quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Dons do Espirito Santo (1)

               


              OS DONS DO ESPIRITO SANTO N.1

                                                         Artigo: Mauricio Berwald 

 “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.11).
Entre aqueles que receberam o batismo com o Espírito Santo no mesmo dia do Sr. Edward Lee, encontrava-se Jennie Moore, que algum tempo depois casaria com Seymour. A Sra. Moore foi a primeira mulher a receber o batismo com o Espírito Santo na cidade de Los Angeles, na casa dos irmãos Richard e Ruth Asbery, na rua Bonnie Brae, 214. Na ocasião, começou a cantar noutras línguas e a tocar piano sob o poder de Deus. Todos ficaram maravilhados (At 2.7), pois sabiam que ela nunca havia estudado música. Segundo uma testemunha ocular, Emma Cotton, aquele grupo orou durante três dias e três noites e as pessoas que conseguiam entrar na casa dos Asbery, caíam sob o poder de Deus, enquanto outras eram curadas e salvas por Jesus Cristo. O local ficou repleto de pessoas a ponto do soalho ceder, mas ninguém ficou ferido. Durante aqueles três dias, toda a cidade afluiu para observar o poder de Deus manifestado entre os seus filhos.
Uma corrente da teoria cessacionista afirma que os dons do Espírito são habilidades naturais, santificadas e aperfeiçoadas por Deus após a conversão do indivíduo. Uma outra acredita que os dons espirituais não são para os tempos hodiernos, mas estiveram restritos ao período apostólico. No entanto, ao lermos as Sagradas Escrituras, não encontramos qualquer evidência de que os dons do Espírito tenham cessado com a morte dos apóstolos e muito menos de que se trata de talentos humanos santificados. O argumento antipentecostal é fundamentado na hermenêutica naturalista, que nega qualquer elemento sobrenatural nas Escrituras. Portanto, a dedução dos cessacionistas não é possível e nem necessária como método de interpretação do Novo Testamento. A atualidade dos dons espirituais é confirmada pela Escritura e experiência cristã. No primeiro caso, podemos citar os propósitos dos dons, especificamente, o de fortalecer a Igreja (1 Co 14.3,4,26). Se os dons cessaram após a morte dos apóstolos, por que Paulo escreveria à igreja de Corinto para que buscassem ardentemente os dons e zelassem por ele, sabendo que os dons não durariam mais do que 50 anos? Não há qualquer analogia plausível para sustentar tal absurdo. A experiência pentecostal de incontáveis cristãos, em todas as épocas e lugares, é evidência complementar da atualidade dos dons conforme a verdade bíblica.
 Muitos têm dificuldades de distinguir entre Dons do Espírito (plural), Dom do Espírito (singular) e Fruto do Espírito (singular). Por isso, utilize nesta lição a tabela “Paralelo Lógico”. Este recurso possibilita a comparação entre dois ou mais elementos e suas possíveis correspondências.
Concernente os dons espirituais, dois princípios devem ficar patentes. Primeiro, quando uma pessoa recebe do Senhor os dons do Espírito, não significa que ela é mais perfeita ou que é mais merecedora das bênçãos divinas do que outras. Segundo, assim como o crente não é salvo pelas obras, mas pela graça divina (Ef 2.8; Tt 3.5), os dons do Espírito são concedidos pela graça de Deus para que ninguém se engrandeça (Rm 12.6).
 FALSOS CONCEITOS QUANTO AOS DONS DO ESPÍRITO SANTO
Através dos anos têm se desenvolvido as mais variadas e absurdas teorias a respeito dos dons do Espírito Santo, dentre as quais se destacam as se­guintes:4.1. Os dons eram restritos à era apostólica Os que defendem esta teoria afirmam que os si­nais sobrenaturais e os dons do Espírito Santo, foram enviados com o propósito exclusivo de confir­mar a divindade de Jesus, e autenticar os primeiros pregadores do Evangelho e sua mensagem. Argu­mentam também que a necessidade de tais mani­festações sobrenaturais cessaram depois de com­pletado o Novo Testamento._4.2.          Os dons hoje são habilidades naturais
Isto é, Deus premia algumas pessoas privilegia­ das, dando-lhes dotes especiais. Por exemplo: pes­soas com a habilidade fora do comum para lingüís­tica, como Rui Barbosa, têm o dom de línguas e de interpretação; quem tem mãos habilidosas e gran­de capacidade como cirurgião, tem o dom de curar; quem mostra erudição na pregação, tem o dom da profecia; e assim por diante.4.3.    Os dons são inalcançáveisOs que advogam esta interpretação, dizem que os dons são tão grandiosos e santos na sua essência, que ninguém está suficientemente preparado para merecê-los; portanto ninguém os possui.5.

 OS DONS ESPIRITUAIS SÃO PARA A IGREJA HOJE
É evidente que as três teorias supramencionadas, comuns nos escritores antipentecostais, não podem subsistir, porque se contradizem com aquilo que a Bíblia e a experiência cristã dizem sobre o as­sunto, como vemos a seguir.Não há nenhuma evidência em o Novo Testa­mento de que os dons do Espírito Santo foram res­tritos à era apostólica, nem que eles sejam habili­dades naturais aos mais inteligentes, ou mesmo «que sejam tão santos em si que ninguém seja sufi­cientemente puro para merecê-los.Pelo modo como o assunto é tratado nas epísto­las apostólicas, conclui-se que os dons espirituais são para a Igreja hodierna. Esta opinião é comun­gada por famosos teólogos e por muitas igrejas da atual geração.O teólogo suíço, Karl Barth, escrevendo sobre as manifestações extraordinárias do Espírito Santo no contexto de 1 Coríntios 13, diz: “... na falta delas, há razão para perguntar se por orgulho ou por preguiça a comunidade como tal se furtou talvez a essa concessão, falsificando assim o seu relacionamento com o Senhor, aniquilando-o, por se tratar de uma relação nominal e não real".Emil Brunner escreveu que "o milagre do Pen­tecoste, e tudo o que está incluído nos charismata, os dons do Espírito, não deve ser abrandado a um puritanismo teológico".
A Igreja Presbiteriana Unida, nos Estados Uni­dos, num dos seus documentos de 1971, sobre "A Obra do Espírito Santo", declara: “... não podemos seguir o ponto de vista de alguns teólogos no senti­do de que os dons puramente sobrenaturais cessa­ram com a morte dos apóstolos. Não parece existir base exegética para tal suposição. Cremos que o Espírito Santo está testemunhando à Igreja que ela deveria estar 'orando e suspirando' pelo ministério do Espírito e suas manifestações, pois, com dema­siada freqüência, a dimensão carismática está sen­do reduzida a nível da dinâmica psicológica e posta de lado como uma aberração emocional".O Relatório de 1974 do Painel sobre doutrina da "Church of Scotland" intitulado "O Movimento Carismático Dentro da Igreja Escocesa", diz: "Desde que Deus finalmente falou em Cristo, o que sem dúvida cessou foram as revelações. O que não ces­sou, segundo as Escrituras, foi a promessa dos dons.
 A promessa em Marcos foi para 'aqueles que crêem', e esta é uma promessa válida para todos os tempos e até o fim dos tempos. Não há nada nas Escrituras que possa limitá-la ao 'início' do Evan­gelho..."Num breve "Sumário de Conclusão", o mesmo Painel estabelece:"Os dons do Espírito Santo devem ser operados. Onde houver esperança; a Igreja pode perfeitamen­te ser galardoada com uma medida maior e mais evidente desses dons do que o seria uma igreja que há tempos acredita que eles tenham cessado."Os escritores antipentecostais se habituaram a citar 1 Coríntios 13.10:"Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado".Foi daí que extraíram o absurdo ensino de que os dons espirituais cessariam logo após fossem con­cluídos os escritos do Novo Testamento.A respeito deste assunto de 1 Coríntios 13.10, escreve o Dr. Russell Norman Champlin, no seu "Novo Testamento Interpretado":"Não existe aqui, obviamente, nenhuma refe­rência ao cânon das Escrituras do Novo Testamen­to, como a 'perfeição' que esperamos.
Esta inter­pretação é uma invenção do século XX para obter um texto de prova para ensinar que os dons, neces­sariamente, deveriam ter acabado ao fim da era apostólica. A 'perfeição' do texto é adequadamente descrita: Nesta perfeição 'conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido', v.12... O cânon das Escrituras, claramente, não trouxe tais condições. Paulo está é antecipando a perfeição que a segunda vinda de Cristo trará..."Precisamos da manifestação de todos os dons espirituais, tanto hoje em dia como em qualquer outra época; porquanto a nossa era se caracteriza pelo materialismo e pela mais profunda impiedade. Os dons espirituais deveriam fortalecer a Igreja e fazer dela um poder neste período, contanto que to­dos venham genuinamente da parte do Espírito Santo".
5 Os dons e o fruto do Espírito Antes do grande avivamento pentecostal inicia­do no começo deste século, dava-se muita ênfase ao fruto do Espírito, enquanto que os dons eram igno­rados. Para combater esse desequilíbrio, começou-se a dar ênfase aos dons e quase a ignorar o fruto do Espírito. Hoje, no entanto, a situação parece bem mais delicada, devido ao fato de estarmos dando pouca ênfase tanto aos dons quanto ao fruto do Espírito.Evidentemente, esta posição coloca-nos em de­sacordo com a Bíblia Sagrada, devendo, portanto, levar-nos a tomar uma nova atitude quanto ao as­sunto..
HAJA VISTA A ALEGAÇÃO DOS CRÍTICOS DAS DOUTRINAS PARACLETOLÓGICAS DE QUE A EXPRESSÃO “DONS ESPIRITUAIS” NÃO CONSTA DA BÍBLIA, INICIAREI ESTA SÉRIE FAZENDO UM ESCLARECIMENTO. DE FATO, O TERMO “DONS ESPIRITUAIS” NÃO APARECE EM 1 CORÍNTIOS 12.1 E 14.1,12. MAS O TERMO ORIGINALPNEUMATIKON (LITERALMENTE, “ESPIRITUALIDADES” OU “COISAS ESPIRITUAIS”) PODE SER PERFEITAMENTE TRADUZIDO POR “DONS ESPIRITUAIS”, UMA VEZ QUE ESTA TRADUÇÃO É ABONADA PELO CONTEXTO IMEDIATO: “HÁ DIVERSIDADE DE DONS” (1 CO 12.4); “DONS DE CURAR” (VV.9,28); “DOM DE CURAR” (V.30); “PROCURAI COM ZELO OS MELHORES DONS” (V.31).
“DONS”, EM 1 CORÍNTIOS 12.31, É CHARISMA, MAS EM 1 CORÍNTIOS 14.1 É PNEUMATIKON. ISSO CONFIRMA QUE OS TERMOS SÃO PERFEITAMENTE INTERCAMBIÁVEIS, À LUZ DO CONTEXTO. AMBAS AS FORMAS SE REFEREM AOS DONS ESPIRITUAIS. ESTES FAZEM PARTE DAS MINISTRAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO NA IGREJA E MANIFESTAM A GLÓRIA DIVINA. OS DONS ESPIRITUAIS EDIFICAM OS CRENTES E ATRAEM OS PECADORES. SÃO CAPACIDADES, DOTAÇÕES SOBRENATURAIS CONCEDIDAS PELO ESPÍRITO SANTO, COM O PROPÓSITO PRINCIPAL DE EDIFICAR A IGREJA (1 CO 14.3,4,5,12,26; EF 4.11-13). ATRAVÉS DELES, O SENHOR REVELA PODER E SABEDORIA AOS SEUS SERVOS.
HÁ DISTINÇÃO ENTRE OS DONS ESPIRITUAIS MENCIONADOS EM 1 CORÍNTIOS 12.6-11 E O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO, TAMBÉM CHAMADO DE DOM DO ESPÍRITO (AT 2.38; 10.45). ESTE É UM REVESTIMENTO DE PODER OUTORGADO PELO ESPÍRITO SANTO, ENQUANTO OS PRIMEIROS SÃO AS CAPACIDADES SOBRENATURAIS DECORRENTES DO TAL BATISMO. NESSE CASO, QUEM JÁ FALA EM LÍNGUAS, COMO EVIDÊNCIA DO ALUDIDO REVESTIMENTO, DEVE DESEJAR E BUSCAR OUTROS DONS: “PROCURAI COM ZELO OS DONS ESPIRITUAIS” (1 CO 14.1); “COMO DESEJAI DONS ESPIRITUAIS, PROCURAI SOBEJAR NELES” (V.12).
TAMBÉM HÁ DISTINÇÃO ENTRE OS DONS ESPIRITUAIS COMO MANIFESTAÇÕES ESPORÁDICAS (1 CO 12.6-11) E COMO MINISTÉRIOS (1 CO 12.28). OS PRIMEIROS ESTÃO À DISPOSIÇÃO DE TODOS OS QUE BUSCAM A DEUS (AT 2.39; RM 11.29). JÁ OS DONS MINISTERIAIS SÃO RESIDENTES NOS SERVOS DO SENHOR E DEPENDEM, EVIDENTEMENTE, DA CHAMADA SOBERANA DE DEUS (MC 3.13). À LUZ DA PALAVRA DE DEUS, TODO CRENTE FIEL, BATIZADO COM O ESPÍRITO SANTO, PODE SER USADO COM O DOM DE PROFECIA (1 CO 14.1). MAS NEM TODO CRENTE, MESMO QUE BATIZADO COM O ESPÍRITO, PODE SER UM PASTOR, POR EXEMPLO, VISTO QUE ESTE DOM NÃO É UMA MANIFESTAÇÃO MOMENTÂNEA, ESPORÁDICA, E SIM UM MINISTÉRIO OUTORGADO SOBERANAMENTE POR DEUS (EF 4.11; HB 5.4). OS DONS COMO MINISTÉRIOS SERÃO ABORDADOS NAS PRESENTES LIÇÕES BÍBLICAS DA CPAD A PARTIR DA LIÇÃO 6.
DE MODO GERAL, TODOS OS DONS SÃO DADOS À IGREJA PARA O QUE FOR ÚTIL (1 CO 12.7; 14.28). E, POR ISSO MESMO, NÃO DEVEMOS IGNORÁ-LOS OU DESPREZÁ-LOS (1 CO 12.1; 1 TS 5.19,20; AT 19.1-7). É O SENHOR QUEM NOS CONCEDE ESSAS DÁDIVAS, “SEGUNDO A GRAÇA” (RM 12.6). E, COMO ESSAS DOTAÇÕES SÃO, PRIMACIALMENTE, PARA A EDIFICAÇÃO DO POVO DE DEUS (1 CO 14.26), NÃO DEVEM SER MAL UTILIZADAS, SEM DECÊNCIA E ORDEM, NO CULTO GENUINAMENTE PENTECOSTAL (1 CO 14.37-40).

Os dons espirituais à luz da Bíblia (2)
Há diferença entre os dons do Espírito como manifestações esporádicas e os dons ministeriais. As ministrações momentâneas e sobrenaturais do Espírito para a edificação da igreja só vêm sobre quem já recebeu o revestimento de poder, o batismo com o Espírito (At 2.1-4; 10.44-47; 19.1-6, etc.).
APOLO ERA UM PREGADOR — ELE TINHA O MINISTÉRIO, O DOM MINISTERIAL, DE PREGADOR DA PALAVRA, ASSIM COMO PAULO (1 TM 2.7) —, PORÉM NÃO ERA BATIZADO COM O ESPÍRITO, AO CONTRÁRIO DO MENCIONADO APÓSTOLO (CF. AT 18.24-19.6). HÁ VÁRIOS MINISTROS, PERTENCENTES A DENOMINAÇÕES EVANGÉLICAS NÃO-PENTECOSTAIS, QUE, À SEMELHANÇA DE APOLO, FORAM CHAMADOS POR DEUS, DESEMPENHAM UM MINISTÉRIO, A DESPEITO DE NÃO CONHECEREM O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO. OS DONS ESPIRITUAIS, COMO MANIFESTAÇÕES MOMENTÂNEAS, ESPORÁDICAS, ESTÃO À DISPOSIÇÃO DE TODOS OS SALVOS BATIZADOS COM O ESPÍRITO. MAS NÃO DEVEM SER CONFUNDIDOS COM O FRUTO DO ESPÍRITO. NA VERDADE, OS DONS E O FRUTO SE COMPLETAM. NESTE SEGUNDO ARTIGO DA SÉRIE SOBRE OS DONS ESPIRITUAIS, CONHECEREMOS AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE AS ALUDIDAS MINISTRAÇÕES ESPIRITUAIS MOMENTÂNEAS E O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO NO QUE TANGE A: QUANTIDADE, FORMA DE RECEBIMENTO, ORIGEM, FORMA DE MANIFESTAÇÃO, DURAÇÃO, MOMENTO DO RECEBIMENTO, QUALIDADE, FINALIDADE E IMPORTÂNCIA.
1. QUANTO À QUANTIDADE. OS DONS SÃO MUITOS, E NÃO APENAS NOVE, COMO MUITOS PENSAM. SEGUNDO A BÍBLIA, HÁ DIVERSIDADE DE DONS, MINISTÉRIOS E OPERAÇÕES (1 CO 12.6-11,28; ETC.). O FRUTO DO ESPÍRITO TAMBÉM NÃO DEVE SER QUANTIFICADO. QUEM AFIRMA QUE SÃO APENAS NOVE OS ELEMENTOS FORMADORES DO FRUTO TOMA COMO BASE APENAS GÁLATAS 5.22. MAS HÁ VÁRIAS OUTRAS PASSAGENS QUE TRATAM DESSA DOUTRINA PARACLETOLÓGICA (EF 5.9; CL 3; 1 PE 5.5; 2 PE 1.5-9, ETC.).
2. QUANTO À FORMA DE RECEBIMENTO. OS DONS SÃO REPARTIDOS PARA A IGREJA, COLETIVAMENTE, PARA EDIFICAÇÃO DELA. O FRUTO DO ESPÍRITO — QUE NÃO DEVE SER REDUZIDO A UMA LISTA DE VIRTUDES, HAJA VISTA TRATAR-SE DO ESPÍRITO SANTO AGINDO NA VIDA DO CRENTE, A FIM DE MUDAR O SEU INTERIOR, O SEU CARÁTER — É PRODUZIDO NA VIDA DE CADA SERVO DO SENHOR QUE DÁ LUGAR AO CONSOLADOR.
3. QUANTO À ORIGEM. OS DONS ESPIRITUAIS VÊM DO ALTO SOBRE A IGREJA. O FRUTO TEM ORIGEM NO INTERIOR DE CADA CRENTE ESPIRITUAL.
4. QUANTO À FORMA DE MANIFESTAÇÃO. OS DONS VÊM SOBRE OS CRENTES, CONFERINDO-LHES UNÇÃO PODEROSA (CAPACITAÇÃO) PARA PENSAR, INTERPRETAR, DISCERNIR, PREGAR, ORAR, AJUDAR, ETC. O FRUTO MANIFESTA-SE EM CADA CRENTE DE DENTRO PARA FORA, ATRAVÉS DE VIRTUDES COMO AMOR, ALEGRIA, PAZ, HUMILDADE, ETC.
5. QUANTO À DURAÇÃO. OS DONS COMO MANIFESTAÇÕES — E NÃO COMO MINISTÉRIOS, REPITO — SÃO MOMENTÂNEOS. O FRUTO PERMANECE NA VIDA DO CRENTE. MAS PRECISA AMADURECER A CADA DIA.
6. QUANTO AO MOMENTO DO RECEBIMENTO. OS DONS ESPIRITUAIS MANIFESTAM-SE NA VIDA DOS SERVOS DO SENHOR A PARTIR DO BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO, COMO VEMOS EM ATOS CAPS. 2, 10 E 19, ESPECIALMENTE. “O BATISMO É TAMBÉM UM MEIO PARA A OUTORGA POR DEUS DOS DONS ESPIRITUAIS — 'FALAVAM LÍNGUAS E PROFETIZAVAM'” (GILBERTO, ANTONIO. VERDADES PENTECOSTAIS, CPAD, P.64). JÁ O FRUTO MANIFESTA-SE NO CRENTE A PARTIR DA SUA CONVERSÃO (EF 1.13,14). O FRUTO, PORTANTO, COMO JÁ DISSE, É O ESPÍRITO SANTO AGINDO NA VIDA DO CRENTE, A PARTIR DO PRIMEIRO MOMENTO DE SUA SALVAÇÃO, PARA MOLDAR O SEU CARÁTER (GL 5.22; 2 PE 1.5-9, ETC.).
7. QUANTO À QUALIDADE. OS DONS ESPIRITUAIS SÃO PERFEITOS, EMBORA MUITAS PESSOAS FAÇAM MAU USO DELES. JÁ O FRUTO PRECISA AMADURECER. ESTE AMADURECIMENTO DO FRUTO PRODUZIDO NO CRENTE PELO ESPÍRITO OCORRE GRADATIVAMENTE, DE ACORDO COM A DISPOSIÇÃO DO CORAÇÃO DO SALVO. TRATA-SE DO APERFEIÇOAMENTO ESPIRITUAL (2 TM 3.16,17; EF 4.11-15).
8. QUANTO À FINALIDADE. OS DONS SÃO MANIFESTAÇÕES PARA EDIFICAÇÃO DA IGREJA. O FRUTO DO ESPÍRITO TEM COMO FINALIDADE O DESENVOLVIMENTO DO CARÁTER DE CADA CRENTE. A IGREJA DE CORINTO ERA PENTECOSTAL (1 CO 1.7; CAPS. 12-14). TODOS OS DONS, MINISTÉRIOS E OPERAÇÕES DIVINOS TINHAM LUGAR ALI (1 CO 12.4-6). CONTUDO, ELA ESTAVA ENVOLVIDA EM DIVERSOS PROBLEMAS (1 CO 1.10; 6.1-11; 11.18), PECADOS MORAIS GRAVES (1 CO 5), ALÉM DA DESORDEM NO CULTO (1 CO 11.17-19). OS CORÍNTIOS ERAM IMATUROS E CARNAIS (1 CO 3.1-4).SE DERMOS ÊNFASE APENAS AOS DONS COMO MANIFESTAÇÕES ESPORÁDICAS, EM DETRIMENTO DO FRUTO DO ESPÍRITO, MALES OCORRERÃO NA IGREJA, COMO: DISSENSÃO, CARNALIDADE, EGOÍSMO, DESORDEM E INDECÊNCIA. O PARTIDARISMO NA IGREJA DE CORINTO DECORRIA DA FALTA DE AMADURECIMENTO DO FRUTO DO ESPÍRITO (1 CO 11.18; 1.10-13; 3.4-6). O TERMO “DISSENSÕES” (1 CO 1.10; 11.17) DESCREVE A DESTRUIÇÃO DA UNIDADE CRISTÃ POR MEIO DA CARNALIDADE. EM VEZ DE GRATIDÃO A DEUS, PARA PROMOVER A COMUNHÃO E “GUARDAR A UNIDADE DO ESPÍRITO PELO VÍNCULO DA PAZ” (EF 4.3), OS CORÍNTIOS SE REUNIAM PARA O CULTO COM ESPÍRITO FACCIOSO.
9. QUANTO À IMPORTÂNCIA. EM CORINTO, HAVIA MUITA CARNALIDADE PORQUE OS CRENTES DAQUELA IGREJA NÃO PRIORIZAVAM O FRUTO DO ESPÍRITO (1 CO 3.1-3). HAVIA MEMBROS DAQUELA IGREJA CONTROLADOS PELO ESPÍRITO SANTO (1 CO 1.4-9; RM 8.14), MAS MUITOS ERAM CARNAIS (1 CO 13.1). CARNAL É O CRENTE CUJA VIDA NÃO É REGIDA PELO ESPÍRITO (RM 8.5-8); QUE TEM MUITA DIFICULDADE DE ENTENDER OS ASSUNTOS ESPIRITUAIS (1 CO 2.14); QUE VIVE EM CONTENDAS, ETC. POR NÃO CULTIVAREM O FRUTO DO ESPÍRITO, OS CORÍNTIOS ERAM EGOÍSTAS (1 CO 11.21). NA LITURGIA DA IGREJA PRIMITIVA ERA COMUM A CEIA DO SENHOR SER PRECEDIDA POR UM EVENTO FESTIVO DENOMINADO AGÁPE (E NÃO ÁGAPE) OU “FESTA DO AMOR” (2 PE 2.13; JD V.12). NO ENTANTO, ALGUNS CRENTES, EM VEZ DE FORTALECEREM O AMOR E A UNIDADE CRISTÃ ANTES DA CEIA DO SENHOR, EMBRIAGAVAM-SE.
SEGUNDO A BÍBLIA, TODOS OS CRENTES (BATIZADOS COM O ESPÍRITO, É EVIDENTE) PODEM, NO CULTO, FALAR EM LÍNGUAS OU PROFETIZAR (1 CO 14.5SS). MAS ELA TAMBÉM NOS ENSINA A EXERCER ESSES DONS COM SABEDORIA, ORDEM E DECÊNCIA (1 CO 14.26-33,37-40), A FIM DE QUE: O NOME DO SENHOR SEJA GLORIFICADO (1 CO 14.25); O INCRÉDULO CONVENCIDO DE SEUS PECADOS (1 CO 14.22-25); E A IGREJA EDIFICADA (1 CO 14.26). É IMPRESCINDÍVEL O CASAMENTO ENTRE O FRUTO DO ESPÍRITO E OS DONS ESPIRITUAIS. AFINAL, O ESPÍRITO DO PROFETA DEVE ESTAR SUJEITO AO PROFETA. EM OUTRAS PALAVRAS, O CRENTE CONTROLADO PELO ESPÍRITO É USADO POR DEUS, MAS TEM EQUILÍBRIO, DOMÍNIO PRÓPRIO E DISCERNIMENTO. O FRUTO DO ESPÍRITO AMADURECIDO NA VIDA DO CRENTE IMPEDE-O DE ABRAÇAR ABERRAÇÕES PSEUDOPENTECOSTAIS COMO “CAI-CAI”, “UNÇÃO DO RISO”, ETC.


 fonte notas cpad news

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