domingo, 26 de junho de 2016

Lições BETEL adultos evangelho do reino n.1



     MATEUS: O EVANGELHO DO REINO
   (Lição 01 - 3 de Julho de 2016)



TEXTO ÁUREO

“E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mateus 4.23).

VERDADE APLICADA

O evangelho de Mateus demonstra que o Senhor Jesus é o Rei prometido previsto no Antigo Testamento.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

·  ENSINAR os elementos usados por Mateus para a redação de seu evangelho;
·  MOSTRAR o que Mateus tinha em mente quando reuniu todo o material que comportaria o seu evangelho;
·  APRESENTAR características peculiares ao evangelho de Mateus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Mt 4.23 - E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.
Mt 4.24 - E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava.
Mt 4.25 - E seguia-o uma grande multidão da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia, e de além do Jordão.

                                               INTRODUÇÃO

O estudo do evangelho de Mateus nos irá proporcionar a alegria e o prazer de conhecer Jesus, não só como salvador, mas também como o Rei Eterno, cuja trajetória começa com sua genealogia e nascimento (Mt 1 e 2) e vai até sua morte e ressurreição (Mt 26 a 28). No entanto, o destaque do livro está na visão do evangelista acerca do caráter messiânico de Jesus e de sua visão do Reino dos Céus. É este Reino instaurado entre os homens que fez e continua fazendo a diferença na humanidade (Mt 3.1 a 7.29). O estudo desta primeira lição tem como proposta refletir sobre os aspectos gerais do Evangelho de Mateus, também denominado: Evangelho do Reino.

1. QUEM FOI MATEUS?

Na ordem bíblica, Mateus é aceito pela maioria dos estudiosos como o autor do primeiro livro do Novo Testamento. Chamava-se Levi, e era filho de Alfeu (Mc 2.14-17; Lc 5.27-31). Seu nome em aramaico era “Mattatyah” e significa “Dádiva de Deus”. É consenso entre os estudiosos que o autor do Evangelho, além de judeu e cristão, tinha também profundo conhecimento do trabalho dos publicanos (Mt 5.46; 9.10-11). Ele tinha também uma mente extremamente organizada e procurou estruturar seu livro de forma a facilitar a compreensão por parte dos leitores. Com isso, o seu trabalho, além de organizado e fácil de ser estudado é também pedagógico e próprio para leituras públicas, com estrutura própria não só para o ensino, como também, para o uso nos cultos, o que tornou o seu evangelho, não só o mais lido, como também, o mais utilizado e comentado pelos cristãos primitivos.

1.1. Mateus, um coletor de impostos

Mateus era um cobrador de impostos e servia ao rei Herodes Antipas em Cafarnaum, no porto do Mar da Galileia (Lc 3.1). Provavelmente coletava os impostos sobre os produtos que passavam pelo porto, bem como dos pescadores que ali exerciam suas profissões. O Império Romano certamente mantinha também pessoas espalhadas pelo reino encarregadas de recolher impostos e taxas que o povo devia ao imperador. Por serem funcionários públicos a serviço de Roma, eram também conhecidos como publicanos (Mt 10.3). Essas pessoas, obviamente, não eram bem-vistas pelos próprios conterrâneos, pois, tinham esse trabalho como uma afronta à liberdade de seu povo, além de os acusarem de extorquir propinas e de receberem subornos (Lc 3.12-14). Mateus, como bem disse o comentarista da lição, não era um publicano comum. Ao que parece ele exercia muita influência sobre os demais cobradores de impostos (Mt 9.9-13). Era homem rico, educado, conhecedor da língua grega e aramaica, mas sua profissão fazia com que ele fosse desprezado pelos judeus, que os considerava como pecadores (Mt 11.19; Mc 2.16; Lc 7.34; 15.1-2). Mateus estava em pleno exercício de sua ocupação profissional quando Jesus o chamou para seguir. “Depois, indo adiante, Jesus viu assentado na alfândega um homem, chamado Mateus, e lhe disse: Seja meu seguidor” (Mt 9.9). Ele imediatamente deixa as suas responsabilidades profissionais de coletor de impostos e se torna um discípulo de Jesus (Mt 9.9; Mc 2.14; Lc 5.27-28). A exemplo de Mateus, quantas pessoas também tem sido atingidas pelo evangelho em seu ambiente de trabalho, desenvolvendo suas habilidades profissionais? A Palavra de Deus deve chegar até os pecadores não importa onde e a quem! (Mc 16.15; Mt 28.19-20).

1.2. Mateus, um dos doze apóstolos

Não há dúvida, quanto à identidade do antigo publicano Levi com o posterior Apóstolo Mateus, principalmente, quando se compara as passagens paralelas (Mc 2.14-17; Lc 5.27-31), bem como os costumes dos judeus de adotarem novo nome, por ocasião de alguma circunstância ou evento importante na vida (Gn 17.5; 35.10; Mc 3.16; Jo 1.42; At 4.36; 12.12; 13.9). Ao incluir seu nome na lista dos apóstolos, é trocado o nome de “Levi” por “Mateus”, porém, mantém o cognome de “o publicano”, ou seja, trocou o seu antigo nome, mas não suprimiu seu cognome, ainda que fosse desprezível (Mt 10.3; Mc 3.18, Lc 6.15). Segundo o comentarista da lição, apesar dele ser citado poucas vezes no dia a dia do ministério de Jesus, não significa dizer que ele não tenha participado ativamente junto com o mestre e os demais apóstolos. Ele é citado, por exemplo, junto com os demais fazendo parte da comissão enviada por Jesus para evangelizar (Mc 3.18; Lc 6.15). Estava também com os outros discípulos no cenáculo depois da ascensão de Cristo (At 1.13), etc. O martirologista Inglês, John Fox, no “Livro dos Mártires”, diz que o Apóstolo Mateus passou seus últimos anos de vida na proclamação do evangelho na Etiópia e outras regiões. Morreu martirizado na cidade de Nadabá no ano 60 dC.

1.3. Mateus, um evangelho precioso

Do ponto de vista literário, o evangelho de Mateus, tem sido dentre todos os demais evangelhos, o mais precioso. A literatura cristã dos primeiros séculos faz mais citações a Mateus do que qualquer outro evangelho. Os pais da igreja colocaram o evangelho de Mateus no começo do Cânon do Novo testamento, provavelmente, por causa da influência e da importância que lhes atribuíam. De fato, o livro de Mateus é precioso em seus materiais e por isso não pode ser estudado e analisado sob apenas um aspecto ou fator. O Comentário Bíblico Broadman, disse que: “Mateus foi um livro eclesiástico destinado a satisfazer muitas necessidades: evangelismo, missões, apologia, ensino, disciplina e adoração.”
   
2. AS ORIGENS E O PROPÓSITO DO EVANGELHO

Mateus, assim como os demais evangelistas, não escreveram para satisfazer a curiosidade em torno da história de Jesus. Apesar deste não ser o objetivo, Mateus e os outros evangelistas acabaram traçando uma biografia de Jesus no Novo testamento. O propósito primordial do evangelho de Mateus era mostrar a gloriosa culminação do tipo e da profecia do Antigo testamento, ou seja, provar que Jesus Cristo era o filho de Davi, o rebento do tronco de Jessé, o Messias prometido; e, revelar também que o nascimento, a vida, o sofrimento, a morte e a ressurreição de Cristo são cumprimentos da Antiga Aliança, o qual fornece evidencias tanto pela tábua genealógica, no qual reivindica que Jesus é o Filho de Davi, como pela referencia contínua que faz ao Velho Testamento. Ele inclui em seu livro  53 citações e pelo menos 76 referências ao Antigo Testamento. Usa, por exemplo, inúmeras vezes a frase “para que se cumprisse”, mostrando que em Jesus estava se cumprindo as grandes profecias da antiguidade (Mt 1.22; 2.15,23; 4.14-17; 5.17-20; 12.17-18; 13.34-35; 21.4-5; 27.9-10). Estes foram os principais fatos cujo autor desejava imprimir aos seus leitores.

2.1. Data

Não se conhece a data exata em que foi escrito este Evangelho. Na verdade o que existe são apenas especulação em torno da data e da língua à qual foi escrito originalmente. Uns admitem ter sido escrito entre os anos 50 e 60 dC, outros entre os anos 60 e 70 dC, outros depois do ano 70 dC. Contrário do que supõe o nosso comentarista e outros estudiosos, pode-se duvidar de que tenha sido escrito depois do ano 70 d.C., pois na profecia de que trata sobre a ruína de Jerusalém, não se alude à referida queda como fato consumado (Mt 24.1-28). Os que dizem ter sido escrito posterior ao ano 70, são geralmente os mesmo que não atribuem a Mateus a autoria. Já quanto à especulação originaria da língua à qual foi escrito o evangelho, os pais da igreja concordam em afirmar que este evangelho, não só foi escrito por Mateus, como também ele escreveu primeiro em aramaico e depois traduzido para o grego, muito embora, não se tenha evidências sobre a existência do original em aramaico, mas somente no grego. 

2.2. Destinatários

Muito embora alguns textos do livro de Mateus e o testemunho dos pais da igreja deixem entender que ele tenha sido destinado aos judeus recém-convertidos, como uma espécie de manual de instrução na fé, não podemos deixar de observar, como fez o comentarista da lição, de que esse é o mais universal de todos os evangelhos (2.1-12; 8.11-12; 13.38; 21.43; 28.18-20). O fato de o evangelista fazer inúmeras citações e alusões ao Antigo Testamento, bem como não perder tempo com explicações sobre costumes judaicos, demonstra que ele escreveu direcionado a uma comunidade que conhecia bem esses costumes. No entanto, não podemos afirmar que Mateus restringiu seu evangelho somente a estes. Assim, não obstante os textos indicarem que seu público alvo seja os judeus, ou judeus convertidos, sua visão é universal, pois também visava satisfazer ás necessidades da igreja em crescimento. Ele tinha uma visão muito clara entre a Antiga e a Nova Dispensação, entre o Judaísmo e o Cristianismo (Mt 9.16-17).

2.3. O propósito

Como bem disse o comentarista da lição, o Evangelho de Mateus cumpre vários propósitos simultaneamente. Ao mesmo tempo em que ele escreve com o propósito de provar que Jesus de Nazaré era o Messias prometido, também, escreve com o propósito de levar as Boas Novas provendo aos seus leitores um relato da vida e  ministério de Cristo. Para levar a efeito os seus propósitos, ele destaca a linhagem davídica e abraâmica de Jesus (Mt 1.1). Este texto liga imediatamente às duas importantes alianças do Velho Testamento. A aliança Davídica de estabelecer seu trono eterno (2 Sm 7.8-16; Is 9.6-7; Jr 23.5-6) e a aliança abraâmica da promessa (Gn 12.3; Gl 3.8; Jr 23.5; 33.15; Hb 11.17-19). Assim, simultaneamente ele apresenta Cristo como o Messias Prometido, o descendente direto do trono de Davi, bem como, expõe relatos da vida terrena do Filho do Homem.     

3. CARACTERISTICAS GERAIS DO EVANGELHO

Nas características gerais apresentadas pelo comentarista da lição, ele introduz fazendo algumas perguntas: quem era Jesus e o que pretendia? Como Ele se destaca no evangelho de Mateus? O evangelista Mateus apresenta um Jesus do qual ninguém pode ignorar. A despeito de tudo que ele apresenta, do nascimento miraculoso até a ressurreição em glória, para provar que Jesus era o Filho de Deus, o Messias Prometido. Ignorá-Lo seria uma grande loucura. Ele próprio interroga seus leitores dizendo: “Quem é este que até o vento lhe obedece?” (Mt 8.27). Mateus e o próprio Jesus quer que nós saibamos quem de fato Ele é! Ele quer que nós O conheçamos! (Mt 16.13-19). Sabes tu dizer quem Ele era? Se Jesus não era tudo o que Mateus alegava que Ele era, teremos no livro de Mateus, e, porque não dizer na Bíblia, a maior fraude de toda a história da humanidade. Mateus e todos os demais escritores bíblicos seriam mentirosos e Jesus um doente mental, pois nenhum ser humano, em sã consciência, seria capaz de falar o que Jesus disse de si mesmo (Jo 11.25-26; Jo 8.51-59). Particularmente, não tenho dúvida! Jesus é o Filho de Deus, Salvador e Senhor Supremo e Absoluto na minha vida!   

3.1. Contexto histórico inicial do evangelho

O contexto histórico apresentado por Mateus para a primeira vinda de Jesus situa-se dentro de um ambiente cultural da civilização grego-romana e de um ambiente político do Império Romano. Depois de um século de relativa independência, sob a influência dos gregos, os judeus caíram sob o domínio romano em 63 a.C. O império foi hierarquicamente estruturado em inúmeras províncias. A Palestina era uma das províncias de Roma e Herodes, o grande era quem governava (Mt 2.1-19). O termo “Herodes” não era um nome propriamente dito, mas um título, dado a um clã de governadores no tempo de Jesus. A vida e o destino dos membros deste clã quase todos cruzaram com a vida de Jesus e de seus apóstolos. Vários membros desse clã são mencionados no Novo Testamento, o que gera confusão na hora de identificar cada um deles. Quando Herodes, o grande, morreu, ainda na infância de Jesus, Roma dividiu a palestina em quatro partes, cada qual governada por um tetrarca (tetrarca significa governante de um quarto). Três filhos de Herodes, o grande (Arquelau, Herodes Antipas e Herodes Filipe II) recebeu cada um uma parte e um quarto foi conferido a um homem que não pertencia ao clã, chamado Lisânias (Lc 3.1). Arquelau foi constituído tetrarca da Judeia, Samaria e Idumeia (Mt 2.19–23); Herodes Filipe II, tornou-se tetrarca da Itureia e de Traconite (Lc 3.1), e; Herodes Antipas, simplesmente conhecido como “Herodes” nas Escrituras (Lc 8.3) tornou-se tetrarca da Galileia e Pereia (Mt 14.1; Lc 3.1, 19; 9.7; At 13.1). Este se tornou o Herodes mais conhecido do Novo Testamento, pois reinou na Galileia durante o ministério pessoal de Jesus e foi o responsável pela decapitação de João Batista (Mt 2.13-18; 14.1-12; Mc 6.14–29).

3.2. A apresentação de Jesus

Mateus, como os demais evangelhos apresentam alguns traços comuns da vida e da humanidade de Jesus, ainda que não tão quanto à sua divindade. De uma maneira geral, o credo da cristandade formula a natureza de Jesus como sendo plenamente Deus e plenamente humano, ou seja, o Deus encarnado assumiu completamente a forma humana (Jo 1.14), tornando-se passível das mesmas limitações físicas e psicológicas comuns a todos os homens. No entanto, o estudo sobre a humanidade de Jesus, ainda que aceito por todos, é pouco falado, estudado e na maioria das vezes, mal compreendido. Embora sua concepção tenha sido um pouco diferente dos demais seres humanos (foi gerado pelo Espírito santo), os demais estágios da vida como: nascimento, crescimento, desenvolvimento, vida familiar, etc foram idêntico ao de qualquer ser humano normal, tanto no seu aspecto físico como intelectual e emocional (Mt 1.1-17; 4.3; 9.36; 14.14; 15.32; 20.34; 26.37; Mc 3.5; 10.14; 11.12; Lc 2.6-7; 2.52; Jo 4.6; 11.33-38; 18.22; 19.2-3; 19.28). No entanto, vale ressaltar que embora Ele tenha assumido todos esses reveses da natureza humana, não abriu mão de sua natureza divina (Fp 2.6-7).    

3.3. Questões escatológicas

As questões escatológicas apresentadas pelo comentarista da lição se referem a uma rápida apresentação dos aspectos presentes e futuros do Reino dos céus. Mas, se um de seus alunos lhe exigisse maiores explicações sobre o Reino dos céus, o que você diria a ele? Por que os evangelhos sinóticos de Marcos e de Lucas citam somente a expressão “Reino de Deus” (Mc 4.11,26,30; 10.30; Lc 7.28; 8.10; 13.18,29) e, Mateus cita tanto “Reino dos céus” como “Reino de Deus”? (Mt 19.23 e 24). Há distinção entre os dois reinos? Ainda que para alguns essas citações paralelas entre os sinóticos se refiram à mesma coisa. Mateus, ao contrário, parece enxergar algo além nestas duas expressões. Se não fosse assim, ele não teria usado por cinco vezes a expressão “Reino de Deus” e trinta e duas vezes a expressão “Reino dos Céus”. O Reino dos Céus pode ser o Reino de Deus, mas o Reino de Deus não é, necessariamente, o Reino dos Céus. Assim, o Reino dos Céus é parte do Reino de Deus, porém, distinto deste. O Reino de Deus pode ser definido como o governo universal de Deus e inclui tanto os seres celestiais como os terrenos de todos os tempos (Lc 13.28-30). É o governo soberano que Deus exerce sobre tudo e sobre todos (1 Co 15.24-28). Este é Eterno e vai de antes da criação do mundo até a eternidade. Já o Reino dos céus pode ser entendido como o governo que se manifestou gloriosamente sobre a face da terra (Mt 6.10; 3.1-2; 4.17). É o governo terreno do Messias, pois se trata do reino prometido no pacto estabelecido com os descendentes de Davi (2 Sm 7.7-10;  Zc 12.8;  Lc 1.32-33). Ele é espiritual e se torna prático com a igreja, por isso, é uma realidade presente no mundo hoje (Jr 23.5; Mt 6.1; 10.7). Diferentemente do Reino de Deus, o Reino dos céus é temporal e vai de João Batista até o final do Milênio (Ap 11.15). O Reino de Deus receberá o Reino dos Céus quando Cristo houver completado sua missão de salvação e tiver colocado todos os seus inimigos debaixo de seus pés (1 Co 15.24-28). O fato do “Reino dos Céus” está inserido no “Reino de Deus”, provavelmente, levaram os evangelistas, Marcos e Lucas, a usarem somente a expressão geral: ”Reino de Deus”. Entretanto, Mateus, por ser o Evangelho do Reino, usa as duas expressões como se quisesse trazer ao nosso conhecimento uma distinção entre duas as expressões. Parafraseando os aspectos presente e futuro do Reino dos céus, seria mais ou menos assim: No seu aspecto presente (Dispensação da Graça), Deus trata com a Igreja, para inseri-la no seu Reino (Jo 3.3-7, Hb 12.14). No aspecto futuro, com a Grande Tribulação, Deus vai tratar com os Judeus, a fim de inseri-los no seu Reino (Zc 12.10; 14.4; Is 66.8; Mt 24.29-31; Rm 11.26); e, no Milênio, Jesus vai tratar com as Nações, para inseri-las no seu Reino (Jl 3.2, 9-16; Ap 20.8-9).

CONCLUSÃO


Era muito conhecida entre o povo a promessa que Deus fizera a Davi de que a partir de sua semente viria o Messias. Naquela época já havia uma expectativa geral pelo seu aparecimento (Mt 9.27; 15.22; 20.30; Mc 10.47; Lc 18.35). Assim, a ideia de Mateus era apresentar claramente aos seus contemporâneos e cristãos que o Reino dos Céus estava sendo instaurado através de Jesus, o Messias. Para Mateus o Reino dos céus não é algo indescritível, nem é uma ideia vaga ou uma esperança utópica, mas uma realidade que se evidencia em superação de doença, sofrimento, pecado, morte, bem como, em libertação dos poderes maléficos que aprisionam os homens. Sendo assim, Jesus não só anunciou a chegada do Reino (Mt 4.17) como também a notificou através de seu ministério de cura, expulsão de demônios e de muitos outros milagres (Mt 11.1-5; 12.28). Mateus foi uma testemunha competente de tudo aquilo que registrou nos dando ampla evidência de que podemos crer que Jesus é o autêntico Filho de Deus e compartilhar com aqueles que ainda duvidam!

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