Cristãos que são biblicamente ignorantes, ou que têm uma compreensão meramente superficial da Bíblia, são os primeiros candidatos para esses tipos de explicações.
Exceto a maioria dos grupos orientais, tal como Hare Krishna, muitos membros das seitas citam numerosos “textos de prova” da Bíblia – retirados do contexto – para afirmar suas doutrinas.
As testemunhas de Jeová são famosas por sua habilidade de confundir seus oponentes, citando dezenas de versículos que parecem apoiar sua teologia estranha. Todavia, freqüentemente, os crentes não são hábeis para sustentar biblicamente suas próprias convicções e confrontar os falsos ensinamentos e interpretações impróprias. Outros são atraídos por “novas revelações” de seitas como a Igreja Apostólica da “Santa Vó Rosa” ou o profeta William Soto Santiago.

Exame individual:

O que você crê a respeito das doutrinas básicas (Bíblia, Trindade, Deus, Homem, Salvação, Espírito Santo, Igreja, Escatologia, Anjos), e por que crê assim? Você consegue sustentar suas convicções usando a Bíblia? Você está envolvido pessoalmente com um estudo diário e sistemático da Bíblia? Você conhece os princípios de uma sólida interpretação bíblica? Você lê livros e toma aulas de teologia, apologética e exposição bíblica?

Exame para a liderança da igreja:

Na sua pregação, o que tem mais ênfase e autoridade: a Bíblia ou as experiências espirituais? Você ensina as doutrinas básicas da fé cristã aos novos convertidos? Você tem planos de ensinar teologia, métodos de estudo bíblico, hermenêutica (interpretação bíblica) e apologética (a defesa da fé), nos sermões, Escola Dominical, escola bíblica de férias, ou outras aulas especiais?

2. Sua doutrina no dia-a-dia

A maior atração do Templo do Povo de Jim Jones era a aparente integração dos fiéis e o estilo de vida, que resultou em ação na ajuda para suprir as necessidades da comunidade. A igreja também demonstrava unidade com a integração racial. O Rev. Moon e a Igreja da Unificação têm atraído milhares de jovens em idade universitária porque ele promete aos seus seguidores uma maneira revolucionária para resolver os problemas do mundo e vencer o comunismo – o qual havia profetizado que suplantaria a democracia – como sabemos essa profecia falhou. Outros incontáveis jovens seguem a Igreja Mórmon porque ela oferece uma sociedade cooperativa que cuida das necessidades de seus adeptos através dos seus serviços de “bem-estar”. Muitas pessoas procuram centros espíritas e terreiros de umbanda para resolver seus problemas particulares pelos conselhos que recebem das entidades espirituais.
Em contraste, as verdadeiras igrejas cristãs têm muitas vezes se desviado para uma doutrina divorciada da vivência prática do dia-a-dia. Em muitos casos, os cristãos falham em aplicar as verdades da Bíblia aos problemas do povo de uma maneira prática. Estamos tão inquietos quanto ao caminhar para um “evangelho social”, que muitas vezes acabamos perdendo o equilíbrio entre a pregação do Evangelho e o socorro àqueles que passam necessidades.

Exame individual:

Você aplica o ensino bíblico à sua vida diária? Você já desenvolveu uma ética social cristã baseada na Bíblia? De que maneira você está envolvido em ajudar a suprir as necessidades de outra pessoa ou grupo – por exemplo: favelados, crianças abandonadas, ou viciados? Os seus amigos não crentes e vizinhos o conhecem como alguém que se preocupa com suas vidas e não apenas com suas almas?

Exame para a liderança da igreja:

Você ensina que a vida cristã é uma maneira completa de viver, que não enfatiza apenas o aspecto espiritual? Você encoraja as pessoas a demonstrar a fé ajudando outras pessoas? Você encoraja pessoas de outras raças ou níveis sociais a frequentar sua igreja, ou não as recebe?


3. Seu senso de comunidade dentro da igreja local

Os crentes ex-membros do Templo do Povo testemunham que a amizade e o senso de comunidade os atraíram para aquela seita. Os moonistas demonstram tanta intimidade, polidez e amizade, que muitos jovens solitários querem aderir ao grupo. Outros são seduzidos pelos Meninos de Deus, atualmente conhecidos como A Família, por causa das promessas de segurança e relacionamentos íntimos – e até sexuais – sem aparentes compromissos.
Os mórmons aprendem vários métodos de ganhar novos adeptos pela amizade usando o folheto “Preciso de um Amigo”. Ao menos na aparência, muitas seitas oferecem amor fraterno, sustento e aceitação. Achando sua igreja fria, e que não se preocupa com seus membros, ele se volta para outros grupos onde se sentirá mais confortável, íntimo e reconhecido.

Exame individual:

Com que freqüência você dá as boas-vindas aos visitantes de sua igreja e os contata durante a semana? De que forma você procura demonstrar amor fraternal às pessoas solitárias, com problemas, e doentes de sua igreja? Você convida pessoas ou famílias com quem você raramente mantém comunhão para jantar em sua casa, ou os visita caso faltem ao culto? Você compartilha seus conflitos e falhas com membros de sua igreja? Os irmãos de sua comunidade podem contar com você para enfrentar as duras provas da vida?

Exame para a liderança da igreja:

Você reserva tempo toda semana para que os membros da igreja possam compartilhar suas alegrias e necessidades uns com os outros? O que você está fazendo para promover um ambiente onde os membros sintam-se à vontade para compartilhar seus conflitos e falhas? Você incentiva as pessoas a comunicar suas dúvidas e procura ajudá-las a resolvê-las? Você conhece as necessidades do seu povo? O que você está fazendo para suprir estas necessidades?

4. Imaturidade ou amortecimento espiritual

Muitos crentes professos, que acabam entrando para uma seita, são crentes novos que não foram discipulados, ou são crentes antigos que se tornam bebês espirituais. A imaturidade os fez presas fáceis de seitas que usam a Bíblia e possuem um linguajar evangélico.
Crentes que estão vivendo para si mesmos em vez de se submeterem ao senhorio de Cristo podem ser fisgados por qualquer grupo que for simpático aos seus desejos carnais. Outros crentes são enganados por seitas como o Tabernáculo da Fé de William Branham. Muitas vezes, nossa ênfase acerca da sã doutrina tem tido a tendência de extinguir a alegria da fé cristã. Alguns têm perdido o equilíbrio da Igreja do primeiro século entre a ortodoxia e o gozo da nova vida em Cristo.

Exame individual:

Você está crescendo em sua fé? É Cristo o Senhor de sua vida, ou você está vivendo para si mesmo? Há equilíbrio entre doutrina e prática em sua vida? Você expressa a alegria de ser salvo?
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5. Diminuição da ênfase da doutrina do sacerdócio do crente

Quase não existem ministros profissionais remunerados no mormonismo, qualquer membro tem pelo menos uma responsabilidade na seita. De fato, muitos milhares de seus jovens sentem-se honrados em gastar dois anos em serviço missionário de tempo integral. Todas as testemunhas de Jeová batizadas são ministros, e fazem visitas de porta em porta e ‘doutrinam’ nas praças várias horas por semana. Os novos moonistas são usados quase que imediatamente nas ruas para levantar fundos e fazer recrutamento. Nas seitas mais populares, cada pessoa individualmente faz parte do ministério, ela é importante e necessária.
Muitas igrejas evangélicas, em contraste, perderam a visão da doutrina do sacerdócio do crente. De acordo com a Bíblia, os cristãos são iguais perante Deus, e cada um tem a responsabilidade de servi-lo. Mas, em vez de todos os membros se envolverem no trabalho, freqüentemente apenas um pequeno número está exercendo o ministério. Os jovens, procurando por meios de expressar o seu idealismo, podem ser forçados a fazê-lo fora de suas igrejas.
Novos convertidos, geralmente não são solicitados para ajudar nos trabalhos da igreja. Há, também, uma tendência entre os cristãos de fazer os pastores e líderes de seminários de “gurus”. Não exercendo seus privilégios e responsabilidades de estudar diretamente a Bíblia, eles aceitam sem raciocinar o que é pregado e ensinado. Alguns crentes habitualmente citam o que disseram outros homens, substituindo a Bíblia por suas palavras, como autoridade final. Esta atitude fortalece os meios para que um líder de uma seita possa dominar uma pessoa ou até uma congregação inteira.

Exame individual:

Você sabe qual é o seu dom espiritual? Como você o está usando? Você tem pelo menos uma responsabilidade na igreja? Você compara aquilo que lhe ensinam com a Bíblia? Você está centralizado na Bíblia ou num líder eclesiástico?

Exame para a liderança da igreja:

Como você está ajudando cada membro a descobrir e usar o seu dom espiritual? Todos os seus membros têm deveres e responsabilidades na igreja? Quais oportunidades de participação nos serviços da igreja estão à disposição para serem feitos por jovens ou novos convertidos? Quantas oportunidades você oferece para o seu povo tirar dúvidas sobre seus sermões e palestras?

6. Colapso da família

A desintegração da união familiar tradicional e o conflito das gerações na sociedade moderna não estão limitados aos não-crentes. A migração populacional dos meios rurais para os grandes centros urbanos tem colaborado para acelerar este processo. O colapso da família está se tornando cada vez mais proeminente entre os cristãos, tornando os jovens mais vulneráveis.
Os pais frequentemente estão muito ocupados com seus empregos e atividades sem fim na igreja, para poder gastar tempo com a família. Em alguns lares cristãos, a comunicação e o saber ouvir entre os membros da família são raros. As crianças observam os seus pais falando de forma mais “bondosa” no templo do que em casa, e imediatamente os classificam de hipócritas.
Adolescentes e jovens em idade escolar, que recebem pouca atenção em casa, tendem a seguir grupos que possuem uma imagem de família. A seita Moon, a Família, e muitas seitas afro-brasileiras são grupos ávidos para compadecer-se por alguém nessa situação. Eles falam de seus grupos como famílias que oferecem tudo a uma pessoa que não está recebendo a devida atenção em casa. Com ênfase num forte programa de união familiar, o mormonismo atrai crentes que estão desiludidos devido à hipocrisia e a secularização que observam nas famílias cristãs.

Exame individual:

Quanto tempo você passa com sua família? Qual a sua melhor maneira de se comunicar e escutar os membros de sua família? Eles sabem que você os ama incondicionalmente, tanto com suas palavras como com suas ações? Pais, vocês mostram amor determinando regras e disciplina? Suas ações em casa refletem aquilo que vocês professam crer?

Exame para a liderança da igreja:

Você procura reservar pelo menos uma noite livre de todas as atividades e reuniões da igreja? Você incentiva as famílias de sua igreja a passarem tempo juntas? Que estímulo você oferece para que as famílias façam o culto doméstico?

7. Ignorância sobre as seitas

Muitas seitas são falsificações do Cristianismo. Num contato inicial com um membro da seita “A Família”, ou outras seitas pseudocristãs, você concluiria facilmente que estaria falando com crente evangélico. Se um moonista bem doutrinado sabe que você é um cristão, ele vai tecer sua conversa de tal forma que soe como se fosse um cristão.
Outros, por falta de conhecimento, não percebem que certas entidades não sectárias – tais como a Ordem Rosa Cruz (AMORC), a Maçonaria, a Cultura Racional etc. – são de fato, religiões não cristãs. Algumas seitas orientais, como a Seicho-no-ie, e Arte Mahikari, aceitam pessoas de qualquer religião, facilitando assim o envolvimento de cristãos. Outras pessoas, até evangélicas, se envolvem com a astrologia, o “Método Silva”, o uso de pirâmides, ou ioga, ignorando a origem ocultista delas. Contudo, a familiaridade com as doutrinas das seitas e seus métodos de recrutamento vai ajudá-lo a detectá-los e a livrar-se de ser enganado por eles.

Exame individual:

O que você sabe acerca das crenças e práticas das seitas mais destacadas? Você sabe como abordar os membros das seitas a fim de ganhá-los para Cristo? Você procura alertar seus familiares e amigos sobre o perigo das seitas para protegê-los?


Exame para a liderança da igreja:

Você dá aulas, ao menos uma vez por ano, aos membros de sua igreja sobre as doutrinas das seitas e como evangelizar os seus adeptos? Você informa ao seu rebanho sobre os novos grupos de seitas que estão ativos em sua região? Em que nível o alertar os santos está em seu ministério?

O Novo Testamento e os encontros fechados

Jesus levou seus discípulos para um retiro espiritual e cerca de 500 pessoas o acompanharam. Ele lhes ensinou as mesmas coisas. Não tinham eles grandes verdades conhecidas só por um grupo seleto. Paulo menciona que descrentes estavam presentes nas reuniões do Novo Testamento. I Co 14.16: “E se tu bendisseres apenas em espírito, como dirá o indouto o amém depois da tua ação de graças? Visto que não entende o que dizes.”
Não há evidência de Paulo ser doutrinado por meio de grupos de células. Não há evidências de que eles se sentaram com Paulo e lhe disseram que ele se submetesse à autoridade deles. Não há evidência de qualquer “programa de supersubmissão”.



             CRISTIANISMO VERSUS NATURALISMO

Qual é o maior desafio hoje? Nas categorias mais amplas, o conflito de nosso dia é o teísmo contra o naturalismo. Teísmo é a crença de que há um Deus transcendente que criou o Universo; naturalismo é a crença de que causas naturais sozinhas são suficientes para explicar tudo o que existe. As questões mais fundamentais reflectem essas categorias: A realidade última é Deus ou o cosmos? Há um reino espiritual, ou a natureza é tudo o que existe? Deus falou e revelou sua verdade a nós, ou a verdade é algo que temos que achar, ou até inventar para nós mesmos? Há um propósito para as nossas vidas, ou somos acidentes cósmicos emergindo da lama?
Esses dois sistemas principais são, em última instância, diametralmente opostos; e se vamos defender nossa fé efectivamente, devemos entender suas implicações por completo. Naturalismo é a ideia de que a natureza é tudo o que existe, que a vida surgiu de uma colisão de átomos por acaso, evoluindo mais tarde para a vida humana como a conhecemos hoje. No sentido mais amplo, naturalismo pode até incluir certas formas de religião – aquelas em que o espiritual é concebido como totalmente inerente à natureza, como as religiões neopagãs e a Nova Era. Em contraste, o Cristianismo ensina que há um Deus transcendente que existe antes de o mundo vir a existência, que Ele é a origem última de todas as coisas. O universo é dependente a todo o momento de seu governo e cuidado providencial.
Relativismo Moral. Na moralidade, o naturalismo resulta em relativismo. Se a natureza é tudo o que há, então não há uma fonte transcendente de verdade moral, e podemos construir nossa própria moralidade. Todo princípio é reduzido a uma preferência pessoal. Em contraste, os cristãos acreditam em um Deus que tem falado, que revelou um padrão absoluto e imutável de certo e errado, baseado, em última instância, em seu próprio carácter santo.
Multiculturalismo. Como consequência do relativismo, os naturalistas tratam todas as culturas como moralmente equivalentes, cada uma meramente reflectindo sua própria história e experiência. Tendências contemporâneas como pós-modernismo e multiculturalismo estão profundamente enraizadas no naturalismo, pois se não há nenhuma força transcendental de verdade ou moralidade, então achamos nossa identidade somente em nossa raça, género ou grupo étnico. Mas os cristãos jamais poderiam igualar a verdade com a perspectiva limitada de nenhum grupo. A verdade é a perspectiva de Deus, como revelada nas Escrituras. Por essa razão, enquanto apreciamos a diversidade cultural, insistimos na propriedade de julgar práticas particulares de culturas como certas ou erradas. Além do mais, os cristãos consideram a tradição e a herança ocidentais como dignas de serem defendidas; isto é, na medida em que elas tenham sido historicamente formadas por uma cosmovisão bíblica.
Pragmatismo. Desde que os naturalistas negam quaisquer padrões transcendentes de moral, eles tendem a fazer uma abordagem pragmática da vida. O pragmatismo diz: O que funcionar melhor é o certo. Acções e métodos são julgados somente sob base utilitária. Em contraste, o cristão é um idealista, julgando acções não pelo que dá certo, mas pelo que deve ser, baseado em padrões objectivos.
Utopia. Os naturalistas geralmente abraçam a noção iluminista de que a natureza é essencialmente boa, o que leva ao utopismo. O utopismo diz: Se tão somente criarmos as estruturas sociais e económicas certas, podemos ser conduzidos a uma era de harmonia e prosperidade. Mas os cristãos jamais poderão legitimar os projectos utópicos. Sabemos que o pecado é real, que tem distorcido a natureza humana profundamente, e que nenhum de nossos esforços pode criar o céu aqui na terra. O céu é uma esperança escatológica que será cumprida somente com a intervenção divina no fim da história. Nesse meio tempo, a tendência humana para a maldade e a desordem deve ser controlada por lei e tradição.
Perspectiva deste mundo. Os naturalistas só consideram o que acontece neste mundo, nesta época, nesta vida. Mas os cristãos vêem as coisas sob perspectiva eterna. Tudo o que fazemos agora tem significado eterno, porque um dia haverá julgamento, e então se tornará evidente que nossas escolhas na vida tiveram consequências que durarão por toda a eternidade.(E Agora, Como Viveremos?; Charles Colson & Nancy Pearcey; CPAD; pp. 38-40)

Os contornos de um sistema de vida cristão se tornarão claros nas quatro secções que se seguem: criação – Deus trouxe o mundo à existência através da sua palavra e criou a humanidade à sua imagem; queda – a condição humana é desfigurada pelo pecado; redenção – Deus em sua graça proveu uma maneira de nos reconciliar consigo mesmo; e restauração – somos chamados a trazer esses princípios a todas as áreas da vida e criar uma nova cultura. Equipados deste entendimento, podemos mostrar não somente que a cosmovisão cristã oferece as melhores respostas – respostas que concordam com o senso comum e com a mais avançada ciência – mas também que cristãos podem tomar as armas espirituais na grande luta cósmica entre cosmovisões conflitantes.
(E Agora, Como Viveremos?; Charles Colson & Nancy Pearcey; CPAD; pp. 58)


Da Cosmovisão Centrada em Deus para a Cosmovisão Centrada no

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Duzentos anos depois da Reforma do século XVI, a Europa conheceu o iluminismo. Em Weimar, Alemanha, visitei a casa de Goethe e fiquei impressionado com os artefactos provenientes do mundo inteiro, particularmente da Grécia e Roma, mas também da China e Japão. É óbvio que Goethe apreciava a arte, mas ele também queria fazer uma declaração teológica: outras religiões, até as religiões pagãs, podem produzir uma cultura tão avançada quanto o cristianismo. Portanto, o cristianismo não deve ser considerado como tendo lugar especial na história da raça humana, mas estudado como uma entre muitas religiões que realmente ajudam.
Quando o homem viu-se como o centro de todo o conhecimento, ele definiu religião de acordo com suas próprias expectativas e desejos. A religião não era mais estimada como busca do homem para correctamente ajustar sua vida às exigências de Deus, mas como um sistema de crenças que o ajuda a atingir seu pleno potencial.

Joseph Haroutunian, destacado historiador, comentou:
Antes, a religião era centralizada em Deus. Antes, tudo o que não conduzia à glória de Deus era infinitamente mau; hoje, o que não contribui para a felicidade do homem é mau, injusto e impossível de atribuir à deidade. Antes, o bem do homem consistia basicamente em glorificar a Deus; hoje, a glória de Deus consiste no bem do homem. Antes, o homem vivia para glorificar a Deus; hoje, Deus vive para servir o homem.
O iluminismo não era contra a religião; apenas declarava que nosso conhecimento de Deus não deveria vir da Bíblia, mas pela luz universal da natureza. Como tais, todas as religiões do mundo eram essencialmente iguais, fundamentadas como estavam na observação natural e na experiência. A Bíblia foi vista como um livro proveitoso, mas não considerada a revelação de um Deus pessoal. A razão humana foi elevada acima da revelação.
O iluminismo foi uma benção mesclada. Por um lado, enfatizou a liberdade religiosa e a tolerância no melhor sentido da palavra. Dois séculos antes, a Reforma tinha inspirado nova vida espiritual em regiões da Europa. Esta luz, porém, era frequentemente oculta, senão extinta, pelas controvérsias religiosas que se seguiram anos mais tarde. Podemos entender por que as pessoas foram alimentadas com a intolerância da era. Ele deu ênfase muito necessária na liberdade de aprendizagem e na liberdade de consciência.
Infelizmente, o iluminismo também introduziu densas trevas. Quando a Alemanha (e toda a Europa, no que diz respeito ao assunto) resolveu optar por aquela teologia mais amável e gentil, referida anteriormente, o Evangelho de Cristo ficou obscurecido. O homem tornou-se o juiz da religião e da moralidade, e apesar dos ideais nobres, as trevas – profundas trevas – desceram.
Crimes cometidos em nome da religião (e houve muitos) empalideceram de insignificância em comparação com os crimes cometidos em nome de uma visão ateísta do homem e do mundo. Não é apenas um acidente histórico que Buchenwald, um dos campos de concentração de Hitler, esteja situado a somente seis quilómetros de Weimar – uma ironia que evidentemente não passou despercebida pelo Fuhrer. Contaram-me que ele teve o pervertido prazer de estabelecer um campo da morte bem junto aos limites da cidade que era o orgulho da tolerância e da glória do homem.
É um escândalo, além de irónico, que quando os homens se livram das disciplinas da religião revelada, a liberdade acabe em escravidão. A tirania religiosa deve, é claro, ser abominada; mas quando o género humano usa a ambicionada liberdade para negar Deus, segue-se uma tirania pior.
Quando perguntaram a Solzenitsyn como poderia tantos milhões de pessoas serem brutalmente assassinadas sob a bandeira do ateísmo, ele respondeu: “Nós nos esquecemos de Deus”. Dostoiévski tinha razão: “Quando Deus não existe, tudo é permitido”.
Falando dos falsos mestres, Pedro escreve: “Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do qual faz-se também servo” (2 Pedro 2.19).
Esta troca de pensamento levou a outras óbvias mudanças no modo como a verdade (se é que ela existe) foi vista. Ideias trazem consequências. Quando subimos a bordo de um trem ideológico, temos de ir até o seu destino final.(Erwin E. Lutzer; Cristo Entre Outros Deuses; CPAD; pp. 34-36)


         A maneira como vemos o mundo pode mudar o mundo.

(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 32)

Nossas escolhas são formadas pelo que acreditamos ser real e verdadeiro, certo e errado, bom e bonito. Nossas escolhas são formadas pela nossa cosmovisão ou “visão de mundo”.

(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 32)

Nossa maior tarefa na vida é descobrir o que é verdadeiro e viver de acordo com essa verdade. Como vimos anteriormente, toda cosmovisão pode ser analisada pela maneira como responde a três perguntas básicas: De onde viemos, e quem somos (criação)? O que deu errado com o mundo (queda)? E o que podemos fazer para consertar isso (redenção)? Estas três perguntas formam uma grade que podemos usar para quebrar a lógica interna de todo o sistema de crença ou filosofia que encontrarmos, dos livros escolares em nossas salas de aula até as filosofias implícitas que dão forma à mensagem que ouvimos no programa de auditório de Ophra Winfrey.
(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 32)

A base da cosmovisão cristã, é calro, é a revelação de Deus nas Escrituras. Ainda assim, tristemente, muitos crentes não conseguem entender que as Escrituras são intencionadas para ser a base de toda a vida. Nos séculos passados, o mundo secular estabeleceu uma dicotomia entre ciência e religião, entre facto e valor, entre conhecimento objectivo e sentimento subjectivo. Como resultado, os cristãos costumam pensar em termos da mesma falsa dicotomia, permitindo que nosso sistema de crença seja reduzido a pouco mais que sentimentos e experiências privados, completamente divorciado dos factos objectivos.(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 32)

Mas a ênfase demasiada no relacionamento pessoal pode ser também a maior fraqueza de todos nós, evangélicos, porque pode impedir-nos de ver o plano de Deus para a nossa vida além do ponto da salvação pessoal. O Cristianismo genuíno é mais do que relacionamento com Jesus, tanto quanto se expressa em piedade pessoal, frequência à igreja, estudo da Bíblia e obras de caridade. É mais do que discipulado, mais do que acreditar em um sistema de doutrinas sobre Deus. O Cristianismo genuíno é uma maneira de ver e compreender toda a realidade. É uma cosmovisão, uma visão do mundo.
A base bíblica para esse entendimento é a narrativa da criação, onde nos é dito que Deus falou e tudo veio a existir do nada (ver Génesis 1 e João 1:1-14). Tudo o que existe veio à existência mediante o seu comando, e é por essa razão sujeito a Ele, encontrando propósito e sentido nEle. A implicação é que em todo o assunto que investigamos, desde ética económica até ecologia, a verdade só é encontrada em conexão com Deus e sua revelação. Deus criou o mundo natural e as leis naturais. Deus criou os nossos corpos e as leis morais que nos mantêm saudáveis. Deus criou as nossas mentes e as leis da lógica e da imaginação. Deus nos criou como seres sociais e nos deu princípios para instituições sociais e políticas. Deus criou um mundo de beleza e princípios de criação estética e artística. Em toda área da vida, conhecimento genuíno significa discernir as leis e ordenanças pelas quais Deus estabeleceu a criação, e então permitir que essas leis modeles a maneira pela qual devemos viver.Como diziam os pais da igreja, toda verdade é verdade de Deus. (…)
(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 33)

A guerra cultural não é sobre aborto, direitos dos homossexuais, ou o declínio da educação pública. Esses são apenas os conflitos. A verdadeira guerra é uma luta cósmica entre a cosmovisão cristã e as várias cosmovisões seculares e espirituais que estão em ordem de combate contra ela. Isso é o que devemos entender se vamos ser efectivos tanto em evangelizar nosso mundo hoje, como em transformá-lo para reflectir a sabedoria do Criador.
(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 36)

Huntington predisse um conflito entre as cosmovisões das três mais tradicionais civilizações: o mundo ocidental, o mundo islâmico e o leste confucionista. Mas um de seus ex-alunos, o cientista político James Kurth, discordou dele afirmando que o conflito mais significativo seria na própria civilização ocidental – entre os adeptos do modelo judaico-cristão e aqueles a favor do pós-modernismo e do multiculturalismo.
(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 37)

Devemos saber não só qual é a nossa cosmovisão e porque acreditamos nela, mas também como defendê-la. Também devemos ter algum entendimento das cosmovisões contrárias e porque as pessoas acreditam nelas. Somente então poderemos defender a verdade de maneira encantadora e persuasiva.
(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 45)

Os contornos de um sistema de vida cristão se tornarão claros nas quatro secções que se seguem: criação – Deus trouxe o mundo à existência através da sua palavra e criou a humanidade à sua imagem; queda – a condição humana é desfigurada pelo pecado; redenção – Deus em sua graça proveu uma maneira de nos reconciliar consigo mesmo; e restauração – somos chamados a trazer esses princípios a todas as áreas da vida e criar uma nova cultura.
Equipados deste entendimento, podemos mostrar não somente que a cosmovisão cristã oferece as melhores respostas – respostas que concordam com o senso comum e com a mais avançada ciência – mas também que cristãos podem tomar as armas espirituais na grande luta cósmica entre cosmovisões conflitantes.
Ousaríamos acreditar que o Cristianismo pode ainda prevalecer? Devemos acreditar nisso. Como afirmamos no começo, este é um momento histórico de oportunidade, e quando a Igreja é fiel ao seu chamado, isso sempre leva a uma reforma da cultura. Quando a Igreja é verdadeiramente Igreja, uma comunidade vivendo em obediência bíblica e contendendo pela fé em toda área da vida, ela certamente reavivará a cultura em volta ou criará uma nova.
Religião não é reflexo ou produto da cultura, mas justamente o contrário. Como argumentou o grande historiador do século XX, Christopher Dawson, o culto está na raiz da cultura (considerando “culto” em seu sentido básico como um sistema de adoração religiosa). O já falecido filósofo político Russell Kirk concordou: “É a partir da associação em um culto, um corpo de adoradores, que a comunidade humana cresce”.
A ostra oferece uma boa analogia. Ostras fazem suas próprias conchas, de forma que se uma concha é mal formada, o problema não está na concha, mas na ostra. Da mesma forma, quando a cultura se deforma e degenera, não pergunte o que aconteceu de errado com a cultura; pergunte o que deu errado com o culto – o cerne religioso. “Quando a crença no culto tiver sido completamente enfraquecida, a cultura degenerará rapidamente”, escreveu Kirk. “A ordem material repousa na ordem espiritual.”
A esperança para o mundo de hoje é uma ordem espiritual renovada e vibrante, um culto criador de cultura, homens e mulheres de outra estirpe, em disposição de batalha para a grande guerra de princípios contra princípios. Uma batalha que coeça assim: “No princípio…”

(Charles Colson & Nancy Pearcey; E Agora Como Viveremos?; CPAD; 58,59)


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