sexta-feira, 10 de julho de 2015

Lições Betel 3 trimestre aula 12/7/2015 /

 

  ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 2 - Revista da Editora Betel 

 

O Milagre Produzido por um Toque Especial

12 de Julho de 2015. 

Texto Áureo

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” Hebreus 11.1 

Verdade Aplicada

A fé é o único elo capaz de trazer à terra o desenho que está projetado nos céus. Sem ela é impossível ver e conquistar as coisas espirituais que estão ao nosso dispor. 

Textos de Referência. 

Marcos 5.25-30

25 E certa mulher que, havia doze anos, tinha um fluxo de sangue,

26 E que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior;

27 Ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua veste.

28 Porque dizia: Se tão-somente tocar nas suas vestes, sararei.

29 E logo se lhe secou a fonte do seu sangue, e sentiu no seu corpo estar jácurada daquele mal.

30 E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão e disse: Quem tocou nas minhas vestes? 

INCLUSÃO

Nesta lição, estudaremos a vida de uma mulher sofrida, que empobreceu por gastar todo o seu dinheiro em busca da cura de sua enfermidade. Uma mulher sem paz que, ouvindo falar de jesus Cristo, resolve ir ao seu encontro. 

1. De mim saiu virtude.

Em meio à multidão, uma mulher anônima, doente, falida, mas desejosa por ser curada, rompe o silêncio de Jesus que, ao ser tocado, tenta buscá-la entre o povo, dizendo: “(...) de mim saiu virtude” (Lc 8.46). Aos pés de Jesus, ela encontrou a tão sonhada resposta que procurava e que a medicina lhe havia negado. 

1.1. Uma mulher sem recursos.

Durante longo doze anos, essa mulher buscou incessantemente uma solução para sua hemorragia. A medicina e a ciência de sua época não puderam curá-la e, dia a dia, sua situação se tornava ainda mais desesperadora (Mc 5.25, 26). Ela chegou ao final de si mesma e de todos os recursos humanos. Todavia, quando alçou o fundo do poço, uma fagulha de esperança irradiou sua alma. Ela decidiu olhar para os céus e determinou em seu coração que se tocasse em Jesus ficaria sã (Mc 5.27, 28). 

1.2. Uma triste enfermidade.

Essa mulher sofria de uma hemorragia aparentemente incurável e que lentamente destruía sua vida. Sobre ela se abatia uma pressão emocional que consumia suas forças dia após dia. Além de suas muitas decepções com os médicos e a pobreza que lhe sobreveio, havia ainda outro fardo sobre ela, pois, de acordo com a Lei, ela se encontrava cerimonialmente impura, o que limitava grandemente sua vida religiosa e social (Lv 15.19-33). A enfermidade dessa mulher lhe sugou as forças, lhe consumiu todas as suas finanças e lhe privou do direito de adorar ao Senhor. Vendo que nada mais dava certo, ela recorreu a Jesus e nEle encontrou cura, alívio, paz e salvação (Mc 5.28, 29). 

1.3. Um toque especial.

Em meio à multidão somente uma pessoa se destacou. Aquela sofrida mulher, com muita perseverança e determinação, resolveu chegar diante de jesus acreditando que um milagre iria acontecer se pudesse tocá-lo (Mc 5.28). Essa mulher conseguiu extrair algo de Jesus, o que lhe deixou curioso em conhece-la entre a multidão (Mc 5.30, 32). A cura aconteceu instantaneamente porque naquele toque houve transfusão. De Jesus saiu virtude e dela saiu a enfermidade. Jesus literalmente tomou sobre si as dores e as enfermidades daquela mulher e lhe deu automaticamente uma paz que ela nunca experimentou, juntamente com uma salvação que o dinheiro jamais poderia comprar (Mc 5.34). 

2. A cura do corpo e da alma.

Durante doze anos essa mulher viveu de forma anônima porque além de ser vítima de uma enfermidade, ainda era vítima da sociedade. Ela era fisicamente doente e psicologicamente abatida. Mas aquele toque em especial lhe trouxe tanto a saúde quanto a autoestima. 

2.1. Indo ao encontro de Jesus.

Existem dias que são marcantes em nossas vidas. Eles sempre começam quando resolvemos romper as barreiras que nos cercam e acreditar que, em Cristo Jesus, nossas causas mais impossíveis podem ser realizadas. Foi exatamente o que fez essa mulher. Embora, Jesus tenha sido para essa mulher o último dos recursos, ela o sensibilizou de tal maneira que o Mestre procurava vê-la entre a multidão (Mc 5.32). A mulher planejava desaparecer no meio da multidão, mas Ele a deteve, tornando público o seu milagre. Ele não desejava ser para ela apenas um “curandeiro”, desejava ser também seu Salvador e amigo. Queria que contemplasse Seu rosto, sentisse Seu carinho e ouvisse Suas palavras de incentivo (Mc 5.33, 34). 

2.2. Sem fé é impossível agradar a Deus.

Não são poucas as vezes que saímos para o culto sem determinação. É comum sairmos esperando que algo simplesmente aconteça, todavia, sem alvos específicos no coração. O milagre alcançado por essa mulher apresenta níveis espirituais em que vivemos e tudo se resume na maneira como saímos ao encontro de Jesus. Ela determinou em seu coração que se tocasse na orla de suas vestes seria curada e assim aconteceu. Essa mulher mexeu tanto com Jesus que a multidão foi esquecida e somente ela alcançou o milagre em meio a todas aquelas pessoas. Jesus a trouxe para o meio da multidão para mostrar a todos que é possível tocá-lo e ser milagrosamente transformado pelo Seu Poder (Jr 33.3; Mc 9.23). 

2.3. Tua fé te salvou.

Entendemos claramente que a fé provocou o milagre na vida dessa mulher. No entanto, Jesus fez a questão de enfatizar que sua fé lhe proporcionou algo maior que uma cura. A sua fé lhe trouxe salvação (Mc 5.34). Precisamos entender que os milagres são essenciais, pois eles credenciam a pregação da Palavra de Deus, pois o Evangelho sem milagres é como um céu sem estrelas. Mas existe algo que devemos aprender acerca dos milagres. Embora eles sejam o cartão postal da pregação, eles atingem somente o corpo e não a alma, eles não salvam. É importante visualizarmos algo mais naquilo que Jesus revela a essa mulher. Porque é possível um morto ressuscitar e morrer sem salvação. Não existe dom mais precioso que a salvação (Ef 2.8, 9). 

3. Lições práticas.

A Bíblia nos diz que essa mulher, ao ser chamada por Jesus, se apresentou temendo e tremendo, prostrou-se diante dEle e lhe disse toda a verdade (Mc 5.33). Então, diante da grande multidão, Jesus revela o que sucedeu aquela mulher que o tocara de forma tão especial. 

3.1 A perfeita combinação da graça.

Essa mulher recebeu em apenas um toque a combinação mais perfeita da graça de Cristo nos oferece. Ela recebe a cura do corpo, a salvação da alma e a paz (Mt 5.34). Em meio à multidão que busca Jesus, poucos são aqueles que realmente conseguem extrair da pessoa de Cristo um significado tão importante para suas vidas como esse. É comum em nossos dias encontrarmos pessoas salvas e sem paz em nossos templos. Pode haver quem não concorde, mas o milagre não é nada sem a salvação e a verdadeira salvação em Cristo é aquela que produz paz nos corações (Rm 14.17). 

3.2. Tocou nas vestes e saiu virtude.

Segundo a Lei, se uma mulher imunda tocasse alguém nos dias em que estivesse sangrando, aquilo que tocasse também ficaria imundo. A situação da mulher quando perguntada se tocou em Jesus era delicada, por isso temeu muito. Ela estava tocando em um homem santo e quebrando uma regra da Lei diante de muitos (Lv 15.19). É preciso urgentemente compreender a grande mensagem deixada por Jesus. Ao tocarmos nEle pela fé, não importa quão sujos estamos ou quão pecadores somos, em vez de Ele se contaminar, nos é que ficamos limpos (2Co 4.6; 1Jo 3.3). 

3.3. O alivio da alma humana.

O milagre ocorrido com essa mulher tem por finalidade ser figura do alívio que o Evangelho proporciona a alma humana (Mc 5.29). A experiência de muitas pessoas, que vivem com as consciências exaustas, tem sido precisamente semelhante àquela que teve a mulher após ser curada de sua enfermidade. Muitos têm passado anos a fio em tristeza, à procura da paz com Deus sem jamais tê-la encontrado. São indivíduos que vêm apelando para todos os recursos humanos possíveis, até que, finalmente, eles encontram alívio em Jesus (Mt 11.30). 

CONCLUSÃO

Não foi permitido que aquela mulher voltasse para casa sem que primeiro a sua cura fosse manifesta a todos. Não podemos nos envergonhar de testemunhar de Cristo diante dos homens. Antes, devemos tornar conhecido de todos aquilo que Cristo tem feito em favor de nossas almas (Mc 5.33, 34).


segunda-feira, 6 de julho de 2015

lições biblicas CPAD 3 trimestre n.2 12/7/2015

 

                           Lições Bíblicas CPAD  Adultos 

                                    3º Trimestre de 2015

                                               


Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

Lição 2: O Evangelho da Graça
Data: 12 de Julho de 2015

TEXTO ÁUREO
[...] contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus (At 20.24).
VERDADE PRÁTICA
O evangelho da graça de Deus é por excelência o evangelho da libertação do homem através do sacrifício salvífico de Jesus Cristo.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — 1Tm 1.7
Falsos doutores da lei que não compreendiam o que ensinavam

Terça — 1Tm 1.9,10
A Lei não foi feita para os justos, mas para os injustos

Quarta — 1Tm 1.17
A Deus honra e glória para sempre

Quinta — 1Tm 1.20
Entregues a Satanás para que aprendam a não blasfemar

Sexta — 2Tm 4.7
Combatendo o bom combate da fé cristã

Sábado — Gl 1.15
Paulo foi chamado pela graça de Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 1.3-10.

3 — Como te roguei, quando parti para a Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns que não ensinem outra doutrina,
4 — nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.
5 — Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
6 — Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas,
7 — querendo ser doutores da lei e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam.
8 — Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente,
9 — sabendo isto: que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas,
10 — para os fornicadores, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros e para o que for contrário à sã doutrina.

HINOS SUGERIDOS

27, 156, 464 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Explicar o que é o evangelho da graça de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  • I. Mostrar porque as falsas doutrinas corrompem o evangelho da graça.
  • II. Conscientizar-se de que a graça superabundou com a fé e o amor.
  • III. Compreender o significado do bom combate.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Paulo foi escolhido e enviado pelo Senhor para anunciar e ensinar o verdadeiro significado da graça. No Antigo Testamento apenas Israel era o povo eleito de Deus. Porém, como prova do seu amor altruísta, Deus enviou seu filho Jesus Cristo para morrer na cruz por toda a humanidade. Jesus veio trazer salvação a todos. Em Cristo não há judeu, gentio, servo, livre, homem ou mulher (Gl 3.28). O evangelho da graça, diferente do judaísmo, não exclui ninguém. Todos são alvos do favor de Deus. Somos salvos não pelas obras da Lei, nem pelas obras que realizamos, mas recebemos o presente da salvação unicamente pela graça. Que você, juntamente com seus alunos, louvem a Deus por sua infinita e abundante graça.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Ao se despedir dos anciãos de Éfeso, Paulo expressou seu sentimento de preocupação com o rebanho de Deus, pois tinha receio de que na sua ausência as ovelhas do Senhor fossem atacadas (At 20.29,30). Sem dúvida, foi um sentimento dado pelo Senhor, pois sete anos depois, Paulo estava deixando Timóteo em Éfeso, para combater os “lobos cruéis”, que queriam “devorar” o rebanho sob seus cuidados pastorais. Nos dias de hoje, há igrejas que abrigam falsos obreiros, que pervertem a sã doutrina matando ou dispersando as ovelhas.


PONTO CENTRAL

Os falsos ensinos corrompem o Evangelho da graça de Deus.


I. AS FALSAS DOUTRINAS CORROMPEM O EVANGELHO DA GRAÇA

1. O evangelho da graça. É o Evangelho libertador que Cristo trouxe ao mundo, por bondade de Deus, independente das obras humanas (Ef 2.8,9). Paulo se referiu a esse Evangelho de maneira muito eloquente (At 20.24). Ele conhecia esse Evangelho, não apenas na teoria, mas por experiência própria. De modo inexplicável, o blasfemo e perseguidor dos cristãos, foi escolhido para ser um dos maiores pregadores do Evangelho de Cristo (1Tm 1.12-14). Será que daríamos oportunidade a um indivíduo com tal histórico?
2. As falsas doutrinas (v.3). Os falsos mestres seriam presbíteros, a quem cabia a tarefa de ministrar o ensino à igreja (1Tm 5.17; 3.2). As falsas doutrinas eram apresentadas como “fábulas ou genealogias intermináveis” (1.4). As “fábulas” (gr.mythoi) eram narrativas imaginárias, lendas, ficção. Na literatura, têm seu lugar. Mas, na Igreja, não deve haver espaço para fábulas ou mitos. No texto, não fica claro qual o conteúdo das “genealogias”, mas, ao lado das fábulas, eram ensinos que traziam especulações e controvérsias inúteis que não edificavam os irmãos em nada. Timóteo foi o mensageiro, enviado por Paulo, para enfrentar e combater tais ensinos. Há igrejas evangélicas que aceitam esse tipo de ensino e permitem que o emocionalismo tome lugar do verdadeiro avivamento espiritual.
3. O “fim do mandamento” e a finalidade da Lei. Paulo chamou a atenção de Timóteo, seu enviado a Éfeso, para a doutrina de Deus e de Cristo, a que ele resumiu no “mandamento”, e sua finalidade (1Tm 1.5,6). Em seguida, Paulo ensina acerca do objetivo da Lei, e para quem ela se destinava, discriminando, no texto, uma longa lista de tipos de pessoas ímpias que eram alvo dos preceitos legais (1Tm 1.9-11).


SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Paulo alerta a respeito das falsas doutrinas, pois elas acabam corrompendo o evangelho da graça.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Sete anos antes de Paulo escrever esta epístola, advertira os presbíteros de Éfeso de que os falsos mestres procurariam distorcer a verdadeira mensagem de Cristo. Agora que isso já estava acontecendo, Paulo exorta Timóteo a confrontá-los com coragem. Este jovem pastor não devia transigir com esses falsos ensinos que corrompiam tanto a lei quanto o evangelho. Ele deveria travar contra eles o bom combate mediante a proclamação da fé original, conforme o ensino de Cristo e dos apóstolos (2Tm 1.13,14). A expressão ‘outra doutrina’ vem do grego heteros e significa ‘estranha’, ‘falsificada’, ‘diferente’” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1864).




II. A GRAÇA SUPERABUNDOU COM A FÉ E O AMOR

1. Gratidão a Deus. Uma das características marcantes do caráter de Paulo é o ser grato a Deus (Rm 7.25; 1Co 1.4; 14.18; 2Tm 1.3). Nesta parte da Epístola, ele expressa sua gratidão a Cristo por tê-lo escolhido e posto no ministério apostólico e pastoral, apesar de ter sido um terrível opositor do Evangelho de Jesus (1Tm 1.12,13). É mais uma demonstração do que o “evangelho da graça de Deus” pode fazer na vida de um homem. Deus tem seus santos caminhos. O evangelho é a expressão do amor de Deus, em Cristo Jesus, que alcança um homem no mais baixo nível de pecado e o faz uma “nova criatura” (2Co 5.17), e mais, ainda, o faz parte da “família de Deus” (Ef 2.19). Paulo reconhece que “[...] a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo” (1 Tm 1.14). Foi Jesus quem o salvou e o transformou mediante sua graça.
2. Humildade. Paulo não era mais um novo convertido ou neófito quando escreveu suas cartas a Timóteo. Ele não estava usando de falsa modéstia quando declarou ser o principal pecador que Jesus veio salvar (1Tm 1.15). Paulo tinha convicção de que fora salvo pela graça, e não por seus méritos. Mesmo na condição de salvo, o crente deve saber que não merecíamos o dom (presente) da salvação.
Como salvos em Jesus Cristo, não temos mais prazer no pecado. Aquele que ainda tem prazer no pecado, não experimentou o novo nascimento: “Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1Jo 3.9).


SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Paulo reconhece que a graça de Jesus superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Não obtemos por boas obras (a essência da religião legalista) o direito à libertação do pecado e da morte. Jamais! Graça significa que tudo começa e termina com Deus. A salvação é, então, um presente de nosso Criador. Nós criamos a nossa própria ruína, mas nele reside nosso socorro. O Criador restaura com as próprias mãos sua obra-prima arruinada. Enquanto a graça é a origem ou fonte da nossa salvação, a fé é o seu meio ou instrumento. A fé não faz reivindicações, para que não seja dito que foi por ‘mérito’ ou ‘obra’” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume 9. RJ: CPAD, 2006, p.136).


III. UM CONVITE A COMBATER O BOM COMBATE (vv.18-20)

1. A boa milícia. Depois de orientar Timóteo sobre a difícil missão de combater as heresias, na igreja de Éfeso, Paulo dá uma palavra de ânimo, encorajamento e incentivo ao jovem pastor. Como um verdadeiro “pai na fé”, o apóstolo diz: “Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia” (1Tm 1.18). Paulo lembra a Timóteo que seu ministério foi confirmado por profecia. Deduz-se, do texto, que as profecias eram tão consistentes, que Timóteo deveria militar “a boa milícia”, ou o bom combate, com base naquilo que Deus lhe havia falado (1Tm 1.18).
2. A rejeição da fé e suas consequências (1Tm 1.5). Quem rejeita “a fé não fingida” e a “boa consciência” cristã colhe os resultados de sua má escolha. O resultado é o “naufrágio na fé”. Paulo toma como exemplo Himeneu e Alexandre, obreiros que entraram por esse caminho. Quanto a Himeneu, sua postura é tão terrível que ele é citado em 2 Timóteo 2.17. Seu nome deriva de Himen, “deus do casamento”, na mitologia grega. Não se sabe ao certo qual “doutrina” falsa ele semeava. Estudiosos dizem que ambos eram representantes do gnosticismo no meio da igreja de Éfeso. Com relação a Alexandre, aliado de Himeneu na semeadura das falsas doutrinas, era tão pernicioso, que Paulo o considera desviado ou “naufragado” na fé. Sua influência era tão maliciosa que Paulo os entregou “a Satanás, para que aprendam a não blasfemar” (1Tm 1.20). Que o Senhor livre sua Igreja dos falsos mestres.


SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Paulo convida Timóteo a combater o bom combate, mesmo diante das dificuldades.


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Conforme Timóteo 1.18, houve profecias concernentes à vontade de Deus para o ministério de Timóteo na igreja (1Co 14.29). Paulo exorta a Timóteo a permanecer fiel àquela vontade revelada para sua vida. Como pastor e dirigente da igreja, Timóteo devia permanecer leal à verdadeira fé apostólica e combater as falsas doutrinas que estavam penetrando insidiosamente na igreja.
Paulo adverte Timóteo várias vezes a respeito da terrível possibilidade da apostasia e abandono da fé” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1865).


CONCLUSÃO

O cristianismo nasceu debaixo de perseguição e confronto com heresias e ensinos desvirtuados. Na consolidação de igrejas abertas em suas viagens missionárias, Paulo teve que oferecer resistência e ação decidida contra os “lobos vorazes”, que haveriam de surgir, até mesmo no seio das igrejas, como no caso da igreja de Éfeso. Com a graça de Deus e o apoio de homens fiéis, como Timóteo e Tito, o apóstolo Paulo fez frente aos falsos mestres que se levantaram para prejudicar o trabalho iniciado e desenvolvido em muitas igrejas cristãs.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

Segundo a lição, o que é o evangelho da graça?
É o evangelho libertador de Cristo.

Como eram apresentadas as falsas doutrinas?
Eram apresentadas como fábulas ou genealogias.

De acordo com a lição, cite uma característica marcante do caráter de Paulo?
Sua gratidão a Cristo.

O ministério de Timóteo havia sido confirmado mediante o quê?
Havia sido confirmado por profecia.

Segundo a lição, qual o resultado da rejeição à fé?
O resultado é o naufrágio na fé.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O Evangelho da Graça

Professor, iniciando a aula, leia o seguinte versículo: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). Faça uma reflexão com os alunos mostrando que se hoje estamos firmes com Cristo é porque um dia nós fomos alcançados pela maravilhosa Graça de Deus. Além de nos salvar pelo ato da sua graça, Deus nos preparou as boas obras para que andássemos por elas. Explique que as boas obras não salvam, mas dá um poderoso testemunho diante da sociedade sobre o quanto fomos alcançados pela graça divina.
A doutrina da Graça de Deus é uma das verdades mais gloriosas das Sagradas Escrituras. A convicção de que não há nada na pessoa humana capaz de preencher o vazio da alma, isto é, o restabelecimento da nossa ligação com Deus e o significado do sentido último da vida, e saber que só Deus é capaz de fazer esse milagre em nós, mostra-nos o quão miserável nós somos e quão misericordioso Deus é.
A doutrina da Graça apresenta-nos o misericordioso Deus, que em Jesus Cristo estava reconciliando o mundo consigo mesmo (2Co 5.19), operando em nós para o reconhecermos Pai amoroso. Por isso, apresentar a doutrina da Graça ao pecador é conceder-lhe libertação da prisão do pecado, a autonomia da fé em Cristo e o privilégio em sabermos que não há nada que pode separar-nos do amor de Deus (Rm 8.33-39).
Caro professor, quando falamos da Graça de Deus, inevitavelmente, chegaremos ao tema da eleição divina. Como a graça de Deus nos alcançou? A graça de Deus é arbitrária sem levar em conta a responsabilidade humana? Qualquer estudo sobre a eleição divina tem de partir obrigatoriamente da Pessoa de Jesus. Em Jesus não achamos qualquer particularidade divina em eleger alguns e deixar outros de fora, resultado de uma escolha divina arbitrária e individualizada antes da fundação do mundo. A escolha de Deus se deu em Jesus (Ef 1.4; Rm 8.29). Nele, a salvação é oferecida a todos (2Pe 3.9; cf. Mt 11.28), e, pela sua presciência, o nosso Senhor sabe quem há de ser salvo ou não. A eleição de Deus leva em conta a volição humana, pois é um dom dEle mesmo à humanidade. Assim, quando levamos em conta a volição humana não esvaziamos a soberania de Deus e da sua Graça. Pelo contrário, afirmamos a sua soberania, pois Deus escolheu fazer um homem autônomo. Afirmamos também que a graça de Deus opera, restaurando a capacidade do homem de se arrepender e crer no Evangelho (1Tm 4.1,2; Mt 12.31,32).