quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Discipulado (33) A igreja de Cristo



                                     A IGREJA DE CRISTO 
                                    MATEUS 18.13-20.



13 - E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?
14 - E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas.
15 - Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
16 - E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
17 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.
18 - Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19 - E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
20 - Então, mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo. 

Eclesiologia é a disciplina da Teologia que estuda a igreja, sua fundação, símbolos e missão, conforme as Escrituras. O vocábulo igreja é formado por duas palavras gregas: pelo prefixo ek, isto é, “a partir de”, “de dentro de” ou “para fora de”; e,klēsis, que significa “chamada”, “convocação”, “convite”. Literalmente quer dizer “chamados para fora”. Em Atos 19.39, ekklēsia é uma “assembléia reunida para fins políticos”; em Atos 7.38 é a congregação ou assembléias dos israelitas, mas em 1 Co 11.18, uma congregação cristã. O termo ainda é usado para designar um “grupo local de cristãos” (Mt 18.17; At 5.11; Rm 16.1,5); a Igreja universal à qual todos os servos de Cristo estão ligados (Mt 16.18; At 9.31; 1 Co 12.28; Ef 1.22); e a Igreja de Deus ou de Cristo (1 Co 10.32; 1 Ts 2.14; Rm 16.16).

“A Igreja é a herdeira da cruz”. Esta declaração de Thomas Adams, além de realçar a importância e a natureza da Igreja de Cristo, deixa bem claro: a Igreja não surgiu de um projeto humano, mas do próprio Senhor.

1.       O QUE É A IGREJA

Como definir a Igreja? William Gurnall assim o faz: “A Igreja não é nada mais do que Cristo manifestado”. Como seus representantes, devemos nos empenhar em ter uma vida santa e irrepreensível, a fim de que os homens, ao ver a nossa conduta, venham a glorificar a Cristo — o cabeça da Igreja.

1.       Definição etimológica.A palavra igreja vem do hebraico qāhāl; e do grego ekklēsia. Ambas as palavras, do texto sagrado, carregam o mesmo significado: reunião pública, ou assembléia regularmente convocada, cujo objetivo é congregar-se para deliberar sobre o bem comum.
2.       Definição teológica.Igreja é o conjunto daqueles que, aceitando a Cristo pela fé, são imediatamente agregados em seu corpo espiritual como sua possessão, a fim de testemunhar acerca do Evangelho.
O mesmo termo é aplicado ao ajuntamento dos fiéis num determinado lugar para adorar a Deus. Com o tempo, a palavra passou a designar o lugar de reunião dos crentes.

1.       A FUNDAÇÃO DA IGREJA

Quando exatamente foi a Igreja fundada? Com o nascimento de Cristo? Com a declaração de Pedro em Cesaréia? Ou com a ressurreição de Nosso Senhor? Embora a Igreja sempre houvesse sido uma realidade na presciência de Deus, ela só passou a existir com o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes (Ef 3.8-11).

III. OS FUNDAMENTOS DA IGREJA

1.       A Palavra de Deus.Solidamente fundamentada na Palavra de Deus, a Igreja não é uma invenção dos discípulos, mas o maior projeto de Deus. O Antigo Testamento revela que, em Cristo, todas as nações haveriam de se congregar em Deus (Gn 12.1-3; Ag 2.7). O fundamento maior da Igreja é, sem dúvida alguma, a Palavra de Deus (1 Co 3.10; Ef 3.5; 2 Pe 3.15-17).
2.       A Declaração de Cesaréia.Em Mateus 16, deparamo-nos com uma das mais concorridas passagens da Bíblia. Os católicos, buscando alicerçar a autoridade papal, afirmam ser Pedro a pedra a que se refere o Senhor Jesus. Já os protestantes asseveram: a pedra em questão não é o apóstolo, mas a declaração que este, inspirado pelo Espírito Santo, fez a respeito da messianidade do Nazareno. Aliás, o próprio apóstolo Pedro afirma que a pedra é Cristo (1 Pe 2.4-8).

1.       A MISSÃO DA IGREJA

1.       Glorificar a Deus.No Sermão da Montanha, exorta-nos o Cristo a agirmos de tal forma, a fim de que os homens glorifiquem ao Pai Celeste (Mt 5.16).
2.       Ser habitação do Espírito Santo (1 Co 6.19).A Igreja é o templo espiritual de Deus; nela habita o Espírito de Deus. Os que a procuram, têm de saber que Deus, de fato, está entre nós (1 Co 14.25).
3.       Tornar conhecida a sabedoria de Deus.Através da exposição das Sagradas Escrituras, pode a Igreja demonstrar quão superior é a sabedoria divina (Ef 3.10,11).
4.       Proclamar o Evangelho.A principal missão da Igreja acha-se mui clara no texto da Grande Comissão (Mt 28.18,19).
5.       Edificar seus membros na Palavra.Através da Palavra de Deus vai a Igreja edificando os seus membros (Ef 4.11-13).

1.       OS MEMBROS DA IGREJA

A Igreja é composta pelos salvos por Cristo oriundos de todas as nacionalidades.
1.       Os judeus.Embora os primeiros cristãos fossem de origem judaica, não tiveram estes a primazia absoluta na Igreja, conforme o demonstra Pedro (At 10.34).
2.       Os gentios.Considerados pelos judeus como cachorrinhos (Mt 15.26), por estarem alijados da comunidade de Israel (Ef 2.12), foram os gentios admitidos à família dos santos com pleno acesso às bênçãos espirituais.
3.       A Igreja de Deus.Formada por judeus e gentios, a Igreja de Deus é vista como a Universal Assembléia dos Santos (Hb 12.22-24).

1.       AS ORDENANÇAS DA IGREJA

1.       Definição teológica.Por constituírem em ordenações explícitas de Nosso Senhor à sua Igreja, assim são denominados o batismo em água e a santa ceia.
2.       O batismo.Constitui o batismo um símbolo da morte e ressurreição de Cristo. Através do batismo, realizado por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.18,19), o novo convertido declara publicamente haver aceitado de forma plena, pela fé, o sacrifício de Cristo. De igual modo, testemunha já haver morrido para o mundo e, agora, ressuscitado espiritualmente, vive em novidade de vida (Rm 6.4).
3.       Santa Ceia.É a Santa Ceia a segunda ordenança observada pela Igreja (Mc 14.12-26). Seus elementos: o pão e o vinho, simbolizam, respectivamente, o corpo e o sangue de Cristo oferecidos em resgate da humanidade (1 Co 11.24,25).
Contém a Santa Ceia duas mensagens centrais:
1.       a) Memorial:leva-nos a recordar o sacrifício vicário de Cristo.
2.       b) Profética:alerta-nos quanto à vinda de Nosso Senhor Jesus para buscar a sua Igreja (1 Co 11.26). 
O destino da Igreja é mui glorioso, conforme as Sagradas Escrituras. Ler Jo 14.2,3; Ef 5.27. Além de sua beleza e distinção no presente, será ela, quando da volta do Senhor, revestida de inefável glória, uma glória, aliás, que somente Jesus pode conceder-nos. Se lermos com atenção os dois últimos capítulos de Apocalipse, seremos constrangidos a orar e a jejuar, a fim de que venhamos desfrutar de tudo quanto Ele preparou-nos na cruz. Se com o Senhor, hoje sofremos; com o mesmo Senhor haveremos de ser glorificados. Resta-nos, pois, suplicar: Maranata: “Ora vem, Senhor Jesus”.


              Igreja (Ekklēsia) de Deus é um povo tirado do mundo.

O mais importante na estrutura da Igreja e que lhe dá a razão de ser e de existir é que ela seja realmente constituída de um povo que, de acordo com as palavras de Jesus, tenha sido tirado do mundo (Jo 15.19). Essa realidade é evidenciada, de modo claro, pela própria palavra que o Novo Testamento usa, em sua língua original (grego), ‘para igreja’ — ekklēsia. Essa palavra é composta de duas outras: ek e klēsisEk significa ‘para fora’, e klēsis, ‘chamado’. Ekklēsia e usada no Novo Testamento 115 vezes [...].
1) Comunidade grega. É usada três vezes para expressar uma assembléia de comunidade grega, tanto legal (At 19.39), como ilegal (At 19.32,40) [...].
2) Israel. É usada duas vezes para designar o Israel de Deus no Antigo Testamento (At 7.38; Hb 2.12), exprimindo, assim, como Deus chamou a Israel dentre os povos para ser um povo seu (Dt 7.6-8)”.(notas BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. 4.ed., RJ: CPAD, 2005, p.214.)





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