sábado, 3 de janeiro de 2015

não podemos negligenciar a escola dominical

             

             EBD – Coisa do Passado NEGENCIAR?

 

Foi assim que Castellanos definiu a Escola Bíblica Dominical, como algo ultrapassado e alega, ainda, ter sido inquietado por Deus sobre esse assunto e por revelação divina abandonou esse sistema de estudo bíblico, iniciando as Escolas de Líderes.
Na estrutura de uma igreja em células, as reuniões que mais edificavam (cultos de ensinamento, de oração, EBD) são abolidas e dão lugar às células durante a semana, restando apenas 1 culto que é chamado de culto de celebração, assunto que abordarei mais a frente.
A retirada de cultos e reuniões de ensino, como a tradicional EBD trouxe como consequência a má formação das ovelhas. Não foram poucas as vezes em que presenciei conselhos de líderes de célula sem embasamento bíblico.
Tivemos casos de casais que estavam vivendo juntos e que foram instruídos a não se casarem. Em outro caso, um casal se desentendeu e o rapaz foi embora de casa. Depois de um tempo do conflito orientaram sua esposa a se divorciar dele e mais rapidamente do que tudo a incentivavam a começar a namorar com outro membro da igreja.
Essa situação me deixou revoltado com o descaso com a palavra de Deus e disse à irmã: “Veja, não fique escutando esses conselhos errados, o Deus que nós servimos é o Deus da Bíblia. E o Deus da Bíblia é o Deus da família. Ele vai restaurar o seu casamento, não faça nenhuma besteira”. Depois de alguns meses para Glória do Senhor eles se acertaram e até hoje estão muito bem.
Outros sintomas dessa falta de conhecimento bíblico, eram as constantes confusões teológicas. Os 12 da primeira geração tinham pouca ou nenhuma informação escatológica, ficavam perdidos quando os TJs batiam em suas portas. Em uma célula um visitante perguntou ao líder: “esse negócio de Trindade é verdadeiro?” E o líder respondeu que não, que é coisa da igreja católica.
É preocupante esse tipo de coisa. Não dá para fechar os olhos. Em outro caso, quando fui professor da Escola de Líderes, elaborei uma prova do módulo II do curso. Sempre gostava de inserir questões relacionadas ao conhecimento bíblico, a fim de conferir como estava o nível de conhecimento nesta área dos formandos.
Em uma questão para marcar como verdadeiro ou falso, coloquei a opção a seguir: “R. R. Soares escreveu o livro de Salmos”. Para minha surpresa, a pessoa que estava realizando a prova se contorcia achando a pergunta difícil e depois de pensar bastante marcou verdadeiro.
Esse rapaz é líder da primeira geração dos 12 hoje, tenho um grande carinho por sua vida e o amo em Cristo, mas não podemos fazer vista grossa para esse tipo de sintoma ao descaso com a Palavra de Deus.
Para piorar, contei esse episódio a um rapaz da igreja que atualmente é um dos pastores auxiliares e ele riu do caso, quando de repente, surpreendeu-me mudando a expressão facial de riso para dúvida, com a pergunta: “uai, mas qual é a resposta?” Essa foi a gota d’água!
Pode parecer que estou exagerando para alguns, mas depois de mais um caso que presenciei, percebi que faltava um acompanhamento de ensino bíblico para essas pessoas, pois elas terminavam a Escola de Líderes, cuja duração era de aproximadamente 1 ano e depois não faziam mais nada, senão frequentar células e reuniões de 12.
O caso foi depois de uma pregação acerca dos sonhos de José. Um dos membros que já estava na igreja há 2 anos me parou no final do culto e disse maravilhado que nunca tinha ouvido falar da história de José do Egito.
Meu coração se entristeceu de tal forma que não consigo expressar aqui e desde então passei a lutar pela implementação de uma EBD, mas não obtive sucesso.
Para se ter dimensão do descaso para com o ensino, um dos representantes internacionais do G-12, Larry Stockstill, pastor da Bethany World Prayer Center, em Baton Rouge, Louisiana, nos EUA, defende que, “uma das maneiras de evitar doutrinas erradas é não ter ensino nenhum”. Com essa estratégia, o líder passa a ser o único que elabora os ensinamentos e repassa para as gerações de 12.
O que ele coloca no papel fica como padrão e a igreja cresce sem um fundamento abrangente da Palavra e apenas com o miojo que lhes é oferecido semanalmente. Sim, miojo, pois não é uma refeição que sustenta genuinamente o corpo.
O mestre Antônio Gilberto da Silva em seu livro “A Escola Dominical” comenta que, “A Bíblia é a revelação progressiva de Deus; o seu constante estudo sob o influxo do Espírito Santo nos conduz a uma crescente revelação dEle e a visões mais gloriosas de sua divina pessoa”. O maior benefício da EBD é o contínuo aprendizado, através do qual o cristão absorve novidades e recicla o que já aprendeu.
fonte  “A Verdade Sobre o G12” de Vinícius Couto
Fonte cacp.org


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