quarta-feira, 30 de março de 2016

Lições antigas parabola de Jesus (3)




                         Lição 3 - Parábolas -  DIFERENÇA
                        ENTRE O JUSTO E O INJUSTO


2º Trimestre 2005 - As Parábolas De Jesus



TEXTO ÁUREO: “O campo é o mundo, a boa semente são os filhos do Reino, e o joio são os filhos do Maligno” (Mt 13.38).
Ml 3.16 Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram freqüentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome. 17 E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupa-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. 18 Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve.

O campo é o mundo (a boa semente é a Palavra de DEUS)
Mateus 24.14 E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.
Marcos 16.15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
20 E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!
Lucas 24.47 e, em seu nome, se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.
Romanos 10.18 Mas digo: Porventura, não ouviram? Sim, por certo, pois por toda a terra saiu a voz deles, e as suas palavras até aos confins do mundo.
Colossenses 1.6 que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade;
O Joio são os filhos do maligno
João 8.44 Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.
Atos dos Apóstolos 13.10 Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de
perturbar os retos caminhos do Senhor?
1 João 3.8 Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.

VERDADE PRÁTICA: O dia da separação está chegando, quando o trigo do Senhor será recolhido e o joio do maligno, que cresceu entre o trigo, destruído.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 13.24-30

24 Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo;
25 mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se.
26 E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.
27 E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio?
28 E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo?
29 Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.
30 Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.
Comentários preliminares:

13.24,25 A BOA SEMENTE E O JOIO. A parábola do trigo e do joio salienta o fato de que há uma semeadura da má semente de
Satanás paralela à da Palavra de Deus. O campo é o mundo e a boa semente são os fiéis do reino (v. 38). (1) O evangelho e os crentes verdadeiros serão plantados em todo o mundo (v. 38) Satanás também plantará os seus seguidores, os filhos do maligno (v. 38), entre o povo de Deus, para se contraporem à verdade divina (vv. 25,38,39). (2) A obra principal dos emissários de Satanás no reino dos céus na presente era é solapar a autoridade da Palavra de Deus (ver Gn 3.4), e promover a iniqüidade e as falsas doutrinas (cf. At 20.29,30;
2 Ts 2.7, 12). Cristo falou noutra ocasião, de um grande logro entre seu povo por causa desses que se apresentam como verdadeiros crentes, quando na realidade são falsos mestres (ver Mt 24.11). (3) Este fato da coexistência do povo de Satanás com o povo de Deus, na dimensão visível atual do reino dos céus (que é a igreja), terminará quando Deus destruir todos os ímpios, no fim da presente era (vv. 38-43). Para outras parábolas que enfatizam a atual condição da mistura de crentes e descrentes, ver 22.1-14; 25.1-13, 14-30; Lc 18.10-14.

13.30 CRESCENDO JUNTOS. No tocante ao crescerem juntos os verdadeiros filhos de Deus e os filhos de Satanás, disfarçados como crentes (v. 38; cf. 2 Co 11.13-15), consideremos os três pontos a seguir: (1) Os crentes não devem, jamais, procurar desarraigar (i.e., derrotar pela força ou exterminar) os maus aqui no mundo. Os anjos farão isso no final dos tempos (vv. 30, 41). (2) A parábola supra não contradiz as instruções bíblicas vistas noutras passagens que ordenam a igreja a disciplinar os membros que pecam e a excluir da sua comunhão o falso crente não convertido (ver 18.1; 1 Co 5.1). Saiba-se, no entanto, que a disciplina eclesiástica será, na melhor das hipóteses, apenas uma solução parcial para o mal no reino dos céus aqui na terra, no tempo presente. Deus e seus anjos farão a separação final. (3) Os crentes fiéis devem sempre vigiar ante o fato de Satanás constantemente estar infiltrando coisas e indivíduos subversivos em todas as áreas da obra de Deus. De muitas maneiras, os tais apresentam-se como verdadeiros filhos de Deus (ver 2 Co 11.14)

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 13.36-43 O significado do trigo e do joio
Terça – Js 5.11,12 O trigo de Canaã em lugar do maná do deserto
Quarta – Jz 6.11 Trigo no lagar, portanto fora do lugar
Quinta – Pv 11.26 Porque não devemos reter o trigo
Sexta – At 27.18,38 Porque lançaram trigo ao mar
Sábado – Mt 13.30,40-42 O joio será atado e queimado.

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Narrar a parábola destacando as figuras principais.
2- Distinguir os tipos de sementes e seu significado espiritual.
3- Explicar os elementos escatológicos da parábola.

PONTO DE CONTATO:

Professor, como os alunos estão reagindo ao novo tema de estudos? Estão realmente motivados? Crie expectativas favoráveis ao aprendizado de seus alunos. Estimule-os à curiosidade e ao interesse pelas lições seguintes. Isto pode ser feito através de uma pergunta curiosa sobre o tema em questão, de uma breve exposição de assuntos instigantes, afins, ou até mesmo mediante a proposição de desafios tais como “quem melhor ilustra a parábola”, por exemplo. O importante é sempre criar a expectativa de que a aula de hoje será melhor que a anterior.

SÍNTESE TEXTUAL:

A Bíblia usa os termos trigo, cevada e cedro em contraste com o cardo, joio e espinhos. Os três primeiros são relacionados àquilo que é bom, nobre ou legítimo, enquanto que os três seguintes, com o que é mau, sem valor ou ilegítimo (Jó 31.40; 2Rs 14.9; Mt 13.25; Hb 6.7,8). O uso negativo da simbologia do cardo, joio e espinho deve-se ao contexto da maldição de Gênesis 3.18 e Números 33.55.
Nesta parábola, mais uma vez, o contraste é utilizado para acentuar as diferenças em termos de qualidades morais e espirituais entre os filhos do Reino e os do Maligno (Mt 13.38). O conceito de “filhos do maligno”, no Antigo Testamento, era conhecido como “filhos de belial” (1 Sm 2.12), cujos atos eram a idolatria (Dt 13.13), embriaguez (1 Sm 1.16), sacrilégio (1 Sm 2.17,22), desrespeito à autoridade (1 Sm 10.27), falta de hospitalidade (1 Sm 25.17), perjúrio (1 Rs 2.10, 13) e maledicência (Pv 6.12). Estes serão reunidos, julgados e condenados ao sofrimento eterno, queimarão como o joio, o espinho e o cardo. Enquanto os filhos do Reino, assim como o trigo, serão recolhidos ao celeiro, para desfrutarem da glória do Reino de Deus.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:

Professor, para esta lição, elabore um Quadro Representativo. O objetivo é reproduzir o tema e os argumentos principais da lição. Reproduza o modelo abaixo no quadro-de-giz. Caso queira um recurso mais elaborado, disponibilize três folhas de cartolina. Numa, desenhe o globo terrestre e nas demais, escreva o texto conforme o exemplo. Apresente-o na ordem natural da parábola, conforme Mateus 13.36-43.

   

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

Como o povo a quem se dirigia, através de parábolas era um povo que tinha uma vida agrícola ativa, JESUS utilizava-se desta visão para infundir fé e ciência de DEUS em seus ouvintes.
Já é sabido que o campo é o mundo e também sabemos que o mundo jaz no maligno, porém precisamos analisar o que está ocorrendo dentro de nossas congregações, onde o mundo invadiu nossos bons costumes e nossa sã doutrina. A Igreja está no mundo, mas também a "igreja" está no mundo, nesta mistura quem é quem?
Esta parábola traz como principal ensino a necessidade de discernimento espiritual entre os crentes que muitas vezes são envolvidos com artimanhas satânicas advindas de falsos crentes, falsos irmãos que se introduzem na Igreja e levam muitos a se distanciarem do verdadeiro evangelho, como conseguem isto? Porque os crentes estão dormindo.
A intenção desta parábola:
A – Mostrar a ameaça do inimigo na obra de Deus;
B – Prevenir os filhos do reino contra a sonolência sobrevinda pelos cuidados da vida;
C – Orientar os lideres espirituais a lidarem com as situações adversas dentro da obra de Deus;

I. O CAMPO DE PLANTIO (V.24)

As parábolas devem ser interpretadas pelos ouvintes que se interessam por DEUS, assim os ouvintes devem estudar e procurar ajuda do ESPÍRITO SANTO para que entendam corretamente o que JESUS quer orientar-lhes acerca do reino de DEUS. (Jesus deu exemplo ao interpretar as duas primeiras). A ótica da parábola deve ser aplicada ao nosso tempo e cotidiano.

1 – O campo não é só o mundo físico.

Não é apenas o mundo onde o ser humano vive, fala de cada época onde a palavra de Deus é semeada e há uma interferência por parte do mal, na intenção de impedir o avanço do reino de Deus. 1Jo 2.16,17. Fala do mundo das trevas, onde seu príncipe é Satanás e é auxiliado por seus demônios.

2 – O campo hoje.

Hoje em dia o campo semeado fala da nossa geração afetada, de um lado pela propagação do reino de Deus, e, por outro lado, pela má influencia da comunicação e da filosofia distorcida, tanto no mundo em geral como no contexto da denominada Igreja Cristã. Rm 12.2.

II. OS DOIS SEMEADORES (MT 13.24,25)

Hoje o semeador, sou eu, é você crente, saibamos que também temos nosso concorrente, o semeador de contendas e de torcidas doutrinas, o falso crente, o servo de Satanás disfarçado de crente e também os mestres das seitas e mais seitas que invadem o mundo a cada dia, o lobo com pele de ovelhas; como estamos semeando? Estamos semeando o ensino legítimo para desfazer as obras do Diabo?
1. Jesus, o semeador de seu próprio campo.
1 – Cristo – o dono
A – Cristo semeando em seu próprio campo fala do trabalho primário que realizou na terra semeando a palavra e plantando a sua igreja.
Somos semeadores de CRISTO, como seus representantes hoje.
2. O Diabo, o inimigo, semeia o joio no trigal de Cristo.
2 – Diabo – o intruso
A – O intruso semeando no campo alheio fala do diabo procurando afetar a mente e o comportamento dos filhos do reino por meio da má informação e da imoralidade de época.
Ladrão e salteador, veio matar, roubar e destruir (Jo 10)

III. OS DOIS TIPOS DE SEMENTES (MT 13.24,25)

O maligno ao espalhar dolosa e ocultamente a sua má semente no campo do Senhor usou a cilada da semelhança, porquanto o joio é muito parecido com o trigo. Hoje, o Diabo continua fazendo isso através de falsos crentes, falsas bíblias, falsas igrejas, falsos milagres, falso batismo com o Espírito Santo, falsas línguas estranhas, falso louvor etc. Muito cuidado, pois você é planta do Senhor!
1 – O significado de semente na parábola.
A – Palavra boa ou má.
B – Tipo de pessoas (sevos de DEUS ou servos do Diabo)
C – Obra boa ou má.

2 – Joio.
A – São aquelas pessoas que vivem no mundo, convivem com os filhos do reino, algumas que até sustentam a mesma confissão, mas não dão o mesmo testemunho de fé.
B – Algumas são pessoas que apesar de um dia terem sido fiéis a palavra de Deus, ainda vivem na igreja, mas não conservam a mesma conduta, pois o diabo semeou no seu coração o vil caráter.
C – São aquelas pessoas que procuram impedir o crescimento do reino de Deus, tentam de alguma forma, propositalmente, destruir o reino de Deus, como denominações que se levantam ostentando o nome de Jesus, mas liberam o homossexualismo e coisas parecidas, estes são os filhos do mal, citados aqui.

3 – Trigo.
O crente é comparado ao trigo porque:

A – Jesus se comparou ao trigo, sendo assim, o crente ao ser comparado a ele, também divide a mesma essência do caráter de Jesus. (Jo 12.24-Semente de Trigo caída na Terra).
B – A conduta do crente produz na vida das outras pessoas a certeza da conversão, assim, tanto a pregação, como o bom testemunho é semeadura, por isso o crente é como uma semente de trigo, que produz outras sementes.
C – A semente do trigo é boa, e não é como a do joio que destrói, assim, todo verdadeiro crente tem um bom caráter, age com boas intenções e exalta Deus neste mundo. Se alguém se diz crente, mas não faz assim, apenas se parece trigo, mas é joio.
D – A finalidade do trigo é produzir pão para alimentar, ou seja, tem um objetivo, uma função positiva. Todo crente em Jesus deve também ser um abençoador das vidas, se quiser ser visto como membro da comunidade celestial. JESUS disse: "Eu sou o Pão da Vida" (Jo 6.35) JESUS nasceu em Belém - Beit-Lahm - Casa do Pão - Padaria

O joio (v.25). O que é joio?

É uma planta herbácea parecida com o trigo no período de folhagem, no entanto, torna-se diferente ao florescer e frutificar. Na parábola, enquanto os semeadores de trigo estavam “dormindo” (v. 25), o inimigo veio e semeou o nocivo joio, ou seja, os “filhos do Maligno” (Mt 13.38). Só é possível perceber a distinção entre ambos no momento em que surge a espiga do trigo, pois “o joio” produz grãos pardos e embaçados, ao passo que o trigo produz grãos alourados à medida que estes amadurecem.  Assim também muitos estão a enganar os outros, mas um dia haverá a separação entre joio e trigo, no arrebatamento da Igreja teremos a primeira grande revelação de quem é realmente crente e depois durante a mesma e por fim no juízo final.

O trigo (v.25). É digno de nota que o próprio Senhor Jesus comparou-se ao grão de trigo (Jo 12.24). Como já foi dito, na parábola anterior, “a boa semente” é a Palavra de Deus. Nesta parábola, “a boa semente” é o resultado dessa preciosa palavra recebida, entendida e obedecida, isto é, aqueles que por meio dela tornaram-se “filhos do reino”. Ler 1 Pe 1.23.

IV. O TEMPO DA CEIFA

A mensagem de Jesus é clara e final concernente a futura e inevitável separação entre o trigo e o joio, ou seja, “os filhos do reino” e “os filhos do maligno” (v.38). Aprendemos esta verdade por meio de duas respostas objetivas do “Senhor do Campo” às duas perguntas dos “servos”, a seguir.

1 – A primeira pergunta dividida em duas, revela: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem, então, joio?
A – A capacidade que um crente espiritual tem de discernir as obras da carne e as pessoas que a manifestam. As obras da carne são bem conhecidas Gl 5.17-21
B – A realidade da participação do joio na comunidade cristã, porem, é bom sustentar que eles estão ali, como já foi dito, como intrusos.
C – Certas indagações que fazemos a Deus. Veja a coragem com que o servo pergunta sobre a questão da justiça. Lembra habacuque, que também indagava a Deus sobre tantas coisas. Hc 1.2
D – A incomodação que um verdadeiro filho de Deus tem diante da realidade do mal.
O discernimento do Espírito é imprescindível aos santos.

2 – A segunda pergunta, revela: “Queres, pois, que vamos arrancá-lo?”
A – O fruto da justiça revelado nos sentimentos do crente. Ele anseia que o mal seja removido e se pudesse fazê-lo o faria de vez.
B – A consciência do servo. Antes de ele tomar a atitude ele consulta o seu Senhor. É assim que o verdadeiro filho deve fazer. Não podemos tomar uma decisão precipitada, principalmente na hora de julgar uma pessoa, ou excluí-la.

O que a segunda pergunta não quer dizer:

A – Não quer dizer que devemos nos conformar com a injustiça.
B – Não quer dizer que a igreja não tem o direito de agir com disciplina sobre os irmãos.
C – Não quer dizer que o mal reina e que nós, os filhos do reino, não temos poder para eliminá-lo.

A segunda pergunta (v.28). Na resposta do Senhor à segunda pergunta, aprendemos que não é nossa missão eliminar o joio do mal aqui. Os anjos farão isso no futuro (vv. 29, 30, 40-42). Quanto à igreja do Senhor como corpo, a disciplina bíblica deve ser mantida internamente e com amor (1Co 5.11-13; Mt 18.15-17; Hb 12.7-11; 2 Co 6.15-17).

3 – O tempo da ceifa – a retribuição na vida dos falsos cristãos vem:
A – Da lei da semeadura. Nada que se faz neste mundo deixa de ter sua justa retribuição. Quando alguém usa o nome de Jesus para escandalizar o reino, conseqüentemente, tal pessoa está cavando sua própria sepultura.
B – De Deus. Os olhos de Deus estão sobre os homens na terra. Ele não deixará que alguém usurpe o seu nome sem que pague pelo seu erro.
C – Da própria pessoa. Quando uma pessoa tem a chance de ficar velho, uma das coisas que sempre o perseguirá quando a morte se aproximar é a sua consciência. A labuta de um homem finda com a morte e a velhice anuncia que fazer o mal pode levar a seria conseqüências na eternidade.

O tempo da ceifa. A colheita, como Jesus explicou, é o juízo inevitável que se aproxima para os ímpios (vv.30, 39-43). A ceifa só ocorrerá no tempo próprio, quando então os anjos farão a separação entre o trigo e o joio. O senhor do campo ensinou aos seus trabalhadores que não é missão deles eliminar precocemente o joio. A mensagem do dono do campo é: “Deixai crescer ambos juntos até a ceifa” (Mt 13.30).

A ceifa no Juízo Final. Diz o texto: “Por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro” (Mt 13.30). O tempo da colheita será no “fim do mundo”, isto é, no tempo do juízo final de Deus (vv.39,40). Nesta referência, no original, “mundo” não é somente uma era ou época do tempo, mas também o comportamento ímpio do povo dessa mesma era. Nesse tempo do fim, o Senhor fará a separação entre o trigo e o joio. Na vinda do Senhor Jesus, todo o trigo (os salvos) será recolhido para o celeiro celestial (1 Ts 4.15-17). Igreja + Israel salva.

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta parábola o fato da coexistência da igreja com o mal no tempo presente. Cumpre-nos, pois, observar o que diz a Palavra em Tt 2.12: “Vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente”. Devemos viver com sabedoria, prudência e firmeza na fé, sem nos deixar envolver com o mal, com o pecado e com a injustiça.

Lição final desta parábola

1 – o diabo já esta derrotado, não importe o quanto ele interfira na obra do senhor, o quanto minta nesta geração, seu fim já foi decretado e também do joio semeado.
2 – o crente não pode agir com a sua própria ira e emoção com relação às pessoas que não conservam a mesma condição de vida cristã, mas tem que procurar orientação divina para saber lidar com tais situações.
3 – a palavra do Senhor prevalece e sobreviverá a toda e qualquer ameaça do mal.
4 – o joio se infiltra na plantação, mas o bom trigo nunca se mistura, pois sua natureza não aceita compactuar com o mal.
5 – Deus é indagado dia e noite pelas pessoas, como os servos perguntaram ao senhor “por que tem joio no meio do trigo”.  Ninguém é proibido de ter dúvidas sobre o reino de Deus, mas também se deve estar pronto para ouvir a resposta do Senhor.

Nunca se esqueça de que o joio foi semeado porque todos os servos estavam dormindo.
1Ts 5.6 Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;
Cuidemos da obra de DEUS, porém, cuidemos também da casa de DEUS para que seja cheia de verdadeiros servos de DEUS; esta é a nossa responsabilidade professores.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES:
Subsídio Teológico

“Esta parábola representa o estado presente e o futuro da Igreja e do evangelho; o cuidado de Cristo por ela, a inimizade do Diabo contra ela; a mescla de bons e maus que existe neste mundo; e a separação deles no mundo vindouro. Tão propenso a pecar é o homem caído, que se o inimigo semear, poderá seguir o seu caminho, pois a ira brotará e causará dano. Mesmo quando se planta uma boa semente, deve-se ter o cuidado de regá-la e protegê-la. Os servos se queixam a seu senhor: ‘Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente?’. Sem dúvida que sim; seja o que for que estiver mal na igreja, tenhamos a segurança que não é de Cristo. Ainda que os transgressores grosseiros e outros que se opõem abertamente ao evangelho devam ser separados da sociedade dos fiéis, contudo, não há habilidade humana que possa efetuar uma separação precisa: os que se opõem não devem ser arrancados, mas sim instruídos, e com mansidão. E ainda que os bons e os maus estejam juntos neste mundo, contudo, no dia do grande juízo serão separados, e então serão claramente conhecidos o justo e o ímpio: aqui muitas vezes é difícil demais distinguí-los. Se conhecemos o temor do Senhor, não cometemos iniqüidade. Na morte, os crentes brilharam por si mesmos; no grande dia, brilharão ante o mundo. Brilharão por reflexo, com luz emprestada da Fonte da Luz. A santificação deles será aperfeiçoada e sua justificação publicada. Que sejamos achados neste feliz grupo.” (HENRY, Matthew. Comentário bíblico Matthew Henry. RJ:CPAD, 2002, p. 769.)  Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 37.


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