quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Discipulado (27) O carater cristão




           A IMPORTANCIA DO CARATER   Efésios 4.17-24.



17 - E digo isto e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido,
18 - entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração,
19 - os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda impureza.
20 - Mas vós não aprendestes assim a Cristo,
21 - se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus,
22 - que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano,
23 - e vos renoveis no espírito do vosso sentido,
24 - e vos revistais do novo homem, que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade. 

 O caráter é distinto do temperamento e da personalidade, embora esteja relacionado a eles. Você sabe distinguir e definir esses três termos? Não? Observe as seguintes explicações: O temperamento refere-se ao estado de humor e às reações emocionais de uma pessoa - o modo de ser. A personalidade envolve a emoção, vontade e inteligência de uma pessoa - aquilo que o indivíduo é. O caráter, influenciado pelo temperamento e personalidade, é o conjunto das qualidades boas ou más de um indivíduo que determina-lhe a conduta - como a pessoa age. Percebeu? Para esta aula, faça uma tabela antitética apresentando aos alunos os aspectos positivos e negativos do caráter, conforme a tabela abaixo. Oculte qualquer uma das colunas e solicite aos alunos que descrevam o aspecto oposto.

Palavra Chave
Caráter: Conjunto das qualidades de uma pessoa que determina sua conduta em relação a Deus, a si mesma e ao próximo.

Ao longo deste trimestre estudaremos o caráter de vários personagens bíblicos. A despeito de ter sido criado à imagem e semelhança de Deus: santo, justo e perfeito (Gn 1.26,27; Ec 7.29; Ef 4.24), o homem não permaneceu nessa condição. Atingido pelo pecado, teve sua natureza moral corrompida (Rm 1.18-32), necessitando assim da nova vida em Cristo (2 Co 5.17). Nesta lição refletiremos sobre o que afirma a Bíblia acerca do caráter do ímpio e do justo.

1.       O CARÁTER HUMANO

1.       Definição.Caráter é o conjunto das qualidades boas ou más de um indivíduo que determina sua conduta em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo. Essas especificidades são responsáveis pela maneira como uma pessoa age, regulando suas escolhas e decisões (Pv 5.21; 16.2,9; 20.6,11). O caráter de uma pessoa, portanto, não apenas define quem ela é, mas também descreve seu estado moral e a distingue das demais de seu grupo (Pv 11.17; 12.2; 14.14; 20.27).
2.       Aspecto bíblico-teológico do caráter.A Bíblia é farta de ensinamentos referentes à virtude, à moral e ao caráter cristão. Os preceitos da Lei, especialmente os do Decálogo (Êx 20), as mensagens éticas dos profetas (Is 10.1,2; Hc 2), os ensinos de Jesus (Mt 5-7), e as doutrinas exaradas nas epístolas (Rm 12.9-21; 1 Pe 3.8-16), revelam a vontade Deus para a vida moral do homem (2 Tm 3.16).
3.       O trabalho do Espírito no caráter do homem.Ao aceitar a Cristo como Salvador, o homem recebe da parte de Deus um novo caráter (2 Co 5.17). O Espírito Santo, por meio de suas ministrações (Rm 8.1-17; Gl 5.22-26), aperfeiçoa-o gradualmente (2 Co 3.18; 1 Pe 1.2). Na continuação, o Espírito da Verdade passa a controlá-lo por completo, de modo que suas ações passam a ser moldadas por Ele (Rm 8.5-11). Uma vez que a imagem perdida no Éden fora restaurada, o homem passa a experimentar e demonstrar uma vida de integridade (Gn 3.11-13; Rm 5.12; 1 Co 15.22,45; Ef 4.23,24).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

O caráter cristão está fundamentado no Decálogo, na mensagem ética dos profetas, nos ensinos de Jesus e nas doutrinas epistolares. Essas normas revelam a vontade de Deus para a vida moral do homem.

1.       CARÁTER DOENTIO

1.       Insensibilidade moral.O pecado tem subtraído do ser humano toda a sua sensibilidade concernente aos princípios e valores morais. Sem que se perceba, sua natureza moral é corrompida (Rm 1.18-32), seu coração é endurecido (Hb 3.7-19) e sua consciência é cauterizada (1 Tm 4.2; Ef 4.18). É nesse ponto que o homem se torna insensível à voz do Espírito, passando a praticar todo tipo de pecado, entristecendo ao Todo-Poderoso (Ef 4.31).
Portanto, é dever de todos os crentes observarem os limites estabelecidos pela Palavra de Deus, para que vivam “como astros no mundo” (Fp 2.15).
2.       Permissividade.É o que acontece quando o homem não resiste às forças do mal (Rm 12.2; Tg 4.7; 1 Pe 5.8,9). Há crentes aceitando e outros até buscando no comércio e na sociedade, o que Jesus terminantemente rejeitou no deserto (Mt 4.3-11).
3.       Mentira.Há muitas formas de mentira. Uma informação falsa passada como se fosse verdadeira constitui uma mentira. Alguém já disse que a mentira é qual cabo de ferramenta que dá em qualquer uma delas. É um tipo de pecado que permeia toda a raça humana em todas as épocas, culturas e civilizações (Sl 116.11). A mentira é do Diabo (Jo 8.44). Mas, Cristo é a Verdade que liberta (Jo 3.16; 8.32,36) e conduz o homem a uma vida pautada na realidade.
4.       Malícia.As palavras são o instrumento pelo qual o ser humano manifesta seus pensamentos, sentimentos, idéias e desejos, conforme as circunstâncias em que vive e com que se defronta (Mt 15.11,18-20). O que o homem pensa e fala reflete seu caráter (Sl 5.9; 7.9). A malícia é um pecado que macula e subverte o caráter cristão (Rm 1.29). Os maliciosos geralmente pensam e falam o pior acerca dos outros e vêem maldade em tudo (Sl 10.7; Lc 11.39). Para os tais, nada é puro (Tt 1.15). A fim de estarmos comprometidos com os valores celestiais (Fp 4.8; Cl 3.2,3), a Palavra de Deus nos admoesta a abandonarmos definitivamente toda malícia (1 Co 14.20; Ef 4.31; Cl 3.8; Tt 3.3-5; 1 Pe 2.1-3).
5.       Concupiscência.Trata-se dos desejos desenfreados, malignos, impuros, corruptores e pecaminosos que afetam o caráter do homem (Rm 1.24; Cl 3.5; 1 Pe 2.11; 1 Jo 2.15-17). A concupiscência se manifesta mediante o desejo descontrolado pelas coisas naturais desta vida a ponto de conduzir o indivíduo à satisfação desses impulsos por meios imorais e ilícitos (Tg 1.14,15). A Bíblia afirma que a única maneira eficaz de se vencer a concupiscência é andar no Espírito (Gl 5.16).
6.       Cobiça.A cobiça é um desejo impetuoso e desequilibrado de adquirir bens materiais, inclusive alheios. A prática da cobiça leva o homem à dívida, ao roubo, à desonra, ao egoísmo, à fraude e, até, ao homicídio (1 Tm 6.10).
7.       Ambição.O lado negativo da ambição é o desejo incontrolável de obter bens materiais ou posições, mesmo que a pessoa já possua essas e outras coisas. Esta atitude é o primeiro passo para que entre no coração do homem o orgulho. Deus, porém, aborrece tais coisas (Pv 16.5; Tg 4.6,16). A ambição torna o homem egoísta, rebaixa seus valores e transforma a sua maneira de agir com os seus semelhantes.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

O caráter doentio é caracterizado pela insensibilidade moral, permissividade, mentira, malícia, concupiscência, cobiça e ambição.

III. COMO PRESERVAR O VERDADEIRO CARÁTER CRISTÃO

1.       Manter-se em comunhão com o Espírito.O ser humano traz em sua natureza uma forte inclinação para o pecado (Rm 7.18-23; Pv 4.14-17). Trata-se de uma tremenda força maligna impossível de ser superada sem a ajuda divina. É justamente por isso que Deus nos enviou seu Espírito para habitar em nós, dando-nos a condição de andarmos em novidade de vida (Rm 6.4; 2 Co 5.17). Somente pelo Espírito Eterno, o crente pode caminhar seguro, resistindo aos desejos da carne (Rm 8.1,9,13; Cl 5.16).
Em Gálatas 5, o apóstolo Paulo enumera várias obras da carne que contaminam o caráter do homem sem Cristo (Gl 5.19-21). Todavia, nesse mesmo capítulo, encontramos um conjunto de valores espirituais que garante a saúde moral do crente (v.22).
2.       Conhecer a Palavra de Deus.A Bíblia Sagrada é a única regra de fé e prática do cristão. Ela nos apresenta o padrão de comportamento necessário ao homem que deseja viver uma vida justa, sóbria e piedosa neste mundo (Tt 2.12). Ao longo da narrativa bíblica deparamo-nos com uma série de valores e virtudes morais e espirituais estabelecidas por Deus para o homem. Todavia, estas qualidades indispensáveis ao ser humano, só foram plenamente identificadas e vividas em Jesus. Hoje sabemos que essas santas virtudes estão ao alcance de todos, por meio da extraordinária obra do Espírito. É imprescindível ao homem conhecer muito bem as Escrituras e o poder de Deus para que não erre na busca de uma vida virtuosa diante de Deus e do próximo (Mt 22.29).
3.       Disciplina.A oração e o jejum, apesar de serem armas espirituais poderosas, são também instrumentos que auxiliam na disciplina do caráter cristão. O jejum, por exemplo, é um sacrifício que agrada a Deus e promove disciplina ao crente (Jz 20.26; 1 Sm 7.6). Portanto, o homem pode e deve pedir a Deus que o auxilie durante o tempo em que busca as virtudes espirituais, éticas e morais expostas na Palavra de Deus.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

O caráter cristão é preservado mediante a comunhão do crente com o Espírito Santo, pelo conhecimento da Palavra e através de uma vida cristã disciplinada.

CONCLUSÃO

Quando uma pessoa aceita a Cristo como Salvador de sua alma, experimenta, imediatamente, uma profunda modificação em seu interior. Essa mudança é demonstrada não apenas nos relacionamentos, mas também nas escolhas, atitudes e responsabilidades assumidas durante a sua nova vida (Cl 3.1-17)..


“Disciplina da Integridade
Para o cristão, o fato mais deprimente é este: existe pouca diferença, na estatística, entre as práticas éticas dos religiosos e a dos não-religiosos. Nas estatísticas do Instituto Gallup, 43 por cento de não-freqüentadores de igrejas admitem que furtam material de escritório, contra 37 por cento dos freqüentadores. Mas, será isto verdade com relação aos verdadeiros cristãos? A resposta é sim. A conduta ética geral dos cristãos varia muito pouco em comparação com os não-cristãos, com grandes exceções, é óbvio. Tristemente, os cristãos são quase idênticos aos não-cristãos:

  Falsificam sua declaração de imposto de renda;
  Cometem plágio/colam;
  Copiam programas de computador ilegalmente;
  Roubam tempo;
  Dizem aos outros o que estes gostariam de ouvir;
  Obedecem apenas as leis que lhes interessam, seletivamente.

Muitas razões podem ser citadas para reforçar este argumento. A culpa popular recai no subjetivismo e no relativismo moral de nossos dias. Mas a razão principal para a crise de integridade é que nós, humanos, somos fundamentalmente desonestos, mentirosos congênitos (Rm 3.13). Ninguém teve de nos instruir na desonestidade. Mesmo depois de regenerados, se não nos disciplinarmos sob o domínio de Cristo, voltaremos a enganar, da mesma maneira como o pato volta para a água”.
(HUGHES, R. K. Disciplinas do homem cristão. 3.ed., RJ: CPAD, 2004, p.115-6.)

Para que você se torne o homem ou a mulher que o Senhor deseja, é necessário que seu temperamento, personalidade e caráter se tornem subservientes aos projetos de Deus para a sua vida. Até que Deus prevaleça sobre nossas vidas, alguns precisam ser jogados numa cisterna, como José (Gn 37.20); outros, ser alimentados por corvos, como Elias (1 Rs 17.6); e, alguns, apresentar sua língua aos serafins, como fez Isaías (Is 6.6,7).
O caminho que Deus escolhe para forjar o caráter de seus cooperadores algumas vezes é íngreme e inóspito. Mas, quando eles saem da fornalha, é perceptível até mesmo para os pagãos que eles andaram com o quarto Homem na fornalha (Dn 3.25-27). Deus jamais chama alguém para uma grande missão sem que esse escolhido passe por uma profunda transformação moral.
Se você deseja que Deus faça em sua vida o mesmo que fez com José, Elias e Isaías, coloque-se no altar do Espírito; apresente a sua personalidade àquEle que a todos transforma segundo a imagem de Cristo. Só assim você será a pessoa que Deus deseja que você seja.
FONTE CPAD 



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