quarta-feira, 10 de junho de 2015

Lições biblicas Betel 2 trimestre a fé heroica de Moises

            
              
      ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 11 -                              Revista da Editora Betel 
A Fé Heróica de Moisés 
14 de junho de 2015


Texto Áureo
“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vos, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”. Deuteronômio 30.19


Verdade Aplicada
A fé é a chave que nos abre o portal eterno e nos permite ver de forma cristalina aquilo que ainda não tomou forma no mundo físico.

Textos de referência


Hebreus 11.23-26


23 - Pela fé, Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.
24 - Pela fé, Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó,
25 - Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo, ter o gozo do pecado;
26 - Tendo, por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa.

INTRODUÇÃO
O escritor do livro de Hebreus destila grandeza quando revela as renúncias de Moisés pela fé. As decisões tomadas pelo patriarca apresentam o alcance do poder divino. Sabemos que a graça cobre o mais vil entre os pecadores, mas a história de Moisés nos ensina que Deus também salva nobres, príncipes e cultos.

1. A decidida ação de fé tomada por Moisés.
Pela fé, Moisés foi capaz de ver através da eternidade o que todos em seu tempo duvidaram. Ele recusou a nobreza, foi contado como um louco ao escolher os desfavorecidos e discerniu de modo singular a verdadeira riqueza do universo. Vejamos:

1.1 A fé que recusa a nobreza.
Durante seus primeiros quarenta anos de vida, Moisés se tornou um dos homens mais sábios e mais poderosos do Egito, uma figura importante, o filho único e herdeiro do trono de Faraó. Estevão diz que ele era: “instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras” (At 7.22). Moisés era capaz de governar uma nação. Somente um louco poderia desprezar um palácio, a posição e a nobreza para dedicar sua vida a pessoas desconhecidas e pensamento escravo. O desprezo com que foi valorizada sua decisão e as acusações e escárnio que acumulou sobre si lhe acrescentaram o título de “louco”. Quando chegou a uma idade suficiente madura para saber qual era a plenitude da verdade, desprezou todo compromisso e se apresentou audazmente como um servo do Deus vivente. O escritor aos hebreus destaca que sua decisão não foi por sentimento pátrio, e sim por fé. Essa fé que lhe fez perder tudo foi a mesma que o fez ser o que é (Hb 11.24).

1.2. A fé que prefere o sofrimento ante o gozo.
Moisés foi criado no luxo como herdeiro do reino. Até que chegou um dia em que se decidiu aliar aos oprimidos israelitas e dizer adeus ao futuro de riqueza, tranquilidade, comodidades e domínio real (Hb 11.25). Devemos ter em mente aspectos importantes como: o tipo de sociedade que Moisés se sentiu compelido a deixar; a separação dos mais estimáveis amigos; o rompimento com todas as honrasse a nobreza com que sempre viveu para ser maltratado com um grupo sem prestígio e prestes a ser devastado. Ele pode não ter convivido com o pecado, mas sempre teve a seus pés os tesouros do Egito. Moisés sempre soube quem era e, quando descobriu o que deveria fazer, teve honra em decidir pelo que é correto, mesmo que desagradasse aos demais.

1.3. A fé que proclama a Cristo como sua maior riqueza.
A causa que Moisés abraçou trazia como prêmio uma abundante tribulação (Hb 11.26). Não havia recompensa presente, senão o que perder; deveria agir motivado apenas por um puro princípio, amor a Deus e convicção da verdade. Tudo o que o povo iria lhe oferecer era aflição em lugar de riqueza e honra. Ainda hoje a recompensa é a mesma, é preciso calcular o custo antes de dizer que realmente se serve a Deus. Se servir ao Senhor não for suficiente recompensa, aqueles que esperam maiores coisas sigam seu caminho egoísta. Se a eternidade não for suficiente, os que almejam reconhecimento busquem aqui mesmo na terra o seu galardão. Moisés atuou de maneira totalmente desinteressada, sem receber promessa alguma, sem qualquer ajuda em troca.

2. Fé, a fonte das decisões de Moisés.

Durante toda sua infância, Moisés foi influenciado por sua mãe Joquebede e certamente sabia ser ele o libertador de Israel, pois cuidava que seus irmãos também entendessem (At 7.24). Mesmo sendo o detentor de tal verdade, algo o deveria impulsionar a prosseguir, a fé foi a força motriz que alavancou sua vida e lhe fez ver coisas inefáveis. Vejamos:

2.1. Pela fé, Moisés viu a recompensa do sofrimento.

Em comparação com a luz eterna da Palavra de Deus, o conhecimento dos homens nada mais é que uma escuridão visível. Os grandes sábios não se dispõem a reconhecer o Deus vivo. Em todas as épocas, os sábios desprezaram a sabedoria do infinito (1Co 1.18-21, 26). Moisés conheceu toda a ciência egípcia, conhecia cada um deus existente ali, mas sabia em seu coração que havia somente um Deus. Os instintos da natureza hebreia e a morte do egípcio muito contribuíram para uma mudança na vida de Moisés, mas o texto indica que a razão principal de seu rompimento foi a fé e, através dela, viu tanto o sofrimento quanto a recompensa (Hb 11.26). A fé mostrou a Moisés o que havia dentro da eternidade, daí em diante, qualquer grandeza que visse no mundo se tornava nada diante do que a fé lhe revelara (Rm 8.17, 18).

2.2. Pela fé, Moisés viu um galardão.
Moisés descartou a possibilidade das riquezas humanas por uma recompensa na eternidade. Embora perdesse, esperava se tornar um vencedor. Sabia que, no dia do julgamento, veria a balança imparcial, sabia que não havia trocado um galardão incorruptível por um “mísero prato de lentilhas” como fazem os que se vendem na casa de Deus. Era isso o que Moisés via e nada poderia persuadir sua mente. Moisés se dispôs a seguir a estrela e, mesmo que andasse através das chamas e das inundações, o que importava era o que via pela fé. Ele sabia que sua causa era a causa de Deus e, portanto, essa era a única verdade que impulsionava sua vida a queimar todos os arquivos do passado e seguir em frente, sem pestanejar.

2.3. Pela fé, Moisés viu o Cristo.
A fé de Moisés também descansa em Cristo. Ele ainda não havia vindo, mas ele o viu através da eternidade (Hb 11.26). Ele conhecia a promessa dos patriarcas que, na semente de Abraão, seriam benditas todas as nações da terra e estava disposto a assumir o vitupério para participar da promessa. Ele não conhecia tudo o que conhecemos hoje, mas tinha fé no Messias que havia de vir. Mais adiante, ele próprio anuncia o Cristo que havia visto pela fé (Dt 18.18). E, como prêmio por seu trabalho e por sua fé, ele volta após a morte, já glorificado, juntamente com o profeta Elias, para testificar daquele a quem havia anunciado, como sendo a única voz a ser ouvida pelos discípulos e a única autoridade na terra outorgada pelo Pai (Lc 9.30, 31).

3. Perder para ganhar: uma lição de fé.
Escolher servir a Deus é inimizade declarada contra o mundo (Hb 11.27). Moisés se tornou inimigo de todos para se fazer amigo de Deus. O que viu afinal? O texto é muito claro: ele viu o invisível.

3.1. A fé que moveu Moisés.

O maior obstáculo que um servo de Deus pode ter na vida é criar raízes em algum lugar. Qualquer pessoa que está, há muito tempo, fixo em algum trabalho ou lugar ficará inseguro em deixar o comodismo de sua situação. Moisés poderia ter gostado de ser o filho da filha de Faraó, ele sabia que chegaria um tempo em que não iria mais retroceder por causa de sua posição e que prejudicaria tanto a nação quanto sua própria alma. A palavra traduzida por “escolhendo ou preferindo” no versículo 25 vem do grego “tomar uma decisão”. E, logo em seguida, o texto diz que ele “abandonou, deixou o Egito” (Hb 11.27). Como um míssil que persegue um jato inimigo, Moisés viu o que estava à frente, olhou para além da encruzilhada do caminho das decisões e permitiu que sua fé comandasse suas atitudes.

3.2. A dura missão de fé de Moisés.
A causa pela qual Moisés renunciaria sua coroa incluía como galardão terreno um grupo de escravos quebrantados e oprimidos pela sociedade. A escravidão tanto desumaniza quanto incapacita, impedindo por gerações o gozo da própria liberdade. Está comprovado que, mesmo que os escravos recebessem liberdade, eles jamais atuariam como os que nasceram livres, porque a escravidão é como um ferro que espeta a alma e amarra o espírito. Está claro que a missão de Moisés exigia muito mais que deixar tudo. Ele deveria se ajustar aquele povo; deveria descer a seu nível; conviver com eles; suportá-los e amá-los como o povo escolhido de Deus.

3.3. O galardão da fé.
Devemos considerar o que Moisés deixou e o que recebeu em troca. Não houve um monumento para esse homem tão dedicado e tão altruísta. Não houve uma esfinge, nem tampouco uma pirâmide. O Egito estava mais que disposto a esquecer que tal homem existiu um dia. Esse grande herói morreu em um cume solitário, nas encostas áridas do monte Pisga, sem receber ao menos uma flor em sua sepultura. Moisés trocou voluntariamente os monumentos e a aclamação, os incentivos, o poder e os prazeres terrenos por uma recompensa num reino invisível. Ele deu tudo o que possuía por um relacionamento com Deus. Foi o maior negócio que alguém poderia ter feito. O que perdeu não teria condições de guardar, mas o que ganhou jamais poderia perder.

CONCLUSÃO

Moisés percebia que os prazeres do pecado eram passageiros (Hb 11.25). Vendo que o tempo havia chegado, teve coragem para renunciar. Ele sabia que a vida não era longa o bastante e não queria comparecer diante de Deus como alguém que rejeitou o direito de servir (Lc 14.33).

 




Lições biblicas CPAD 2.trimestre a ultima ceia


                                                 

                         

                                   Lições Bíblicas CPAD

                        Adultos   2º Trimestre de 2015


Título: Jesus, o Homem Perfeito — O Evangelho de Lucas, o médico amado
Comentarista: José Gonçalves


Lição 11: A última Ceia
Data: 14 de Junho de 2015

TEXTO ÁUREO

Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós (1Co 5.7).

VERDADE PRÁTICA

A Páscoa comemorava a libertação do Egito. A Ceia do Senhor celebra a libertação do pecado.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Êx 12.1-28
O real propósito da Páscoa para os judeus


Terça — Lc 22.7-13
A última ceia de Jesus com seus discípulos aqui na terra


Quarta — Lc 22.14-20
O verdadeiro significado da celebração da Ceia


Quinta — Lc 22.19,20
Os elementos que compõem a Santa Ceia do Senhor


Sexta — 1Co 11.26
O real propósito da Ceia do Senhor para a Igreja


Sábado — 1Co 11.27-32
Ouem pode participar da Santa Ceia do Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 22.7-20.

7 — Chegou, porém, o dia da Festa dos Pães Asmos, em que importava sacrificar a Páscoa.
8 — E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que a comamos.
9 — E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos?
10 — E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar.
11 — E direis ao pai de família da casa: O mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?
12 — Então, ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado; aí fazei os preparativos.
13 — E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a Páscoa.
14 — E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e, com ele, os doze apóstolos.
15 — E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça,
16 — porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus.
17 — E, tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós,
18 — porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus.
19 — E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim.
20 — Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

HINOS SUGERIDOS

53, 22, 482 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Explicar a instituição da Ceia do Senhor como ordenança.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

  • I. Analisar os antecedentes históricos da última ceia de Jesus.
  • II. Expor a dinâmica da preparação, celebração e a substituição da Páscoa pela celebração da Ceia do Senhor.
  • III. Elencar os dois elementos da última ceia.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado professor, estamos diante de um texto que narra uma das mais importantes celebrações da Igreja Cristã: Lucas 22, a Ceia do Senhor. A aula desta semana deve ser iniciada explicando aos alunos os antecedentes históricos da instituição da Ceia do Senhor. Quando o Senhor Jesus Cristo instituiu a Ceia, na ocasião, Ele estava celebrando a páscoa judaica. Como um marco representativo da liberação do povo de Israel do Egito — pois foi assim que a Páscoa ficou conhecida —, a Ceia do Senhor seria um marco representativo do ato de amor que Jesus Cristo fez em nosso favor, entregando-se à morte, e morte de cruz, por amor. Explicar tão significativa celebração é o objetivo da aula desta semana.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Sem dúvida, a Páscoa era uma das festas mais importantes do judaísmo, e a sua celebração era carregada de valor simbólico. O seu ritual era metódico e meticuloso pois lembrava um dos momentos mais importantes da história do povo de Deus da Antiga Aliança — a libertação do cativeiro egípcio! A sua celebração anual mobilizava toda a nação judaica.
Quando instituiu a Santa Ceia, por ocasião da celebração da última Páscoa, Jesus tinha em mente esses fatos. Sabedor de que a Páscoa era apenas um tipo do qual Ele era o antítipo (ou uma figura da qual Ele era o cumprimento), Ele demostrou alegria e satisfação por poder celebrá-la na companhia de seus discípulos. Apenas algumas horas depois, o Filho do Homem estaria libertando o seu povo, não mais de um cativeiro humano, mas do cativeiro do pecado!


PONTO CENTRAL

A Ceia do Senhor é uma celebração que o nosso Senhor ordenou à Igreja até a sua vinda.


I. ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA ÚLTIMA CEIA

1. A instituição da páscoa judaica. A festa da Páscoa era uma das celebrações que ocorria na primavera. A palavra é derivada do verbo hebraico pasah, com o sentido de “passar por cima”. Essa festa tem sua origem nos dias que antecedem o êxodo dos israelitas do Egito, conforme narrado em Êxodo 12. Até esse momento, Faraó relutava em deixar os israelitas partirem conforme a determinação do Senhor. A consequência dessa obstinação do governante egípcio foi o julgamento divino que veio na forma de uma grande mortandade nos lares egípcios. Somente os primogênitos das famílias egípcias seriam atingidos, pois os hebreus estavam protegidos com o sangue do cordeiro pascal (Êx 12.13). O sangue do cordeiro era um tipo do sangue de Cristo, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29; 1Co 5.7).
2. O ritual da páscoa judaica. A páscoa judaica obedecia a um ritual detalhado (Dt 16.1-4). Todavia, de acordo com Êxodo 12.3-12, os preparativos teriam início aos dez do mês com a escolha de um cordeiro, ou cabrito, para cada família. A família, sendo pequena poderia então convidar o vizinho. O cordeiro, que seria guardado até ao décimo quarto dia, deveria ser de um ano e sem defeito. No final do décimo quarto dia era imolado. O sangue era posto sobre as ombreiras e vergas das portas das casas judaicas. O cordeiro deveria ser comido assado e com pães asmos e ervas amargas. O resto que sobrasse deveria ser queimado. Os participantes da Páscoa deveriam ter os lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Era a Páscoa do Senhor.


SÍNTESE DO TÓPICO (I)

Na perspectiva secular, o dinheiro é apenas um elemento material; na cristã, as dimensões espiritual e material devem coexistir.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A refeição da Páscoa era parte importante da festividade. Exigia o sacrifício e a assadura de um cordeiro, pão sem fermento, ervas amargas e vinho. A pessoa devia comer a refeição da Páscoa na posição reclinada e depois do pôr-do-sol (no início do décimo quinto dia de nisã). Assim, antes que a refeição da Páscoa fosse celebrada, preparações cuidadosas tinham de ser feitas.
Lucas reconta como Jesus se prepara para comer a última refeição da Páscoa com os discípulos antes de sua morte. A expressão ‘o dia da Festa dos Pães Asmos’ se refere provavelmente ao dia antes da refeição, o décimo quarto dia de nisã, quando os judeus retiravam todo o fermento de suas casas em preparação à festa. Jesus instrui Pedro e João a fazerem os arranjos necessários, mas eles não têm ideia de onde Ele quer fazer a comemoração. Pelo fato de Jesus saber que Judas concordou em entregá-lo aos líderes religiosos (vv.21,22), Ele manteve o lugar da refeição em segredo. Durante a refeição da Páscoa, todos os judeus estariam a portas fechadas, e tal oportunidade ofereceria ocasião conveniente para Judas entregar Jesus às autoridades. Mas Jesus será preso na hora em que Ele escolher, e não quando os inimigos escolherem” (ARRINGTON, French L. Lucas. In ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.460).


II. A CELEBRAÇÃO DA ÚLTIMA CEIA

1. A preparação. Ao responder à pergunta dos discípulos sobre onde se daria os preparativos da Páscoa, Jesus encaminha-os a um homem com um cântaro de água (Lc 22.10). Lucas deixa claro que Cristo, como filho de Deus e capacitado pelo Espírito Santo, possuía conhecimento prévio dos fatos. O expositor bíblico Anthony Lee Ash, observa que o homem com um cântaro de água seria facilmente notado, pois esse era um trabalho de mulher. Os hospedeiros costumavam oferecer suas casas durante a festa, em troca das peles de animais e utensílios usados para a refeição. O preparo da Páscoa incluiria a busca de fermento na casa e o preparo dos vários elementos da refeição.
2. A celebração e substituição. Jesus possuía consciência de que a sua morte na cruz se aproximava e que Ele era o Cordeiro de Deus do qual o cordeiro da Páscoa era apenas um tipo (Jo 1.29). Com certeza milhares de cordeiros foram sacrificados em Jerusalém nessa data, mas somente Jesus era o “Cordeiro de Deus que tiraria o pecado do mundo” (Jo 1.29). Se a Páscoa judaica marcou a libertação do sofrimento do cativerio egípcio, agora Jesus, através do seu sofrimento, libertaria a humanidade da escravidão do pecado. Pedro e João fazem os preparativos exigidos sobre a última Páscoa (Lc 22.7-20) e é durante a celebração da última Páscoa que Jesus instituiu a Ceia do Senhor (Lc 22.19,20). No contexto da Nova Aliança a Ceia do Senhor substituiu a Páscoa judaica (1Co 11.20,23).


SÍNTESE DO TÓPICO (II)

Foi numa Páscoa judaica que nosso Senhor instituiu a Ceia, como uma ordenança para toda a Igreja.


III. OS ELEMENTOS DA ÚLTIMA CEIA

1. O vinho. O terceiro Evangelho faz referência ao uso do cálice por duas vezes, a primeira delas antes de mencionar o pão (Lc 22.17,20). Mas essa reversão da ordem dos elementos não modifica em nada o significado da Ceia. Nesse particular, a liturgia cristã segue o modelo dos outros evangelistas e de Paulo, onde o uso do vinho é precedido pelo pão (Mc 14.22-26; Mt 26.26-30; 1Co 11.23-25).
Tomando o cálice, Jesus falou: “Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22.20). O sentido desse texto é que o vinho é um símbolo da Nova Aliança que foi selada com o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus (Êx 12.6,7,13; 24.8; Zc 9.11; Is 53.12).
2. O pão. Após tomar o pão, dar graças e partir, Jesus disse: “Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim” (Lc 22.19). Jesus usa a expressão: “isto é o meu corpo” com sentido metafórico, da mesma forma que Ele disse: “Eu sou a porta” (Jo 10.9). O pão era um símbolo do corpo de Jesus da mesma forma que o vinho era do seu sangue. A palavra “oferecido” traduz o verbo grego didomi, que também possui o sentido de entregar. Esse mesmo verbo é usado nos textos de Isaías 53.6,10,12, onde há uma clara referência a um sacrifício (cf. Êx 30.14; Lv 22.14). O corpo de Jesus seria oferecido vicariamente em favor dos pecadores.


SÍNTESE DO TÓPICO (III)

Os elementos da Ceia são o vinho, que simboliza o sangue de Jesus; o pão, que simboliza o corpo partido do Senhor.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Devido, em grande parte, à conotação um tanto mística que acompanha a palavra ‘sacramento’, a maioria dos pentecostais e evangélicos prefere o termo ‘ordenança’ para expressar o seu modo de entender o batismo e a Ceia do Senhor. Já na era da Reforma, alguns levantavam objeções à palavra ‘sacramentos’. Preferiam falar em ‘sinais’ ou ‘selos’ da graça. Tanto Lutero quanto Calvino empregavam o termo ‘sacramento’, mas chamavam atenção para o fato de que o usavam num sentido teológico diferente da implicação original da palavra em latim. O colega de Lutero, Philipp Melanchthon, preferia empregar o termo signis(‘sinal’). Hoje, alguns que não se consideram ‘sacramentalistas’, ou seja, que não acham que a graça salvífica seja transmitida através dos sacramentos, continuam usando os termos ‘sacramento’ e ‘ordenança’ de modo sinônimo. Devemos interpretar cuidadosamente o sentido do termo de acordo com a relevância e implicações atribuídas à cerimônia pelos participantes. As ordenanças, determinadas por Cristo e celebradas por causa do seu mandamento e exemplo, não são vistas pela maioria dos pentecostais e evangélicos como capazes de produzir por si mesmas uma mudança espiritual, mas como símbolos ou formas de proclamação daquilo que Cristo já levou a efeito espiritualmente nas suas vidas” (HORTON, Stanley (Ed). Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.560).


CONCLUSÃO

Participar da Ceia do Senhor é um privilégio do qual todo cristão deve se alegrar. Não se trata de um ritual vazio, mas de uma celebração carregada de significado, porque aponta para o sacrifício do calvário. A Ceia celebra a vitória de Cristo, o Cordeiro de Deus, sobre o pecado e suas consequências.
Ao participarmos da Ceia, devemos manter uma atitude de eterna gratidão ao Senhor por nos haver dado vida quando nos encontrávamos mortos em nossos delitos. Assim como os antigos judeus não deveriam celebrá-la com fermento em seus lares, da mesma forma não devemos comemorar a Ceia com o velho fermento do pecado. Celebremos a Ceia com os asmos da sinceridade.

PARA REFLETIR

Sobre os ensinos do Evangelho de Lucas, responda:

Quando ocorria a festa da Páscoa?
A festa da Páscoa era uma das celebrações que ocorria na primavera.

A palavra Páscoa é derivada de qual verbo hebraico e qual é o seu significado?
A palavra é derivada do verbo hebraico pasah, com o sentido de “passar por cima”.

O que o vinho na Santa Ceia simboliza?
O vinho é um símbolo da Nova Aliança, que foi selada com o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus.

O que simboliza o pão?
O pão simboliza o corpo de Jesus.

O significa, para você, participar da Santa Ceia?
Resposta livre.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A última Ceia

O ambiente da última Páscoa de Jesus, e a instituição da Ceia do Senhor, é digno de notas extensas. Quem estava na Ceia do Senhor, assentado à mesa? Judas, o traidor; os discípulos que logo após a Ceia do Senhor disputavam sobre quem seria o maior entre eles; estava presente Pedro, que negou Jesus três vezes; no final, todos os discípulos abandonariam o Senhor, exceto o apóstolo João. Esse contexto é significativo quando refletimos sobre a simbologia da ordenança de nosso Senhor.
O ato da Ceia do Senhor demonstra que Ele se entregou em favor de nós, seres humanos imperfeitos, não regenerados e dependentes exclusivamente da graça de Deus. O nosso Senhor estava diante dos seus discípulos, aqueles que os trairia, os negaria, e encontravam-se preocupados acerca de quem é o maior no Reino de Deus. Ele partiu o pão e deu-o para essas pessoas, Ele serviu o suco da vide para essas pessoas. A Ceia do Senhor foi instituída num ambiente onde estavam pessoas com uma natureza absolutamente contrária ao Evangelho. Jesus sabia que seria traído, negado e que pessoas estavam preocupadas com a posição que assumiriam quando o seu reino fosse instaurado. Para esses discípulos, o reino era de perspectiva humana, palaciana e material. Por isso, quando o nosso Senhor foi crucificado e morto, os discípulos dispersaram, pois “Onde estava o reino?”; “Onde estava o Palácio?”; “onde estava o rei?”. Os discípulos simplesmente desanimaram...
Não somos tão diferentes dos discípulos hoje. Talvez, não traímos o Senhor, entregando-o a morte para livrar a nossa pele, por absoluta falta de oportunidade. Quantas vezes quando estamos sob alguma pressão, o nosso pensamento é desistir? Imagine a pressão que o nosso Senhor sentiu e, igualmente, a pressão que o apóstolo João pressentiu ao decidir ficar só, com Maria, a mãe de Jesus e outras mulheres que sofriam o sofrimento do Messias.

Hoje, pela graça de Deus, temos a possibilidade de sentarmo-nos à mesa do Senhor, “comer do seu corpo” e “beber do seu sangue”. Lembrando de tão grande e suficiente sacrifício que o nosso Senhor fez por nós. Celebrando a sua presença conosco, pois Ele está vivo, ressuscitou e habita em nós. Igualmente, tendo a esperança de um dia Ele voltar para nos buscar, pois chegará o dia em que o nosso Senhor beberá de novo, mas agora juntamente conosco, do fruto da vide. Portanto, a Ceia do Senhor nos faz olhar para o passado, viver o presente e ter esperança no futuro. Deus está conosco!