domingo, 26 de junho de 2016

Subsidio CPAD adolescentes estudar historia n.1




           A relevância de se estudar a História da Igreja




A Igreja Cristã, juntamente com o meio que a circunda, têm se esquecido daquilo que realmente é importante, enlaçando-se muitas vezes na ambição das conquistas e deixando de lado a utilização de uma profunda análise acerca da sua vida espiritual. O passado, que é poderoso para mostrar os erros dos homens e auxiliá-lo a não tropeçar nas mesmas pedras, está sendo olvidado e tomou o adjetivo de irrelevante, frente ao exacerbado anseio da vanglória futura. A Igreja Cristã tem deixado de lado o apreço pela sua história, esta, apresenta momentos de extrema relevância para um aprendizado sobre doutrina, adoração, comunhão e zelo pela Palavra. Novas heresias surgem todos os dias, muitas que já foram combatidas e desmascaradas pelos Pais da Igreja e Reformadores. Perdeu-se a necessidade de santificação, processo de bastante relevância para os irmãos puritanos. Alguns cultos caracterizam–se pela mornidão e falta paixão em alguns membros pelo Senhor, paixão que estava presente na vida dos grandes avivalistas. Outras denominações vivem um sentimentalismo exagerado, onde o homem se promove e a Bíblia e sua mensagem não são expostas como deveriam.
Em seu livro O Cristianismo através dos séculos, Earle E. Cairns (2008) trabalha a história da igreja cristã numa perspectiva informativa e didática, enumerando pontos relevantes no que concerne a importância do estudo dessa temática.
Ele destaca que a história da igreja é uma síntese na qual se pode compreender o passado do Evangelho e sua aplicação na vida do crente; ela serve para a compreensão do presente; é um guia; revela-se como uma força motivadora; destaca-se como uma ferramenta prática e uma força libertadora.
 “A história da Igreja será apenas um enfadonho exercício acadêmico de recordação dos fatos se não se descobrir o seu valor para o cristão. Os antigos historiadores tinham grande apreço pelos valores pragmáticos, didáticos e morais da história, o que não caracteriza a maioria dos historiadores modernos. O estudante consciente dos valores apreendidos no estudo da história da Igreja Cristã tem bons motivos para se interessar por essa área particular da história humana (CAIRNS, 2008, p. 18).”
 É de suma importância o estudo da História, seja qual for o objeto que se irá analisar. Contemplando o passado com o objetivo de tirar lições significativas, com certeza serão encontradas informações relevantes e muitas vezes decisivas para a solução de problemáticas que insistem em interferir no seio da igreja, como por exemplo, o apego às coisas materiais, a deficiência nos estudos das Escrituras, o comodismo no que concerne ao evangelismo e o distanciamento da esperança pela volta de Cristo. Os preconceitos em relação a disciplina de história devem ser abandonados, e
“O preconceito mais comum é que a história não tem grande importância, e que a única razão para  estudá-la é que alguém fez dela uma exigência no currículo. É certo que alguns trazem consigo as histórias de algum herói ou heroína de sua própria tradição: trazem histórias ou talvez  passagens da vida de Lutero, de Calvino ou de Susanna Wesley. Outros possuem algumas opiniões sobre os episódios mais tristes da história da igreja: da inquisição, das cruzadas, de Alexandre VI etc. Mas o fato é que a maioria sabe pouco da história da igreja, sabe que sabe pouco e não acha importante saber mais (GONZÁLEZ, 2010, p. 17).”
A igreja contemporânea precisa estudar e aprender com o seu passado.Também é necessário considerar os erros que procedem do fato de não analisá-lo, e por fim, concluir quão proveitoso será para a sua saúde diária a absorção dos episódios que estão presentes em sua história, acontecimentos estes que foram e sempre serão relevantes para esta geração e para as que ainda surgirão.
Referências:
CAIRNS, Earle Edwin. O cristianismo através dos séculos: uma história da Igreja Cristã. São Paulo: Vida Nova, 2008.GONZÁLEZ, Justo L. Ensaios sobre a história da igreja: um vislumbre do futuro da igreja. São Paulo: Hagnos, 2010.


Nenhum comentário:

Postar um comentário