quarta-feira, 12 de agosto de 2015

lições Betel porta formosa 3 trim -2015 n.7




               ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da LIção 7 
                    Revista da Editora Betel-adultos




O Milagre da Porta Formosa
16 de agosto de 2015

Texto Áureo
“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda”. Atos 3.6


Verdade Aplicada

Testemunhar a Cristo no poder do Espírito Santo é demonstrar em ações aquilo que vimos, ouvimos e vivemos.

Textos de referência


Atos 3-1,2,4,6,7
1 Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona.
2 E era trazido um varão que desde o ventre de sua mãe era coxo, o qual todos os dias punham à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam.
4 E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: Olha para nós.
6 E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.
7 E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.

INTRODUÇÃO

Durante três anos e meio no ministério, Jesus caminhou, orou, dormiu, manifestou Sua glória e instruiu Seus discípulos. Sua meta era que aprendessem e pusessem em prática aquilo que viram e ouviram.

1. A chegada de um novo tempo.

Aquele período de oração foi diferente, tanto para os discípulos de Jesus quanto para aquele homem que há quarenta anos mendigava à porta do templo. Em meio ao fluxo de pessoas que chegava naquela tarde, estavam Pedro e João, os quais, com muita autoridade em nome de Jesus, realizaram tal milagre.

1.1. A porta Formosa ou Dourada.

A Porta Formosa ou Dourada, também conhecida como portão oriental – Golden Gate, é a porta mais importante de Jerusalém. Era feita de latão de Corinto e ricamente ornada. Coberta de ouro e prata, com a luz do sol, a porta produzia um brilho reluzente. Naquela época, essa porta dava acesso ao pátio do Santuário e, posteriormente, ao Santíssimo Lugar, onde somente o sumo sacerdote entrava uma vez por ano. É a mesma porta pela qual Jesus entrou quando foi aclamado rei sob um jumentinho (Mc 11.7-11), a qual foi selada após a Sua entrada triunfal e que somente será reaberta no dia de Sua segunda vinda (Ez 43.1-5; 44.1, 2). Essa porta profética. Diante dessa porta, esse homem conheceu a verdade salvadora, a grandeza do nome de Jesus e a entrada para o Reino.

1.2. Um coxo à porta do templo.

Era costume no Oriente os mendigos se sentarem à entrada dos templos ou santuários. Esse lugar era estratégico e considerado como o melhor de todos porque, quando as pessoas estavam a caminho para adorar a seu deus, estas também se dispunham a ser generosas com seu próximo. Esse homem era da idade de quarenta anos e estava acostumado a mendigar à porta do templo. Porém, naquele dia, ele recebeu o que esmola alguma compraria. O curioso é que o poder de Deus se manifestou do lado de fora do templo, enquanto que, do lado de dentro, o culto era apenas uma cerimônia religiosa e formal. Será que nossa formalidade também não está impedindo que os milagres se processem no interior do templo?

1.3. A virtude de realizar grandes proezas.

O sentimento religioso pode nos cegar ao ponto de não vermos onde Jesus está se manifestando (Mt 15.6; 2Co 4.4). O milagre aconteceu fora do templo. A mesma virtude que se manifestou em Cristo para milagres se manifesta na vida de Seus seguidores (Lc 5.17b; At 1.8). Como esse coxo, muitas pessoas chegam ao templo buscando uma ajuda que amenize seus sofrimentos, mas o Senhor deseja algo mais: a reconstrução de suas vidas. Da mesma forma que Pedro chamou a esse homem incapacitado de andar, o Senhor chama os incapacitados pelo pecado a caminhar no poder de Seu Nome (At 3.12).

2. O que tenho isso te dou.

Pedro manda o mendigo olhar para ele e diz que não tem prata nem ouro. Mas, de repente, diz que é possuidor de algo poderoso e que vai lhe dar. Aquele mendigo recebe um inesperado presente, que não só contagia sua vida, mas a de todos que o conheciam (At 3.6).

2.1. O poder do nome.

Um dito popular nos afirma que ninguém pode dar aquilo que não tem. Pedro e João sabiam que eram portadores de uma virtude sobrenatural e, confiados no nome de Jesus, eles se uniram para dar aquele homem o que ele jamais imaginou receber. O nome de Jesus foi o poder que impulsionou a fé no coração daquele homem (At 3.12). O Senhor deu a cada um de nós uma senha. Com ela, podemos entrar nas esferas do mundo espiritual e realizar grandes proezas. Esta senha é o poder de Seu nome (Mc 16.17, 18). Pedro sabia disso quando afirmou: “o que tenho isso te dou” (At 3.6).

2.2. Andando, saltando e louvando.

Indo para a reunião, muitos deram esmolas àquele homem. De repente, ele entra andando ao lado de Pedro e João e começa a saltar e a pular dentro do templo. O fato mais surpreendente é que o milagre veio de fora para dentro do templo, quando deveria vir de dentro para fora. Esse homem, que antes era imperceptível, agora inflama a todos que ali estão e se torna o centro das atenções (At 3.8). Assim é o Evangelho. Ele saca o homem da posição da vergonha e esquecimento para confundir a todos aqueles que duvidam do impossível (At 3.10; 1Co 1.26-29).

2.3. Esperando receber alguma coisa.

Ele pediu uma esmola, Pedro lhe pediu atenção. Ele esperava receber algo (At 3.5). Pedro disse que não tinha prata nem ouro. Quando pensava em nada receber, recebeu além do que precisava, recebeu o que nunca teve: a capacidade de andar. Pedro e João representaram para aquele homem a esperança. Como servos do Senhor, somos também a esperança desse mundo paralisado. Todos os que se aproximam de nós, esperam receber alguma coisa. Todos nós temos algo a oferecer, mesmo que seja mínimo (Mt 25.15). Podemos não ter prata nem ouro, mas podemos, como Pedro, estender a mão e ajudar a quem estiver à nossa porta (At 3.7).

3. Milagres não acontecem por acaso.

Esse milagre tem muito a nos ensinar sobre um poder que não está confinado a templos. Ele nos mostra que, antes mesmo de orar, a palavra de poder já faz parte de nossas vidas. Pedro não esperou cumprir uma liturgia, ele teve visão e entendimento para realizar tal feito. Vejamos os efeitos provocados por esse milagre:

3.1. Ele foi curado instantaneamente.

Existem casos como Naamã, que o milagre passa por algumas fases até que seja completo. Mas nesse caso, o milagre foi instantâneo. Pedro proferiu a palavra, o levantou pelas mãos e ele começou a andar e saltar dentro do templo (At 3.7-9). Esse homem esteve ali durante toda sua vida, mas nada o impactou tanto quanto naquele dia. Pedro diz que o nome de Jesus produziu fé naquele homem e o fortaleceu pondo-o de pé (At 3.16). E conclui com uma grande verdade: “não foi nossa virtude nem nossa santidade que operou esse milagre, foi o poder do nome de Jesus (At 3.12b).

3.2. Todos o conheciam.

As pessoas ficaram assombradas porque estavam acostumadas a vê-lo, sem jamais acreditar que aquele milagre fosse possível (At 3.10). Poderíamos viver esses momentos em nossos dias. Existem situações que nos acostumamos a ver, que achamos que nunca haverá mudanças. A Bíblia nos ensina que Pedro e João “fitaram os olhos naquele homem” (At 3.4). Eles viram algo que aos olhos naturais não se poderia discernir. Não é somente ir ao templo, mas ir ligado em Deus, pronto para o sobrenatural (Jo 14.12).

3.3. O nome de Cristo foi glorificado.

É preciso compreender que Pedro não pregou para depois orar por um milagre. De forma bastante natural, o milagre atraiu o povo para que então o apóstolo pudesse pregar (At 3.11, 12). Ele começou apresentando o poder de Cristo, em seguida, apresentou o caminho para a salvação. Na época de Pedro, os milagres eram acontecimentos normais na vida dos homens de Deus. O que possuíam de diferente? Qual era o segredo? Eles andavam com Cristo, que cooperava com eles por onde quer que andassem (Mc 16.20; At 4.13). Eles não confiavam em suas próprias forças, estavam alicerçados no nome de Jesus (At 3.12).

CONCLUSÃO


Existem dois tipos de pessoas: as que veem as coisas aconteceram e as que fazem as coisas acontecerem. Devemos sempre pertencer ao segundo grupo. Jesus franqueou para todos os Seus o poder de reproduzir em Seu nome a mesma qualidade de vida que teve e as obras que realizou (Mc 16.17).

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

lições CPAD jovens as catatrofes 16/8/2015 n.7





                          Lições Bíblicas CPAD          
                      Jovens 3º Trimestre de 2015

                          

Título: Novos Tempos, Novos Desafios — Conhecendo os desafios do Século XXI
Comentarista: César Moisés Carvalho 

Lição 7: As catástrofes ambientais
Data: 16 de Agosto de 2015

TEXTO DO DIA

Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador, ao que jura como ao que teme o juramento (Ec 9.2).

SÍNTESE

Diante das catástrofes ambientais, demonstremos o cuidado do Senhor por meio da solidariedade cristã.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 7.17-24
A primeira grande catástrofe


TERÇA — Am 1.1
Terremoto no mundo antigo


QUARTA — Lc 21.11
Os fenômenos naturais no final dos tempos


QUINTA — At 27.14
Um “pé de vento” chamado Euroaquilão


SEXTA — Mc 4.41
O vento e o mar acalmados por Jesus


SÁBADO — Ap 16.18
O último terremoto

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·        DISSERTAR a respeito das catástrofes naturais dos tempos bíblicos.
·        RELACIONAR algumas das piores tragédias naturais deste novo século.
·        CONSCIENTIZAR do papel da igreja diante das tragédias naturais.

INTERAÇÃO

Professor, como está sendo a expectativa de seus alunos em relação aos temas abordados neste trimestre? Eles estão motivados e interessados no estudo, na discussão, a respeito da Igreja no século XXI? Nesta sétima lição, estudaremos algumas catástrofes ambientais ocorridas neste século. A pergunta que ouvimos diante dos desastres naturais acabou se tomando título de uma obra publicada pela CPAD: “Por que coisas ruins acontecem se Deus é bom?”. Sabemos, por intermédio das Escrituras Sagradas, que Deus não aboliu o sofrimento. Enquanto vivermos neste mundo estamos sujeitos às intempéries desta vida. Embora Deus tenha o controle e governo da história, e permita que alguns desastres naturais aconteçam, Ele não pode ser responsabilizado pelo mal que temos presenciado neste século. As tragédias ambientais não são resultado da ação divina, mas da ganância do homem, da destruição da natureza e do descaso de alguns governantes com a vida humana.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Para introduzir o segundo tópico da lição, sugerimos que você mostre algumas figuras, extraídas de revistas antigas ou da internet, a respeito de alguma tragédia natural recente. Peça que os alunos observem as imagens com atenção. Em seguida faça a seguinte indagação: “As catástrofes deste século são um sinal da vinda de Jesus?”. Ouça a todos com atenção. Explique que a volta de Jesus poderá acontecer a qualquer momento, pois os sinais bíblicos da sua vinda estão se cumprindo a cada dia. Contudo, o impacto ambiental que o planeta vem sofrendo, resultado da ganância do homem sem Deus, tem aumentado o número de tragédias ambientais. Conclua enfatizando que a igreja não pode ficar de fora, se excluir, diante das questões ambientais do nosso tempo, pois grande parte das catástrofes deste século, segundo os especialistas, é resultado do aquecimento global, e os crentes também sofrem com os danos deste aquecimento.

TEXTO BÍBLICO

Lucas 13.1-5.

1 — E, naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios.
2 — E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?
3 — Não, vos digo: antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.
4 — E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém?
5 — Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

A lição de hoje aborda um assunto que, neste tempo, muito tem contribuído para a descrença e o abandono da fé em Deus. Curiosamente, não são os países assolados e as pessoas que perderam familiares os que se revoltam contra o Criador, mas analistas que vivem confortavelmente em regiões onde não há registros de tragédias ambientais.
Em momentos de dor, em vez de condenarmos as pessoas, aproveitemos a oportunidade para falar do amor de Cristo e demonstrar a todos a solidariedade cristã. Quanto a nós, estejamos alertas aos sinais: Jesus está às portas.

I. AS TRAGÉDIAS NATURAIS DOS TEMPOS BÍBLICOS

1. Da parte de Deus. Após a Queda, quando a humanidade resolveu rebelar-se contra o Criador (Gn 3.1-24), a primeira grande catástrofe deliberadamente provocada por Deus para punir a rebeldia humana generalizada foi uma inundação de proporções inimagináveis que dizimou todas as pessoas do mundo antigo (Gn 7.17-24), com exceção de apenas uma família de pessoas tementes ao Criador, a família de Noé (Gn 7.13; 9.18,19). A Bíblia também registra várias outras ocasiões em que Deus, de forma proposital, provocou determinados fenômenos para punir o ser humano (Gn 19.24-28; Êx 7.19 — 10.29; 14.15-31; Js 10.11-14; 1Sm 5.1-12; etc.).
2. Permitidas por Deus. As Escrituras Sagradas registram tragédias sem que estas necessariamente tenham sido realizadas pela vontade diretiva de Deus com a finalidade de punir alguém, ou seja, elas foram apenas permitidas pelo Senhor (Jó 1.18,19; At 27.13-15).
3. Por ação maligna. Satanás, ou alguém usado por ele, não detém poder em si mesmo, e sua atuação só se dá por permissão divina e fica circunscrita à vontade de Deus (Jó 2.3-7; Jo 10.17,18; 19.9-11). Evidentemente que isso não significa que devamos ignorá-lo ou subestimá-lo (2Co 2.10b,11).


Pense!

É possível diferençar “vontade diretiva” de “vontade permissiva” de Deus?


Ponto Importante

As tragédias ocorridas no mundo antigo trazem uma lição contundente: Somos frágeis e dependentes de Deus.


II. TRAGÉDIAS NATURAIS DESTE NOVO SÉCULO

1. O tsunami asiático. A mais chocante catástrofe natural deste século foi, sem dúvida, o Tsunami do sudeste asiático, em dezembro de 2004. Esse maremoto atingiu onze países, fazendo com que cidades inteiras sumissem instantaneamente. Foram mais de 300 mil vitimas. Ao lembrar-se desse triste acontecimento, é impossível não recordar as profecias de Cristo quanto aos últimos dias.
2. Terremotos e furacões. No primeiro ano do novo século, 2001, com um intervalo exato de um mês entre si, El Salvador sofreu dois violentos terremotos, matando 3.100 pessoas. No mesmo ano, em 26 de janeiro, um tremor em Gujarat, Índia, fez mais de 20 mil vítimas. Em 2002, também houve abalos sísmicos, mas no final de 2003, um terremoto no Irã matou mais de 31 mil pessoas. O ano de 2005 foi marcado por violentos furacões, a exemplo dos Katrina e Ofélia.
Algo que chama a atenção é que há mais de setenta anos não ocorriam tantos abalos sísmicos. Os terremotos no Irã, na Indonésia, na Índia e no Paquistão também aconteceram em 2005, sendo que nesses dois últimos países o total de mortos ultrapassou a casa dos 75 mil. Assim, o ano de 2005 entrou para a história como um dos piores em relação a catástrofes naturais. As tragédias se intensificaram nos anos que se seguiram, sendo que, em 2010, o terremoto no Haiti ceifou mais de 200 mil vidas, arruinando uma nação em que a pobreza já assola de forma assustadora.
Um mês após o terremoto que devastou Porto Príncipe, foi a vez do Chile. Apesar de não gerarem notícia, por serem considerados de “menor tamanho”, só no último ano da primeira década do século 21, foram registrados 373 desastres naturais que resultaram na morte de quase 300 mil pessoas. Terremotos e outros desastres, inclusive no Brasil, demonstram a fragilidade humana diante da fúria da natureza que “geme e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm 8.22). Estamos vivendo dias difíceis.
3. Deslizamentos. O Brasil quase nunca aparecia em manchetes relacionadas a tragédias naturais, salvo algumas enchentes que atingiram grande parte do suL, sudeste e até o norte do país e viraram notícia. Surpreendentemente, no início de 2011, fortes e intensas chuvas castigaram a região serrana do Estado do Rio de Janeiro, provocando a maior tragédia da história do país. O número de mortos passou de 900, sendo que mais de 7 mil pessoas ficaram desabriqadas e quase 5 mil desalojadas.


Pense!

A intensidade com que tragédias naturais se abatem sobre o mundo, além de ser um sinal da Vinda de Cristo, demonstra também o quê?


Ponto Importante

Mesmo com o espantoso volume do saber atual, as tragédias que devastaram países nesse novo século apontam para a verdade de que o ser humano, e o universo, dependem de Deus.


III. AS MÁS AÇÕES HUMANAS COMO CAUSAS DE ALGUMAS TRAGÉDIAS

1. O pecado na origem de todos os males. Se por um lado não há dúvida de que a Queda é a grande responsável por todos os males que acontecem (Rm 8.19-23), por outro, é obrigatório refletir a respeito do fato de que a falta de responsabilidade do ser humano, sobretudo, por causa de sua ambição desenfreada não ter limites, também é um dos principais fatores que ocasionam algumas tragédias. Dois exemplos ilustram perfeitamente essa verdade.
2. A tese do aquecimento global. É compreensível e até legítimo que as tragédias chamem a atenção de analistas para pensar as possíveis causas dos desastres naturais. Existem diversas teorias, dentre as quais a mais famosa é a do aquecimento global, ou seja, a tese, segundo a qual, o aumento da temperatura terrestre de todo o planeta, originou-se, segundo alguns cientistas, principalmente pela utilização humana de combustíveis fósseis. Existem também muitos pontos de vista contrários a essa conclusão, sendo que alguns chegam a dizer que não existe aquecimento global algum.
3. O impacto ambiental. O impacto ambiental — representado pela poluição, o desmatamento e a falta de planejamento urbano — é fruto da ganância humana, originada na Queda, fazendo com que a busca desenfreada pelo “ter” destrua o planeta (Pv 27.20; Dt 20.19; Pv 12.10). É inegável que tal irresponsabilidade com a administração dos recursos naturais também contribui para a ocorrência de muitas tragédias.


Pense!

Atribuir todas as tragédias ambientais à desobediência do casal progenitor não é algo que nos torna irresponsáveis diante do cuidado com a natureza?


Ponto Importante

Conhecer mais acerca do aquecimento global e do impacto ambiental provocados pelo ser humano é uma atitude sábia, pois mostra a nossa responsabilidade no cuidado ou no trato com a terra.


IV. O PAPEL DA IGREJA DIANTE DAS TRAGÉDIAS NATURAIS

1. As respostas teológicas para as causas dos desastres. Para situar corretamente os casos de calamidade social, é preciso sempre relacioná-las com a Queda, ou seja, ao pecado original (Gn 3.15-17), à rebelião humana que submeteu a criação (Rm 8.18-23) como um todo, aos infortúnios e revezes que, de forma contingencial, atingem indiscriminadamente a todos (Ec 9.1,2).
O texto da Leitura Bíblica em Classe é um exemplo claro de que a adversidade atinge a todos, seja por crueldade, no caso dos galileus (Lc 13.1), seja por fatalidade, no caso dos 18 judeus (Lc 13.4). Aos que assistem, em vez de ficar buscando uma causa teológica ou relacionando o infortúnio diretamente ao pecado pessoal, Jesus advertiu-os a se arrependerem para que não venham a perecer, de igual modo, em seus pecados (Lc 13.3.5).
2. As tragédias ambientais e a Vinda de Cristo. Inundações, terremotos, enchentes e furacões sempre aconteceram ao longo da história. No entanto, devido à brevidade cada vez menor entre um e outro desastre natural, podemos perceber que tais acontecimentos prenunciam a Vinda de Cristo (Mt 24.7,8,29). Isso, contudo, não justifica a postura aventureira de alguns que vivem a fazer predições, tendo até mesmo a audácia de “marcar data” para o retorno do Senhor. Tal postura é incorreta, pois o próprio Jesus Cristo a desaprovou (At 1.4-7).
3. O papel da Igreja diante das catástrofes naturais. Diante da inevitabilidade das catástrofes atuais, o papel da Igreja é estender a mão aos necessitados, ajudando as famílias e demonstrando o amor de Deus (Mt 5.42; Lc 6.35; Tg 2.14-20; 1Jo 3.17,18). O Corpo de Cristo tem ainda a nobre função de proclamar a esperança escatológica de uma restauração divina, ou seja, os novos céus e a nova terra, onde não mais haverá catástrofes ambientais e muito menos a ganância humana que tanto tem prejudicado a natureza (Is 65.17; 2Pe 3.13; Ap 21.1).
Além disso, ao povo de Deus compete a tarefa de ensinar a sociedade como cuidar da criação que o Eterno Deus confiou-nos. Se o mundo não tem essa consciência, cabe à Igreja de Cristo desenvolvê-la.


Pense!

Você acha que a Igreja deve instruir a sociedade a respeito do cuidado que todos devemos ter com a terra?


Ponto Importante

É grande a responsabilidade da Igreja na educação do mundo a respeito do cuidado com a natureza.


CONCLUSÃO

É imprescindível que a igreja não se esqueça de que, a cada dia, aproxima-se a Vinda do Senhor Jesus. Mas, enquanto aqui estiver, o Mestre ordena que ela faça a sua obra (Mt 28.19,20). Que amemos a Vinda de Cristo, mas também salvemos alguns, arrebatando-os do fogo (2Tm 4.8; Jd 23).

ESTANTE DO PROFESSOR

CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: Aprenda como Servir Melhor a Deus. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2003.
COLSON, CharLes; PEARCEY, Nancy.
 E agora, como viveremos? 2ª Edição. RJ: CPAD. 2000.

HORA DA REVISÃO

1. Quais as três causas dos desastres naturais, segundo a Bíblia?
Deliberadamente realizadas por Deus; permitidas por Deus e por ação maligna.

2. Satanás é o causador das catástrofes naturais? Por quê?
O Diabo, ou alguém usado por ele, não detém poder em si mesmo, e sua atuação só se dá por permissão divina e fica circunscrita à vontade de Deus. Evidentemente que isso não significa que devamos ignorá-lo ou subestimá-lo.

3. Você acha que as tragédias naturais desse novo século são fruto da ira divina? Por quê?
Resposta pessoal.

4. Excetuando a tese do aquecimento global, qual é a principal causa das catástrofes ambientais?
O impacto ambiental, representado pela poluição, o desmatamento, e a falta de planejamento urbano, causado pela ganância do homem.

5. Qual o papel da Igreja diante das adversidades que acometem aqueles que são atingidos por desastres?
O papel da igreja é estender a mão aos necessitados, ajudando as famílias e demonstrando o amor de Deus.

SUBSÍDIO

“Desenvolvimento sustentável, o desafio da preservação
Na verdade, a expressão ‘desenvolvimento sustentável’ é o fruto da necessidade e a preocupação dos governos mundiais com a preservação das fontes de vida na terra. Nestes tempos modernos, deveria a igreja se preocupar com esse tema? Não seria assunto apenas para os políticos? É claro que não! Esse é um assunto que deve preocupar a Igreja, porque como Igreja somos ‘o sal da terra e a luz do mundo’ (Mt 5.13,14). No mundo inteiro, congressos e ‘fóruns’ internacionais tem se realizado em vários pontos do planeta visando promover uma nova consciência ecológica nos povos e nos governos mundiais.

O vislumbre sonhado pelos ecologistas é que o desenvolvimento sustentável deve ser a base da construção da humanidade. Ora, o que é ‘desenvolvimento sustentável’ senão um modo de utilizar os recursos naturais disponíveis sem destruí-los? A Igreja não pode omitir-se do papel de guardiã dos oráculos de Deus, que ensinam a preservar as fontes vitais de subsistência” (CABRAL, Elienai. Mordomia Cristã: Aprenda como Servir Melhor a Deus. 1ª Edição. RJ: CPAD. 2003, p.35).