quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Dons do Espirito Santo (3)

                                      


                            O QUE É O DOM DE PROFECIA? N.3


                                               Artigo Mauricio Berwald



 É UMA CAPACITAÇÃO MOMENTÂNEA PARA SE TRANSMITIR UMA MENSAGEM ESPECÍFICA DE DEUS ATRAVÉS DE UMA INSPIRAÇÃO DIRETA DO ESPÍRITO SANTO (1 CO 14.30; 2 PE 1.21). TRATA-SE DE UMA MANIFESTAÇÃO SOBRENATURAL, CUJA FUNÇÃO PRECÍPUA É A EDIFICAÇÃO DA IGREJA (1 CO 14.4). NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO, OS PROFETAS ERAM INTERMEDIÁRIOS ENTRE DEUS E O POVO (1 SM 3.20; 8.21,22; 9.6,9,18-20). ESSE TIPO DE MINISTÉRIO PROFÉTICO DUROU ATÉ JOÃO BATISTA (LC 16.16). HOJE, O PROFETA NÃO É MAIS UMA ESPÉCIE DE MEDIADOR. E NINGUÉM PRECISA CONSULTAR PROFETAS, E SIM AO SENHOR, DIRETAMENTE (1 TM 2.5; EF 2.13; HB 10.19-22; GL 6.16; FP 4.6).

DEVE-SE FAZER UMA DISTINÇÃO ENTRE O MINISTÉRIO PROFÉTICO E O DOM DE PROFECIA. TANTO O PORTADOR DESTE QUANTO O MINISTRO SÃO CHAMADOS DE “PROFETA” (1 CO 14.29; EF 4.11), MAS HÁ DIFERENÇAS ENTRE AMBOS. PRIMEIRO, QUANDO AO MODO DA CONCESSÃO: O DOM DE PROFECIA PODE SER CONCEDIDO A QUEM O BUSCA (1 CO 14.1,5,24,31); JÁ O MINISTÉRIO DEPENDE DE CHAMADA DIVINA (MC 3.13; EF 4.11). SEGUNDO, QUANTO AO USO: O DOM DE PROFECIA DECORRE DE UMA INSPIRAÇÃO MOMENTÂNEA, SOBRENATURAL (1 CO 14.30); O MINISTÉRIO PROFÉTICO ESTÁ RELACIONADO COM A PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS (AT 11.27,28; 15.32; 13.1). O DOM DE PROFECIA ERA UMA REALIDADE NOS DIAS DA IGREJA PRIMITIVA (AT 19.6; 21.9; 1 CO 14). ALI, O MINISTÉRIO PROFÉTICO E O DOM DE PROFECIA, ÀS VEZES, ERAM INTERCAMBIÁVEIS (AT 21.8-10).

POR QUE VEMOS POUCAS MANIFESTAÇÕES DO DOM EM APREÇO EM NOSSOS DIAS?

 ISSO OCORRE, PRIMEIRAMENTE, POR CAUSA DA IGNORÂNCIA. POUCO SE FALA NAS IGREJAS ACERCA DESSE DOM, COMO OCORRIA EM ÉFESO (AT 19.2,3). SEGUNDO: TEM HAVIDO UMA SUBSTITUIÇÃO. COISAS SUPÉRFLUAS TÊM OCUPADO O LUGAR QUE DEVIA SER DESTINADO À MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO NO CULTO (1 CO 14.26). TERCEIRO: EXISTE UMA APATIA ESPIRITUAL, INCLUSIVE NAS IGREJAS DITAS PENTECOSTAIS. EM MUITOS LUGARES NÃO TEM HAVIDO LUGAR PARA O ESPÍRITO OPERAR (1 TS 5.19). QUARTO: HÁ MUITO RECEIO. LÍDERES HÁ QUE, PREOCUPADOS COM AS “MENINICES”, TÊM DESPREZADO AS PROFECIAS (1 TS 5.20), ESQUECENDO-SE DE QUE DEVEM ENSINAR OS “MENINOS” QUANTO AO USO CORRETO DESSE DOM (1 CO 14.22-24,28-30; 13.11).

COMO JULGAR A PROFECIA?

 PRIMEIRO, SEGUNDO A RETA JUSTIÇA (JO 7.24); ISTO É, POR MEIO DA PALAVRA DE DEUS (JO 17.17; AT 17.11; HB 5.12-14). SEGUNDO, MEDIANTE A SINTONIA DO CORPO COM A CABEÇA (EF 4.14,15; 1 CO 2.16; 1 JO 2.20,27; NM 9.15-22; JO 10.4,5,27). TERCEIRO, PELO DOM DE DISCERNIR OS ESPÍRITOS (1 CO 12.10,11; AT 13.6-11; 16.1-18). QUARTO, ATRAVÉS DO BOM SENSO (1 CO 14.33; AT 9.10,11). QUINTO, PELO CUMPRIMENTO DA PREDIÇÃO (EZ 33.33; DT 18.21,22; JR 28.9), CONQUANTO APENAS ISSO NÃO SEJA SUFICIENTE; DEUS PERMITE QUE, EM ALGUNS CASOS, PREDIÇÕES DE FALSOS PROFETAS SE CUMPRAM (DT 13.1-4). FINALMENTE, O JULGAMENTO DEVE SE DAR COM BASE NA VIDA DO PROFETA (2 TM 2.20,21; GL 5.22). TEM ELE UMA VIDA DE DEVOÇÃO A DEUS? ELE HONRA A CRISTO EM TUDO? DEMONSTRA AMAR E SEGUIR A PALAVRA DO SENHOR? AMA OS PECADORES E DESEJA VÊ-LOS SALVOS? DETESTA O MAL E AMA JUSTIÇA? PREGA CONTRA O PECADO, DEFENDE O EVANGELHO DE CRISTO E CONDUZ A IGREJA À SANTIFICAÇÃO? REPUDIA A AVAREZA?

QUAIS SÃO AS FUNÇÕES DO DOM DE PROFECIA?

 PRIMEIRO: EDIFICAÇÃO. A IGREJA É COMPARADA A UM EDIFÍCIO, E O SENHOR JESUS É O SEU FUNDAMENTO (1 CO 3.10,12,14; EF 2.22). OS SALVOS SÃO PEDRAS DESSE EDIFÍCIO (1 PE 2.5), E A PROFECIA É UM DOS MEIOS PELOS QUAIS ELES SÃO EDIFICADOS (1 CO 14.3,4,12,17). SEGUNDO: EXORTAÇÃO. POR MEIO DA PROFECIA, O CRENTE É INCENTIVADO, DESPERTADO, FORTALECIDO NA FÉ (1 CO 14.3). TERCEIRO: CONSOLAÇÃO. O SENHOR SE UTILIZA DESSE DOM PARA CONSOLAR O CRENTE COM PALAVRAS SEMELHANTES ÀS DE DEUTERONÔMIO 31.8 OU ISAÍAS 41.10; 45.1-3. QUARTO: SINAL PARA OS INCRÉDULOS. ESSE DOM É DE GRANDE VALIA PARA CONVENCER OS DESCRENTES (1 CO 14.20,22-25).

FINALMENTE, DEVE-SE OBSERVAR QUE OS DONS DE ELOCUÇÃO NÃO TÊM AUTORIDADE CANÔNICA; NÃO SE MANIFESTAM PARA ALTERAR OU CONTRADIZER O QUE ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA SAGRADA (2 PE 1.21; 1 TM 4.9; JO 17.17; SL 119.142,160; AP 22.18,19; PV 30.6). ELES TAMBÉM NÃO SÃO PRIORITÁRIOS PARA O GOVERNO DA IGREJA. AS FINALIDADES PRINCIPAIS DOS DONS DE SABER, DE MODO GERAL, SÃO: EDIFICAR, EXORTAR E CONSOLAR (1 CO 14.3). O ESPÍRITO ORIENTA A IGREJA POR MEIO DOS DONS ESPIRITUAIS (AT 13.1-3; 16.6-10), MAS O MINISTÉRIO ECLESIÁSTICO NÃO DEVE SE SUBORDINAR A “PROFETAS” (AP 2.20-22; AT 11.28-30; 15.14-30). É UMA PRÁTICA ANTIBÍBLICA CONSULTAR PROFETAS EM NOSSOS DIAS, PEDINDO RESPOSTAS QUANTO A CASAMENTOS, VIAGENS, NEGÓCIOS, ETC. OS DONS EM APREÇO DEVEM SER USADOS “NA IGREJA” (1 CO 14.3,13,26,28).

notas  fonte cpad news


                                                   Variedade de línguas

(1 Co 12.10). É um dom de expressão plural. É um milagre lingüístico sobrenatural. Nem todos os crentes batizados com o Espírito Santo recebem este dom (1 Co 12.30).

A primeira categoria é a dos dons de elocução ou verbais: profecia, variedade de línguas e interpretação das línguas. Por meio da profecia, o crente usado pelo Espírito transmite uma mensagem divina, momentânea e sobrenatural, para a igreja (1 Co 14.4,5,22). Pela variedade de línguas, o salvo apresenta à igreja uma mensagem divina, sobrenatural, em línguas que ele jamais estudou ou aprendeu. Tal mensagem precisa de interpretação, a menos que o Senhor queira falar com pessoas em suas próprias línguas, como ocorreu no dia de Pentecostes (At 2.7-13). E, mediante a interpretação das línguas, os salvos são capacitados, sobrenaturalmente, a interpretarem as tais línguas desconhecidas — isto é, estranhas a quem as pronuncia.

Não se deve confundir as línguas como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo com o dom de variedade de línguas. No Novo Testamento, as línguas dadas pelo Espírito Santo são apresentadas com quatro finalidades distintas. Primeiro, como evidência inicial do batismo com o Espírito Santo (At 2.1-8; 10.44-46; 19.6; 9.18; 1 Co 14.18). Segundo, as línguas são dadas pelo Consolador para edificação do próprio crente que as pronuncia (1 Co 14.4). Terceiro, elas são úteis para a oração em espírito ou “pelo Espírito [gr. pneumati]” (1 Co 14.2,14-16; Ef 6.18; Rm 8.26). E, quarto, há línguas que contêm uma mensagem profética, isto é, o dom de variedade de línguas. Quando alguém é usado pelo Espírito com esse dom, dirige-se à igreja em línguas estranhas (1 Co 12.29,30). Contudo, se não houver interpretação, o tal deve se calar (1 Co 14.5,13,27,28).

Na segunda categoria de dons como manifestações momentâneas estão os dons de inspiraçãoou de saber. A palavra da sabedoria não consiste em sabedoria, em si, mas em um modo sábio de falar. Trata-se de uma capacidade sobrenatural dada pelo Espírito em várias circunstâncias. A palavra da ciência é um dom ligado ao ministério do ensino, uma capacidade sobrenatural que leva o crente a conhecer as profundezas e os mistérios de Deus (cf. 1 Co 2.9,10). O discernimento dos espíritos, por sua vez, é a capacidade sobrenatural para discernir a natureza, o caráter e a origem dos espíritos (1 Jo 4.1). O termo original denota pluralidade: “discernimentos”. 


O QUE SÃO AS LÍNGUAS ESTRANHAS E A INTERPRETAÇÃO DELAS?

NO CONTEXTO DOS DONS ESPIRITUAIS, FALAR NOUTRAS LÍNGUAS É UMA MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO; PORTANTO, ELAS NÃO SÃO APRENDIDAS, MAS VÊM DE MODO SOBRENATURAL, SENDO ESTRANHAS, DESCONHECIDAS, AOS QUE AS PRONUNCIAM. A PROMESSA DO BATISMO COM O ESPÍRITO, COM A EVIDÊNCIA DE FALAR NOUTRAS LÍNGUAS, É MENCIONADA NOS DOIS TESTAMENTOS (IS 28.11,12; 44.3; JL 2.28,29 COM AT 2.14-17; MT 3.11; LC 24.49; AT 1.8). E O CUMPRIMENTO DESSA PROMESSA COMEÇOU NO DIA DE PENTECOSTES (AT 2.1-4). HÁ RELATOS HISTÓRICOS DE QUE TAL EVIDÊNCIA OCORREU NAS VIDAS DOS CRENTES DA IGREJA PRIMITIVA (AT 4.31; 8.15-17; 10.44-48; 19.1-7), BEM COMO NAS DE OUTROS SALVOS, AO LONGO DA HISTÓRIA. A PROMESSA DO REVESTIMENTO DE PODER, COM A EVIDÊNCIA DE FALAR NOUTRAS LÍNGUAS, É PARA HOJE (AT 2.39; 11.15; HB 13.8), HAJA VISTA A “DISPENSAÇÃO DO ESPÍRITO” ESTAR EM CURSO (2 CO 3.8).

QUAL É A UTILIDADE DAS LÍNGUAS ESTRANHAS?

 PRIMEIRO: ELAS SÃO A EVIDÊNCIA INICIAL DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO (AT 2.1-8; 10.44-46; 19.6; 9.18; 1 CO 14.18). SEGUNDO: ELAS EDIFICAM O CRENTE (1 CO 14.4). TERCEIRO: ELAS SÃO DADAS PELO ESPÍRITO AO CRENTE A FIM DE CAPACITÁ-LO A ORAR EM ESPÍRITO — OU “PELO ESPÍRITO [GR. PNEUMATI]” (1 CO 14.2,14-16; EF 6.18; RM 8.26). QUARTO: ELAS SÃO DADAS PELO CONSOLADOR COMO UMA MENSAGEM PROFÉTICA (DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS), EM CONEXÃO COM O DOM DE INTERPRETAÇÃO DAS LÍNGUAS. O CRENTE, AO RECEBER MOMENTANEAMENTE A VARIEDADE DE LÍNGUAS, DIRIGE-SE À IGREJA (1 CO 12.29,30), MAS SUA MENSAGEM PRECISA DE INTERPRETAÇÃO (1 CO 14.5,13,27,28).

COMO DEVE SER O USO DAS LÍNGUAS ESTRANHAS NO CULTO?

PRIMEIRO: DEVE HAVER AUTOCONTROLE. O CRENTE, QUANDO FALA EM LÍNGUAS QUE NÃO SÃO MENSAGENS PROFÉTICAS, DEVE SE CONTROLAR, POIS NÃO FALA AOS HOMENS, E SIM A DEUS (1 CO 14.2), EDIFICANDO-SE A SI MESMO (1 CO 14.4,19). É ERRADO FALAR EM LÍNGUAS SÓ PARA MOSTRAR AOS OUTROS QUE É PENTECOSTAL. TODOS PODEM E DEVEM FALAR EM LÍNGUAS (1 CO 14.5,39), MAS SEM EXAGEROS (1 CO 14.8,9). SEGUNDO: É NECESSÁRIO QUE HAJA ORDEM. QUANDO UM IRMÃO ESTIVER SENDO USADO EM PROFECIA, NÃO DEVE OUTRO FALAR EM LÍNGUAS EM TOM ALTO, VISTO QUE ISSO GERA CONFUSÃO E DESORDEM (1 CO 14.33). HÁ MOMENTO DE FALAR “DE DEUS” (AUDIVELMENTE), E MOMENTO DE FALAR “COM DEUS” (EM TOM BAIXO). NO CULTO, DEVE HAVER DUAS OU TRÊS MENSAGENS PROFÉTICAS, UMAS DEPOIS DAS OUTRAS, COM ORDEM (1 CO 14.29-31).

EM TERCEIRO LUGAR, DEVE HAVER DECÊNCIA (1 CO 14.40). DECÊNCIA DIZ RESPEITO À CONFORMIDADE COM PADRÕES MORAIS E ÉTICOS; ENVOLVE DIGNIDADE, CORREÇÃO, DECORO, MODÉSTIA, HONRADEZ, HONESTIDADE. QUARTO: É PRECISO HAVER HARMONIA. O DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS SÓ É ÚTIL EM CONEXÃO COM O DE INTERPRETAÇÃO DAS LÍNGUAS. QUEM FALA EM LÍNGUAS DEVE SE CALAR, CASO NÃO HAJA INTÉRPRETE (1 CO 14.13,28).

O QUE É O DOM DE PROFECIA?

 É UMA CAPACITAÇÃO MOMENTÂNEA PARA SE TRANSMITIR UMA MENSAGEM ESPECÍFICA DE DEUS ATRAVÉS DE UMA INSPIRAÇÃO DIRETA DO ESPÍRITO SANTO (1 CO 14.30; 2 PE 1.21). TRATA-SE DE UMA MANIFESTAÇÃO SOBRENATURAL, CUJA FUNÇÃO PRECÍPUA É A EDIFICAÇÃO DA IGREJA (1 CO 14.4). NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO, OS PROFETAS ERAM INTERMEDIÁRIOS ENTRE DEUS E O POVO (1 SM 3.20; 8.21,22; 9.6,9,18-20). ESSE TIPO DE MINISTÉRIO PROFÉTICO DUROU ATÉ JOÃO BATISTA (LC 16.16). HOJE, O PROFETA NÃO É MAIS UMA ESPÉCIE DE MEDIADOR. E NINGUÉM PRECISA CONSULTAR PROFETAS, E SIM AO SENHOR, DIRETAMENTE (1 TM 2.5; EF 2.13; HB 10.19-22; GL 6.16; FP 4.6).

DEVE-SE FAZER UMA DISTINÇÃO ENTRE O MINISTÉRIO PROFÉTICO E O DOM DE PROFECIA. TANTO O PORTADOR DESTE QUANTO O MINISTRO SÃO CHAMADOS DE “PROFETA” (1 CO 14.29; EF 4.11), MAS HÁ DIFERENÇAS ENTRE AMBOS. PRIMEIRO, QUANDO AO MODO DA CONCESSÃO: O DOM DE PROFECIA PODE SER CONCEDIDO A QUEM O BUSCA (1 CO 14.1,5,24,31); JÁ O MINISTÉRIO DEPENDE DE CHAMADA DIVINA (MC 3.13; EF 4.11). SEGUNDO, QUANTO AO USO: O DOM DE PROFECIA DECORRE DE UMA INSPIRAÇÃO MOMENTÂNEA, SOBRENATURAL (1 CO 14.30); O MINISTÉRIO PROFÉTICO ESTÁ RELACIONADO COM A PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS (AT 11.27,28; 15.32; 13.1). O DOM DE PROFECIA ERA UMA REALIDADE NOS DIAS DA IGREJA PRIMITIVA (AT 19.6; 21.9; 1 CO 14). ALI, O MINISTÉRIO PROFÉTICO E O DOM DE PROFECIA, ÀS VEZES, ERAM INTERCAMBIÁVEIS (AT 21.8-10).

POR QUE VEMOS POUCAS MANIFESTAÇÕES DO DOM EM APREÇO EM NOSSOS DIAS?

 ISSO OCORRE, PRIMEIRAMENTE, POR CAUSA DA IGNORÂNCIA. POUCO SE FALA NAS IGREJAS ACERCA DESSE DOM, COMO OCORRIA EM ÉFESO (AT 19.2,3). SEGUNDO: TEM HAVIDO UMA SUBSTITUIÇÃO. COISAS SUPÉRFLUAS TÊM OCUPADO O LUGAR QUE DEVIA SER DESTINADO À MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO NO CULTO (1 CO 14.26). TERCEIRO: EXISTE UMA APATIA ESPIRITUAL, INCLUSIVE NAS IGREJAS DITAS PENTECOSTAIS. EM MUITOS LUGARES NÃO TEM HAVIDO LUGAR PARA O ESPÍRITO OPERAR (1 TS 5.19). QUARTO: HÁ MUITO RECEIO. LÍDERES HÁ QUE, PREOCUPADOS COM AS “MENINICES”, TÊM DESPREZADO AS PROFECIAS (1 TS 5.20), ESQUECENDO-SE DE QUE DEVEM ENSINAR OS “MENINOS” QUANTO AO USO CORRETO DESSE DOM (1 CO 14.22-24,28-30; 13.11).

COMO JULGAR A PROFECIA?

 PRIMEIRO, SEGUNDO A RETA JUSTIÇA (JO 7.24); ISTO É, POR MEIO DA PALAVRA DE DEUS (JO 17.17; AT 17.11; HB 5.12-14). SEGUNDO, MEDIANTE A SINTONIA DO CORPO COM A CABEÇA (EF 4.14,15; 1 CO 2.16; 1 JO 2.20,27; NM 9.15-22; JO 10.4,5,27). TERCEIRO, PELO DOM DE DISCERNIR OS ESPÍRITOS (1 CO 12.10,11; AT 13.6-11; 16.1-18). QUARTO, ATRAVÉS DO BOM SENSO (1 CO 14.33; AT 9.10,11). QUINTO, PELO CUMPRIMENTO DA PREDIÇÃO (EZ 33.33; DT 18.21,22; JR 28.9), CONQUANTO APENAS ISSO NÃO SEJA SUFICIENTE; DEUS PERMITE QUE, EM ALGUNS CASOS, PREDIÇÕES DE FALSOS PROFETAS SE CUMPRAM (DT 13.1-4). FINALMENTE, O JULGAMENTO DEVE SE DAR COM BASE NA VIDA DO PROFETA (2 TM 2.20,21; GL 5.22). TEM ELE UMA VIDA DE DEVOÇÃO A DEUS? ELE HONRA A CRISTO EM TUDO? DEMONSTRA AMAR E SEGUIR A PALAVRA DO SENHOR? AMA OS PECADORES E DESEJA VÊ-LOS SALVOS? DETESTA O MAL E AMA JUSTIÇA? PREGA CONTRA O PECADO, DEFENDE O EVANGELHO DE CRISTO E CONDUZ A IGREJA À SANTIFICAÇÃO? REPUDIA A AVAREZA?

QUAIS SÃO AS FUNÇÕES DO DOM DE PROFECIA?

 PRIMEIRO: EDIFICAÇÃO. A IGREJA É COMPARADA A UM EDIFÍCIO, E O SENHOR JESUS É O SEU FUNDAMENTO (1 CO 3.10,12,14; EF 2.22). OS SALVOS SÃO PEDRAS DESSE EDIFÍCIO (1 PE 2.5), E A PROFECIA É UM DOS MEIOS PELOS QUAIS ELES SÃO EDIFICADOS (1 CO 14.3,4,12,17). SEGUNDO: EXORTAÇÃO. POR MEIO DA PROFECIA, O CRENTE É INCENTIVADO, DESPERTADO, FORTALECIDO NA FÉ (1 CO 14.3). TERCEIRO: CONSOLAÇÃO. O SENHOR SE UTILIZA DESSE DOM PARA CONSOLAR O CRENTE COM PALAVRAS SEMELHANTES ÀS DE DEUTERONÔMIO 31.8 OU ISAÍAS 41.10; 45.1-3. QUARTO: SINAL PARA OS INCRÉDULOS. ESSE DOM É DE GRANDE VALIA PARA CONVENCER OS DESCRENTES (1 CO 14.20,22-25).

FINALMENTE, DEVE-SE OBSERVAR QUE OS DONS DE ELOCUÇÃO NÃO TÊM AUTORIDADE CANÔNICA; NÃO SE MANIFESTAM PARA ALTERAR OU CONTRADIZER O QUE ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA SAGRADA (2 PE 1.21; 1 TM 4.9; JO 17.17; SL 119.142,160; AP 22.18,19; PV 30.6). ELES TAMBÉM NÃO SÃO PRIORITÁRIOS PARA O GOVERNO DA IGREJA. AS FINALIDADES PRINCIPAIS DOS DONS DE SABER, DE MODO GERAL, SÃO: EDIFICAR, EXORTAR E CONSOLAR (1 CO 14.3). O ESPÍRITO ORIENTA A IGREJA POR MEIO DOS DONS ESPIRITUAIS (AT 13.1-3; 16.6-10), MAS O MINISTÉRIO ECLESIÁSTICO NÃO DEVE SE SUBORDINAR A “PROFETAS” (AP 2.20-22; AT 11.28-30; 15.14-30). É UMA PRÁTICA ANTIBÍBLICA CONSULTAR PROFETAS EM NOSSOS DIAS, PEDINDO RESPOSTAS QUANTO A CASAMENTOS, VIAGENS, NEGÓCIOS, ETC. OS DONS EM APREÇO DEVEM SER USADOS “NA IGREJA” (1 CO 14.3,13,26,28).


14. O QUE O CRENTE DEVE FAZER PARA TER EM SI SEMPRE NOVA A EXPERIÊNCIA DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?

Este tem sido o problema crucial para mui­tos crentes que, tendo recebido o batismo com o Espírito Santo, já não vivem aquele mesmo ní­vel de espiritualidade que possuíam nos primei­ros dias seguintes ao do batismo. Daí passam a viver um certo tipo de saudosismo: "Ah! aqueles dias!..." "Oh! se aqueles dias voltassem!" Esta é uma parte da triste história de muitos que entristeceram o Espírito Santo e que fize­ram silenciar a voz dele em suas consciên­cias.A quem tiver interesse de viver, não como alguém que "foi" batizado com o Espírito San­to, mas como alguém que "é" batizado com o Espírito Santo, aconselho:a.    Reserve uma hora especial todos os dias para ler e estudar a Bíblia, destacando um versículo, ou um pensamento dela para meditar durante o dia. Considere um pecado deixar de ler a Bíblia.b. Reserve algum tempo para, a sós, orar a Deus, não permitindo que coisa alguma justifique a sua falta de oração.c.       Ponha a sua mente e consciência à dispo­sição do Espírito de Deus, permitindo que Ele molde-a de sorte que você saiba estar sempre no centro da vontade de Deus.d.      Proponha no seu coração fazer algo espe­cial e específico pela causa do Evangelho. Até que essa oportunidade surja, faça algo como: evangelismo pessoal, visitação aos presídios e aos hospitais, ajudar como componente do coro ou da banda etc. Procure o pastor da sua igreja e fale a ele de seus próprios interesses e planos quanto à obra de Deus. Não se esqueça de que uma mente desocupada é uma oficina para o Diabo trabalhar.Assim não faltará o óleo do Espírito Santo em seu vaso; sua pólvora continuará sempre seca e sua lâmpada sempre acesa para glória e honra do Deus a quem você se propôs servir e honrar.


 O dom de línguas hoje .


No capítulo anterior, tratei sobre o batismo com o Espírito Santo como um experiência atual, desta­cando o falar em línguas estranhas como a evidên­cia física inicial desse batismo. Este capítulo trata­rá, de forma mui particular, sobre o dom de línguas, destacando a importância que ele tem no contexto doutrinário do Movimento Pentecostal.A primeira alusão no Novo Testamento ao falar em línguas estranhas está nas palavras de Cristo em Marcos 16.17:"Estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome... falarão novas línguas".Depois, quando lemos sobre línguas estranhas, é já a manifestação delas entre os quase cento e vinte discípulos no dia de Pentecoste, em Jerusalém (At 2.4); na casa do centurião Cornélio, em Cesaréia __(At 10.44-46); em Éfeso quando os doze discípulos de João foram batizados com o Espírito Santo (At 19.6,9); e, provavelmente, entre os crentes samari­tanos quando da estada de Pedro e João em Sama­ria: At 8.17-19. Em todos esses casos, as línguas (glossolalia) foram manifestas como evidência do batismo com o Espírito Santo. Depois ainda lemos na primeira epístola de Paulo aos Coríntios um capítulo inteiro (14) sobre línguas, já não como evi­dência do batismo com o Espírito Santo, mas como um dom do Espírito Santo.Em 1 Coríntios 12.8-10 lemos:"Porque a um pelo Espírito é dado a palavra da sabedoria; e a outro pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro a operação de maravilhas; e a outro a profe­cia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a ou­tro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas."Na opinião do antipentecostal Robert G. Gro­macki, no seu livro "Movimento Moderno de Línguas", o dom de línguas e o de interpretação de­las são os dois menores dos dons do Espírito, em ra­zão de o apóstolo Paulo havê-los citado no final da lista dos dons, no capítulo 12 de 1 Coríntios. Esta opinião cai por terra quando a lista dos dons de 1 Coríntios 12.8-10 é comparada com as palavras do versículo 28 do mesmo capítulo, que provam que Paulo não usou um critério de proporcionalidade e grandeza quanto à colocação dos dons na ordem dos seus valores. Por exemplo: nota-se que quando Paulo aconselha os crentes a buscar os melhores dons, disse que eles os buscassem com diligência mas principalmente o de profecia. Observa-se que se Paulo houvesse feito a listagem dos dons na or­dem dos seus valores, ele teria aconselhado os cren­tes a buscarem "a palavra da sabedoria" (o primei­ro dom da lista) e não o de profecia (o sexto na or­dem dos nove).

( notas F.Raimundo oliveira ,doutrina do Espirito SANTO 1988,CPAD))

O apóstolo Paulo, ainda no capítulo 12, versos 22 e 23 de 1 Coríntios, querendo ensinar sobre a harmonia dos dons do Espírito, comparou-os aos membros do corpo que, juntos, cooperam para o bem comum do mesmo corpo:"Os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; e os que reputamos ser me­nos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra".Os dons são diferentes entre si como diferentes são os membros do corpo, mas não existem dons inúteis à edificação do corpo de Cristo, sejam quais forem.NOTAS IBID).
Cessacionistas estão errados sobre dom de línguas, assevera Mark D.

Neocalvinista assevera que dom de falar em línguas não terminou com os apóstolos de Jesus 

O pastor Mark Driscoll da igreja Mars Hill, em Seattle, Washington, recentemente falou sobre o dom de línguas como descrito no Novo Testamento como parte de sua série de sermões "Atos: Fortalecidos para a Missão de Jesus". Driscoll é um pastor reformado (isto é, alinhado teologicamente ao protestantismo histórico, tradicional), mas com estilo despojado. Ele tem uma linguagem e apresentação que atrai muito os jovens, mas é um calvinista doutrinariamente conservador, um perfil que geralmente é classificado como neocalvinista. Muito popular hoje nos Estados Unidos, Driscoll definiu recentemente os seus argumentos a respeito de porque ele acredita que o dom de falar em línguas não terminou com os apóstolos de Jesus no primeiro século.
Cessacionistas, como o pastor calvinista tradicional e também influente John MacArthur, acreditam que a capacidade divina de falar em outras línguas ou em uma língua desconhecida (glossolalia) terminou com a morte dos apóstolos, assim como as revelações proféticas e curas de fé através de indivíduos. A maioria dos cristãos no mundo, no entanto, entende à luz da Bíblia que estes dons inspirados no Espírito Santo continuarão até a Volta de Cristo.
No trecho do sermão compartilhado on-line esta semana pela igreja Mars Hill, o pastor Driscoll aborda três "perguntas mais comuns sobre o dom de línguas", listados como se seguem: "Podem todos os cristãos ter o dom de línguas? A igreja Mars Hill acredita que o dom de línguas se aplica aos dias de hoje? E o que acontece quando o uso de uma língua particular se torna público?".
Antes de mergulhar em suas respostas, Driscoll insistiu que a única maneira de saber o que pode ser certo ou errado sobre o falar em línguas é estudando as Escrituras, e não "tomando a nossa experiência e tornando-a normativa".
Apesar de o texto-chave para o sermão completo, intitulado "Fortalecidos pelo Espírito a seguir Jesus", ter sido um testemunho de Pentecostes em Atos 2.1-13, o pastor da mega-igreja e autor best-seller olhou para 1 Coríntios 12.8-11 para ajudar enquadrar suas respostas.
Driscoll transmitiu uma parte da passagem: "’Porque a um é dado pelo Espírito... vários tipos de línguas’ - ou idiomas, celestiais ou terrenas - 'para outro, a interpretação das línguas’ - a capacidade de articular em outra língua o que foi dito na língua estrangeira. "Mas é o mesmo e único Espírito que faz tudo isso. Ele distribui tudo a cada pessoa, individualmente, da maneira que deseja".
Driscoll enfatizou que a igreja Mars Hill acredita que o dom de línguas é uma ocorrência em andamento, mas crê que um dia ele vai cessar, mas não quando o cessacionismo afirma que cessa. O cessacionismo afirma que já cessou e Driscoll, à luz de 1 Coríntios 13, enfatiza que ele só cessará quando chegarmos no céu.
"Quando chegarmos ao céu, o evangelismo também não vai ser necessário como é agora. Você diria, 'Eu vou sair e encontrar as pessoas perdidas. Não há nenhuma. Este é o Reino de Deus. Todo mundo aqui já ama Jesus... Assim, a evangelização chega ao fim", exemplificou Driscoll, ao abordar 1 Coríntios 13:8-12, que diz: "O amor jamais acaba. Há dons de profetizar, mas eles desaparecerão. Há dons de falar em várias línguas, mas eles cessarão. Há o conhecimento, mas ele desaparecerá. Estas coisas acabarão, porque tanto o conhecimento que agora temos como o que recebemos por meio da profecia ainda não estão completos. Porém, quando vier a perfeição, aquilo que não está completo acabará. Quando eu era criança, falava como uma criança, pensava como uma criança, raciocinava como uma criança. Quando cheguei a ser homem, deixei de lado as coisas de criança. Agora nós vemos como se estivéssemos olhando para um espelho escuro. Mas, quando a perfeição vier, então veremos claramente. Agora meu conhecimento é incompleto. Mas, quando aquele tempo vier, conhecerei completamente, assim como sou conhecido por Deus.”
"Então, estamos de acordo com os cessacionistas que, sim, alguns dons, pelo menos, vão cessar. Eles vão cessar. Em que estamos em desacordo com os cessacionistas, e é onde concordamos com os continuístas, é quando esses dons param. Acreditamos que todos os dons continuam até um momento transitório muito importante na história do mundo. E quando esses dons cessarão? Quando Jesus voltar, quando o vermos face a face. Assim, os cessacionistas têm razão: certos dons chegarão ao fim. Mas, os cessacionistas estão errados em uma coisa: o fim deles ainda não veio. E os continuístas têm razão: todos os dons continuarão até que cheguemos a vê-lO face a face, até que Jesus venha novamente".
O sermão completo, terceiro até agora da série de 10 partes de Driscoll sob o tema "Atos: Fortalecidos para a Missão de Jesus", está disponível no site da Mars Hill Church. Driscoll, de 42 anos, pregou "Fortalecidos pelo Espírito a seguir Jesus" em 9 de junho de 2013, na megaigreja de Bellevue, Washington.


notas ,DA redação CPADNews com informações do Christian Post

 LÍNGUAS COMO SINAL.


Vale notar que as línguas estranhas têm duas funções na Bíblia. Primeira: elas são apresentadas como sinal, ou evidência de que alguém foi batiza­do com o Espírito Santo. Isso é o que vemos em pelo menos três das cinco ocasiões históricas do derra­mamento do Espírito Santo nos dias do Novo Tes­tamento.As línguas estranhas neste aspecto manifestam-se uma única vez, isto é, no momento em que o crente recebe o batismo com o Espírito Santo. Se a partir daí o crente continua falando em línguas, es_sas línguas já passam para a segunda esfera, que é o dom de línguas propriamente dito, o qual se pode manifestar de duas maneiras: línguas congrega-cionais (interpretáveis); e línguas devocionais (não-interpretáveis).Aqueles que combatem a doutrina bíblica do batismo com o Espírito Santo intrigam-se com a ênfase que damos quanto à necessidade de se falar línguas estranhas como evidência da recepção des­se batismo, achando ser possível dar-se outra prova em detrimento desta para afirmar que o crente foi batizado com o Espírito Santo. Contudo, o que na prática tenho observado é que aqueles que dizem ter sido batizados com o Espírito mas que não fala­ram línguas, não estão tão seguros de que o foram quanto aqueles que falaram novas línguas.

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